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Lágrimas de vidro
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Não espere nada de mim. Não espere que eu caia nessa ladainha de novo.
Meu
amor, seja lá o que for, já acabou. Não é possível amar e
raciocinar direito. As minhas paixões são tantas.
Prepare-se
para pagar a sua conta.
Eu
te amei mais do que você podia se amar.
Eu
juro que tentei, eu juro que fiz todos os nossos textos e escrevi o
nosso roteiro.
Eu
bati um carro em seu nome, bati a nossa alma enquanto ela lacrimejava
de dor.
O
tempo passou e nós ficamos fazendo cena para o público.
Aguarde
os aplausos.
Eu
só não quero ser o último a chorar, por isso eu prefiro sair desse
barco antes que ele afunde.
Dois goles
terça-feira, 14 de junho de 2016
Eu tinha tudo o que
sempre quis. Eu tinha amor,
amigos e uma garrafa de vodca.
Eu tinha uma
verdade, eu era dono da razão. Eu rabiscava o meu corpo e alimentava
a minha alma com poesias.
Eu podia ter o que
eu quisesse, bastava um olhar e eu conseguia. O tempo parece uma
bebida forte demais, subiu depressa.
A minha respiração
era boa, eu aguentava qualquer coisa. Eu via tudo se destruindo e me
mantinha em pé.
Eu era meu anjo, eu era meu demônio.
Parece que a poesia
foi se apagando conforme o corpo
foi se lavando e alma morreu de
fome.
Não sei mais quem
sou. Eu me perdi nesse tempo todo.
Eu bebi demais e os
anos passaram muito rápido.
Lembranças
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Talvez só tenha sido um pouco de mim sem mim e
com mais você. Talvez tenha sido só uma felicidade, aquela lá que dói de vez em
quando, mas que me faz rir.
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein.
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar...
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein.
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar...
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...
Acabou
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Não há
mais sofrimento.
Em um mundo baseado em loucuras, decepções e
dinheiro. Vivo num caos, no meu caos. Em um caos que eu queria que fosse nosso.
De quê mais importa? É sofrimento exposto, é
ferida sem cura. Não há motivos pra procurar um médico ou um especialista, isto
já não é mais tão infame.
As feridas não se curam facilmente,
principalmente quando estão secas ao Sol.
Ao nosso Sol...
Eu já fiz a minha aposta, já duvidei dos meus
instintos, já parei com tudo.
É só me pedir e o mundo será seu. Sei como
entregar algo tão pequeno assim, mas é egoísmo pedir ele só pra você, peça para
nós dois.
Antes de fazer tudo o que eu fiz antes de me
pedir o mundo, só pense que tudo não foi em vão e acabou em pequenas decepções.
Eu corri, eu tentei.
Não há mais sentimento.
Em um mundo baseado em verdades, realidades e
dinheiro. Vivo num verdadeiro inferno, no meu inferno. E juntos, poderíamos
transformar o inferno em paraíso, no nosso paraíso.
De quê mais adianta tentar? É sentimento
ferido, coração partido. Não há cura, não pode fazer um exame.
Os sentimentos não retornam, principalmente
quando estão tão expostas ao gelo.
Ao nosso gelo...
Eu já desisti da minha vida, há muito tempo eu
desisti. Já parei de pensar no futuro.
E antes de tudo, não me peça o mundo. Meu
mundo já se quebrou e é egoísmo da sua parte me pedir para consertar. Pode
parecer simples, mas já era.
E antes de tudo, antes que me peça para
arrumar algo que não existe, só pense que tudo não foi em vão e você acabou com
nossos sentimentos.
Insônia
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
E nada
dele vir... Fiquei esperando a noite toda, sentado na cadeira. Um pouco de
vinho, algumas doses apenas para me alegrar.
Precisava dele. Tenho um monte de trabalho
para realizar.
Dez da noite e nada dele vir... Fico
impaciente, ligo a TV, vejo o que se passa. Bebo café, ouço músicas, escrevo um
pouco.
Onze da noite e nem sinal dele... Comecei a
ficar preocupado e tomei um calmante. Da janela posso ver algumas luzes se
apagando, pessoas dormindo.
Meia noite e a preocupação aumenta... Penso em
escrever algo, pego um livro e leio sem tirar o pensamento dele. Ele vem todas
as noites, por que dessa vez não veio?
Uma da manhã e já preparo chá... Estou deitado
na cama ouvindo música e aguardando a chegada dele. Ouço músicas calmas que me
levam para outro mundo.
Duas da manhã certamente ele não vem mais... A
companhia dele me faz falta. Está frio, pego uma blusa de lã antiga que tenho e
me visto com ela.
Três da manhã e vejo o mundo rodopiar... Minha
cabeça está cheia, dores intensas, meus olhos estão caídos e certamente não
estarei disposto a ir trabalhar.
Quatro da manhã e os peixes do aquário estão
com fome... O que eu fiz de errado para que eu não viesse? Começo a rever tudo
o que eu podia ter feito de errado e só podia ter sido aquele maldito café!
Cinco da manhã e já é hora de me arrumar... Bebi
bastante café e energético para me manter acordado e trabalhar firme, é difícil
viver sozinho e sem emprego.
Seis da manhã e o sono não veio...
Solidão
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Devastado
em algum lugar, caído, morto, vivendo sem rumo e aguardando o momento certo
para ser levado pela morte.
O que me
resta esperar?
Em um deserto qualquer me perco em
pensamentos, anseio pela morte, procuro em algum momento alguém para me ajudar.
Estou sozinho. Cadê os meus amigos?
Percebi hoje que no dia de minha morte não
havia ninguém para chorar, não havia ninguém para me salvar.
A morte demora a me buscar, ela quer ver meu
sofrimento. Cadê minha família? Alguém morreria para me salvar? Alguém ao menos
se importaria com o jeito que morri?
Relembro de cada lembrança, reparo nos
pequenos detalhes desse flashback que estou tendo.
Sinto meu corpo formigando, adormecendo, acho
que a morte finalmente chegou. Parece que tem alguém me puxando, para onde meu
espírito vai? Fecho os olhos e adormeço, não quero ver o rosto dela...
Acordo em um lugar todo branco... Espere!
Alguém me salvou?
Fico feliz pela morte não ter me abandonado,
fico triste por ter morrido sozinho...
Sorriso quebrado
domingo, 20 de maio de 2012
Uma
doce música que me alegrava todos os dias, vários sentidos, vários dizeres. Uma
realidade que me fazia chorar, um sentimento diferente de tudo que eu já tinha
sentido.
Uma lágrima que se tornou diária, sem sentido,
sem palavras. Uma verdade que me fazia sorrir, um sentimento imaginário que
você esgotou.
Um sorriso que era colocado todos os dias, um
rosto bonito, uma boca perfeita. Um corpo que eu jamais iria esquecer. Um corpo
que sumiu.
Você me fazia carinhos, aquecia meu corpo,
aquecia meu coração. Fez um mundo bonito girar pra mim, mas... Tão distante.
Você me olhava nos olhos, me fazia sorrir, me
alegrava. Fez um universo se mover dentro de mim, fez um local perfeito...
Uma janela fechada, um quarto bagunçado,
deitado na cama. Sozinho. Não tenho mais ninguém, você se foi... Deixou-me, largou-me,
sumiu do meu mundo.
Meus planos... Minhas vontades, minhas
escritas, a atenção que eu te dava. Não tinha porque reclamar. Eu te amei com
todo o carinho.
Estou quebrado, partido, corrompido,
destruído. Virei mais um qualquer que passou por você.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
03:42:00
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Pesadelos de um qualquer
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Realidade
falsa, agregada em sentimentos imaturos. Parado na esquina, observando os
lobos. Lobos vestidos de ovelhas, seres humanos tão falsos que nem dá pra ver
quem são. A minha alma perdida em todos os mundos, nem me lembro mais em qual
foi. Conversas alheias, olhares astutos, tudo voltando e se tornando um caos
profundo. Observe, acene, sorria, sejam falsos como eles são com você. Reações
alérgicas, mundo corrompido. Observe, vejam, eles são tão lindos né? E o mundo
que ta girando, quem se importa com ele? O mundo será destruído e nós vamos
morrer só isso. Ta vendo aquelas crianças chorando de fome? Ignore-as, são
apenas crianças. Deus não quis ajudá-las, então por que fazer isso? Malditos
seres capitalistas consumistas.
E ta
sentindo aquela angústia corriqueira? Ainda não, oras, vamos, sinta-a. Mergulhe
nesse mar profundo de pecados, sinta a verdade. O que é certo? O que é errado?
Não existe mundo e o universo é apenas mais uma piada contada. Inteligência pra
quê se seus músculos te darão o futuro que quer ter? Corra, ouça, sinta o
calor.
E se no
fundo somos todos iguais? Pra quê dinheiro? Um pedaço de papel que enche as
barrigas, um pedaço de papel que nos entrega a felicidade. Um maldito pedaço de
papel.
Não pense,
não fale, compra e beba. Seja controlado por todo esse sistema maldito, por
todos esses lobos vestidos de ovelhas. Seja controlado por todo esse mundo e
não perceba. Não estude, ouça, faça. É assim que eles querem. Corra para as
colinas! Fuja para outro mundo enquanto ainda tem tempo. Vai, vai, você pode e
você sabe disso. Se liberte dessas algemas feitas de papel, se liberte desse
universo que te colocaram.
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