Pensamentos e anseios
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Enquanto o mundo cai, a noite acontece.
O tempo voa em uma velocidade surpreendente e
o universo se desfaz.
Enquanto Deus está almoçando em seu paraíso,
os humanos estão rezando por alguma coisa.
O dinheiro cai do céu e as pessoas se matam, a
chuva já não molha e todos se conformam.
Não há água e a ilusão é apenas verdadeira o
suficiente para não se pensar nela.
As lágrimas destroem o rosto de uma criança, a
fome já não é ignorada.
Lúcifer vem para o mundo, mas já não precisa
fazer nada. Tudo se reconstrói em pequenos espelhos e as imagens se tornam
distorcidas.
É o nosso sangue que está regando as flores do
cemitério e ninguém mais se preocupa com a alegria.
A paz não é encontrada porque a dor deixou de
existir, o mundo se torna paralelo e essa dimensão é apenas existente.
Todos estão correndo atrás de seus sonhos, mas
na verdade eles nem existem. Não existe mais beleza nas coisas lindas, não
existe mais verdade para a falsidade.
Não existem mais humanos.
Estou cavando um buraco
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Fui diretamente ao centro de
cada golfinho assassinado e me desfiz em cinco toneladas de atum. Girei a terra sobre um eixo tresloucado que desprovia-me de
luxo de odiar todo esse amor. Uma raiva que cuspi se tornou
um turbilhão e pressenti haver mais lixo que jamais pude prever. Me senti o pior do egoístas por não ter nenhuma pista sobre o
quanto está distante o elefante na tevê Eu cavei , eu sei, todos nós cavamos. Encontrei um velho amigo. Ele me contou tudo que
aconteceu na dele e eu disse: ‘eu estou cavando um buraco’. E ele disse: ‘eu sei, todos nós estamos’. Encontrei um presidente de um país pobre numa reunião sobre a
utilização de recursos públicos para construção de um viaduto que ligaria dois
bairros e permitiria a passagem mais ligeira de veículos Automotores e eu
disse: ‘eu estou cavando um buraco’ Ele disse: ‘eu sei, todos nós estamos’. Encontrei todos os meus ex-namorados sentados no mesmo bar bebericando uma bebida barata babando de babaca. E eu me sentei e disse: ‘eu
estou cavando um buraco’ Eles disseram: ‘eu sei, todos nós estamos’. No momento em que toda a vida foi sugada de mim e eu senti um
vazio, no fundo do poço. Apelei para um canção para um
senso mínimo de uma estrutura válida na minha vida e cantei. Eu cavei, eu sei, todos nós
cavamos. Fui diretamente ao centro de cada dona-de-casa espancada e me
desfiz em cinco galões de lágrimas contidas. Girei a terra sobre um eixo
tresloucado onde era aceitável o luxo de ter medo da minha vida. Uma crença que desfiz se
tornou um redemoinho e engoliu qualquer chance de ver a mim mesmo por inteiro. Me senti o pior dos egoístas por não ter nenhuma pista sobre
o quanto está distante o elefante no banheiro. Eu cavei, eu sei, todos nós
cavamos. Não vá dizer que essa é sua última chance, não é, nunca é, por algum motivo. O mesmo motivo que me leva a
você. Que me leva a querer. Que me leva a nunca saber o
motivo.
Música de: Estou Cavando um Buraco
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Victor Vaanbaske
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Marcadores: Música
Conversas paralelas
sábado, 25 de agosto de 2012
Os
dois estavam sentados em um trilho de trem. Ela, uma garota normal. Ele, um
garoto qualquer.
- Eu queria
ter uma bicicleta. – Disse a garota, que se chamava Marrie.
- Por que
ter algo tão simples se pode ter o mundo? – Disse o garoto, que se chamava
Argus.
- Porque uma
bicicleta me levaria até você...
- Não há motivos
para vir até mim.
- Vem morar
comigo?
- Aonde?
- Aqui no
meu coração. – E então ele levantou. Saiu. Sem rumo, andou por vários dias.
Chorando, sem nem ao menos tentar entender.
- Tão
fanático pelo amor que se esqueceu que ainda tinha alguém que lembrava
dele... – Dizia Marrie, observando as
flores.
- Tão
amorosa que se esqueceu que eu só queria ela... – Ele respondia em pensamentos
altos, respondia para o ar.
Aniversário
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Olhos fechados, um leve sorriso. Careca, recém-nascido
naquele mundo. Lindo, gordinho, saudável.
Menos alguns anos de vida...
Já tinha crescido com cabelos loiros, olhos
tão escuros que detalhavam a sombra da morte. Alegre, simpático, não parava
quieto.
Menos alguns anos de vida...
Seus cabelos ficaram escuros. Sua visão já
começava embaçar um pouco. Meio gordinho, gostava de fazer piadas, muito
mais quieto que antes, já não era agitado.
Menos alguns anos de vida...
Começou a escrever com sete anos. Não parava
mais, adorava. Gostava de escrever sobre seres místicos, magia, tudo que se
podia imaginar.
Menos alguns anos de vida...
Deitava na chuva, caía na risada. Na sétima
série escrevia sobre mistérios. Gostava de rodar.
Menos alguns de vida...
Emagreceu muito. Parou de escrever. Observava
o tempo, cantava e dançava. Foi quando começou as aulas de balé. Logo mais
tarde começou com ginástica rítmica e street dance.
Menos alguns de vida...
Já ficava parado, gostava de ver as pessoas
correndo. O mundo era grande, os estudos também eram gigantescos. Repetiu a escola duas
vezes, cursando o segundo ano do ensino médio com dezoito.
Mais alguns de vida...
Voltou a ser uma criança.
Distante
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Dessa
vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te
encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho
mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos,
ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
Nós somos de outros mundos, conhecemos outras
realidades, opiniões diferentes.
Nem nos vemos direito... Quem somos?
Te procurei nos meus sonhos, me questionei e
não te achei. As respostas nada me valiam.
Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro
de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente,
não acha? Decidimos manter.
Da outra vez os dois estavam fumando, surreal
pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra
entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e
compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi,
chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
Um sorriso ou dois, os encontros começaram
mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele
cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente
do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e
você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
O que aconteceu dessa vez para os encontros
não se tornarem freqüentes?
Por que sumimos?
Aonde fomos?
Cadê você?
Solidão
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Devastado
em algum lugar, caído, morto, vivendo sem rumo e aguardando o momento certo
para ser levado pela morte.
O que me
resta esperar?
Em um deserto qualquer me perco em
pensamentos, anseio pela morte, procuro em algum momento alguém para me ajudar.
Estou sozinho. Cadê os meus amigos?
Percebi hoje que no dia de minha morte não
havia ninguém para chorar, não havia ninguém para me salvar.
A morte demora a me buscar, ela quer ver meu
sofrimento. Cadê minha família? Alguém morreria para me salvar? Alguém ao menos
se importaria com o jeito que morri?
Relembro de cada lembrança, reparo nos
pequenos detalhes desse flashback que estou tendo.
Sinto meu corpo formigando, adormecendo, acho
que a morte finalmente chegou. Parece que tem alguém me puxando, para onde meu
espírito vai? Fecho os olhos e adormeço, não quero ver o rosto dela...
Acordo em um lugar todo branco... Espere!
Alguém me salvou?
Fico feliz pela morte não ter me abandonado,
fico triste por ter morrido sozinho...
Um rei e o zé
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Andando
calmamente pela rua encontro com um rei. Aqueles reis que vemos no dia a dia.
Um rei normal. Ele me disse que quem deixa ir tem pra sempre... Então ele me
deixou ir. Deixou-me sozinho. “A pressa esconde o que já é evidente”, dizia o
rei, mas não vi nada! Apenas observando um vazio, procurando as respostas para
as perguntas, procurando soluções para os problemas... Nem sempre devemos andar
assim tão Zé, tão normal.
O rei me mostrou o caminho certo, me
aconselhou seguir pelo errado e me disse que eu devia seguir apenas o caminho
que eu queria. Qual seria esse caminho? Será que eu poderia ser forte o
suficiente para agüentar todas as consequências?
O que foi que me fez assim tão Zé? Eu juro que
não é drama, mas eu queria ter outra filosofia, pois não nasci para conversar
com o rei. Às vezes eu queria sumir... Sumir e viajar para dentro do meu
universo, criar uma realidade diferente.
Continuei sem ver nada. O rei não me disse o
que seria aquilo de diferente que eu devia procurar. Ele apenas me disse com
suas sábias palavras que só se tornou rei por pensar assim tão diferente.
Não vi nada...
E foi aqui do meu lado que eu encontrei o que
me fazia tão diferente. Eu vi você.
Inspirado na música Um Zé e o rei, Apanhador Só:
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Victor Vaanbaske
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O nada
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Quem é
o nada? Por que nada existe? Cadê o nada? Onde está tudo?
E eu ouço as
leves palavras do nada, o além me faz diferente, eu escuto as vozes que gritam
para o nada e nada me vem à cabeça.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá, nada descobrirá.
Quem sou eu?
Eu sou nada... Sou tudo, eu sou deus, eu sou a minha sobrevivência, eu sou
nada.
Enquanto
viajo nesse sistema, enquanto observo, eu estorvo a mente. Olhe diretamente
para os meus olhos, sinta o ar viajando pelo sistema do nosso planeta, sinta as
vontades... Apenas observe parado, monstruosamente obcecado por alguém. Um
alguém qualquer. Um nada.
Por que nada
existe? Porque se fosse existir o nada seria eu, no entanto eu sou o nada.
Então, o nada existe, atribuindo a mim aspectos do nada. Eu sou um nada, eu sou
o nada. Eu sou o melhor nada de todos.
Às vezes
enquanto fico correndo na rua, vejo a chuva cair, dançando alegremente com
todos os movimentos, olhando o universo enquanto nada gira ao meu redor.
Eu corri do
nada. Eu corri de você.
Cadê o nada?
O nada não está... O nada não consiste. Em nada se pode tocar, nada se pode
alcançar.
Onde está
tudo? Tudo não está... Tudo envolve... Tudo vive. O nada está em tudo, o tudo
está no nada.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá e nada descobrirá. No entanto, reflita no nada. E
tudo irá descobrir, sem nada apenas.
Vazio
terça-feira, 3 de julho de 2012
O
mundo passa repleto de coisas diferentes. O universo conspira contra todos. As
ruas ficam cheias de lágrimas. O pássaro observa.
Sozinho, num
quarto escuro. Uma música suave, uma luz no fim do túnel.
Às vezes dá
vontade de te procurar, saber como você está. Às vezes dá vontade de querer
jogar todas as lembranças fora, mas fazer o que?
Seria legal
ter notícias suas, te ver de novo, saber um pouco sobre como você está... Acho
que eu me sentiria menos culpado, entende?
Mesmo que
você queira alguém pra amar, desculpa, hoje não vou estar. Não vai dar... Eu
aprendi a te ver apenas como uma pessoa, mais um que passou.
Estou calmo,
ainda.
Estou
tomando remédios por sua causa, isso está me fazendo ver o mundo melhor.
Deu vontade
de falar: “Fica um pouco mais, por que sair? Ainda lembra-se de tudo? Que
bom...” Não te impedi de sair, não te obriguei a entrar... Custava não me
machucar tanto?
Quando sou
eu quem me machuco, eu sei dos limites, sei até onde vou agüentar, mas quando
são outras pessoas que machucam... A ferida entra da pior maneira, permanece
ali, não seca, fica ao Sol, ardendo.
Ainda estou
bem...
E de novo
estou sem sentimentos, obrigado.
Mas tudo bem...
terça-feira, 19 de junho de 2012
Perdido
nos traços, iludido nos abraços. Com falta de ar.
Hoje em dia,
as lágrimas escorrem, a verdade fala, o coração vibra. Não sei mais mentir e
esconder o que sinto.
Fiquei só,
perdido, calmo, sem graça. Não pude cumprir a ultima promessa. Prometi que
ficaria bem... Não fiquei e não estou.
Não existe
nada a meu redor, minha vida não tem mais sentido. Seus olhos verdes me feriram
tanto, perfuraram meu coração... Você entrou nos meus sentimentos. Obrigado por
ter dado uma esperança para o ser desumano que vivia dentro de mim.
Quem se
importa comigo? Quem me viu chorar?
A chuva me
lembra você, por causa do primeiro encontro que tivemos. Uma garoa fina,
sentados numa passarela, um observando o outro, um falando para o outro... Não
consigo ficar sem chorar quando chove. Não consigo me apaixonar...
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Victor Vaanbaske
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Um pouco do momento
domingo, 17 de junho de 2012
Dilacera
o corpo, corrói a alma, destrói a vida. Evita o cérebro, queima a garganta e
lhe tira a consciência. É deste veneno que estou precisando... É este veneno
que eu quero.
A distância que percorre. O amor que me
destrói. A loucura que me persegue...
Dê-me esse
copo de veneno, que passa por todo o corpo, deixa tonta a cabeça, tudo roda e
se torna mais bonito. Passa-me essa garrafa de felicidade, me faz virar ela
todinha. Tira-me a consciência, faça tudo morrer...
Não tenho
medo mesmo, não tenho medo de morrer com esse veneno.
Esse veneno
que me fez ver a felicidade, essa garrafa cheia de verdade.
Ao pior momento
me dê este veneno maldito que surgiu das sombras, que veio me atormentar.
Faça-me
viver enquanto estiver morrendo, faça-me acreditar que este veneno alcoólico não
estará me destruindo...
Faça-o queimar
o corpo, destruir a alma... Este veneno que me ama. Este amor venenoso que você
deixou em mim...
Dê-me um
trago desse veneno sólido, faça-me sentir essa droga. Faça-a invadir minha
mente, apenas por este momento.
Este veneno
supremo... Este amor impiedoso.
Essa droga
maldita... Essa sua existência que me fere.
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Victor Vaanbaske
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O tempo
sábado, 9 de junho de 2012
O
tempo que aqui voa. O tempo que aqui passa. O tempo que ali observa.
O tempo que
faz valer a pena, o passado do tempo que nunca existiu. O tempo do futuro meu,
o tempo que me mostra a realidade. O tempo do meu presente passa tão depressa,
em segundos agonizantes que ultrapassa os seus limites.
O tempo que
ali observa tudo marcado, jamais apagado. O tempo não destrói a alma, o tempo
que lava a chuva. Observe o tempo te observando...
O tempo que
faz a tempestade, o tempo de uma flor. O tempo que me fez sorrir, o tempo que
nos fez chorar. O tempo que você dormia no meu colo, o tempo em que eu te via feliz
no balanço.
O tempo que
nos fez crescer, o tempo que nos auxiliou...
Foi o tempo
que nos mudou.
A escola
terça-feira, 29 de maio de 2012
As
paredes são pintadas de duas cores: a parte de baixo é verde, a de cima é tão
escura quanto à sombra de meus lúcidos pensamentos. O chão é cinza como a minha
imaginação que voa por todos os mares e navega por todas as nuvens. Na minha
frente fica um quadro cheio de ideias que são escritas e apagadas, ideias que
movem o futuro. A luz clareia toda a minha alma, atordoa toda a minha visão e
faz meus sonhos embrulharem em caixinhas de presente. A porta abre para todos
os futuros, ela também fecha o ar e nos tranca num mar de histórias de
idealizações. As cadeiras são verdadeiros tronos postos para os futuros reis e
rainhas aprenderem a governar o seu mundo de forma justa. As mesas são
infinidades de artistas colocadas como apoio, não só para se segurar, mas
também para levantar os sonhos que se foram. Os cadernos são os mais inusitados
livros que contém as marcações pessoais de cada um, as canetas são as
verdadeiras varinhas que com sua magia dá vida à emoção e ao sentimentalismo. E
os professores, ah, finalmente chegamos neles, são eles os verdadeiros deuses
que encaminham o futuro de um mundo melhor.
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Victor Vaanbaske
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Marcadores: Escola, Estudo, Homenagem, Professores
Sorriso quebrado
domingo, 20 de maio de 2012
Uma
doce música que me alegrava todos os dias, vários sentidos, vários dizeres. Uma
realidade que me fazia chorar, um sentimento diferente de tudo que eu já tinha
sentido.
Uma lágrima que se tornou diária, sem sentido,
sem palavras. Uma verdade que me fazia sorrir, um sentimento imaginário que
você esgotou.
Um sorriso que era colocado todos os dias, um
rosto bonito, uma boca perfeita. Um corpo que eu jamais iria esquecer. Um corpo
que sumiu.
Você me fazia carinhos, aquecia meu corpo,
aquecia meu coração. Fez um mundo bonito girar pra mim, mas... Tão distante.
Você me olhava nos olhos, me fazia sorrir, me
alegrava. Fez um universo se mover dentro de mim, fez um local perfeito...
Uma janela fechada, um quarto bagunçado,
deitado na cama. Sozinho. Não tenho mais ninguém, você se foi... Deixou-me, largou-me,
sumiu do meu mundo.
Meus planos... Minhas vontades, minhas
escritas, a atenção que eu te dava. Não tinha porque reclamar. Eu te amei com
todo o carinho.
Estou quebrado, partido, corrompido,
destruído. Virei mais um qualquer que passou por você.
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Victor Vaanbaske
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Capitalismo
quinta-feira, 17 de maio de 2012
As ruas todas sujas de sangue, o mar,
os rios, o oceano estão sem vida, às árvores só tem as folhas secas e o que
restou dos animais estão sendo criados em laboratórios.
Tem uma sombra negra rodeando todas as noites
as mentes das pessoas, doenças já não tem cura, a fome se tornou obrigatória e
a humanidade tem seu rosto deformado.
Ninguém mais pode andar pelas ruas, o Sol está
destruindo a pele do ser humano, a Lua não move mais os mares, os planetas
estão explodindo...
E então alguém, ironicamente, grita: “Seja
bem-vinda, Burguesia, ande pelas ruas mostrando seu dinheiro como fazia antes.”
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Victor Vaanbaske
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