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Sushi
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Eu tentei. Te dei
meu coração. Você deu lá as suas desculpas.
Nem sempre se
encontra um amor tão perto.
Talvez seja melhor
assim, vivemos uma vida de solteiro a dois.
Devolva meu
coração, preciso dele.
Querido, já não
dá mais. Meu corpo feminino e renegado, minha alma que foi destruída
e toda essa dor que você já causou. Eu já não suporto mais isso.
Amor é só
choradeira e horror a vida inteira, a beira da loucura. E a dor, e a
dor, e a dor…
Descansar
terça-feira, 14 de junho de 2016
Eu só quero
dormir. Dormir pra sempre.
Eu quero descansar,
entrelaçar num eterno descanso.
Eu to cansado de ter que ser alguém, to cansado de tudo se
basear em coisas banais. To
cansado de viver.
Só quero encontrar
a minha paz. A gente inventa amor e
dor e nossos prazeres carnais,
mas eu quero ir só.
Quero descansar nessa escuridão sozinho.
Quero descer para o
abismo, esquecer que o mundo existe.
Só quero nunca mais existir.
Eu quero que você
saiba, meu bem, te carrego sempre no meu coração.
Dois goles
Eu tinha tudo o que
sempre quis. Eu tinha amor,
amigos e uma garrafa de vodca.
Eu tinha uma
verdade, eu era dono da razão. Eu rabiscava o meu corpo e alimentava
a minha alma com poesias.
Eu podia ter o que
eu quisesse, bastava um olhar e eu conseguia. O tempo parece uma
bebida forte demais, subiu depressa.
A minha respiração
era boa, eu aguentava qualquer coisa. Eu via tudo se destruindo e me
mantinha em pé.
Eu era meu anjo, eu era meu demônio.
Parece que a poesia
foi se apagando conforme o corpo
foi se lavando e alma morreu de
fome.
Não sei mais quem
sou. Eu me perdi nesse tempo todo.
Eu bebi demais e os
anos passaram muito rápido.
Um pouco do momento
domingo, 17 de junho de 2012
Dilacera
o corpo, corrói a alma, destrói a vida. Evita o cérebro, queima a garganta e
lhe tira a consciência. É deste veneno que estou precisando... É este veneno
que eu quero.
A distância que percorre. O amor que me
destrói. A loucura que me persegue...
Dê-me esse
copo de veneno, que passa por todo o corpo, deixa tonta a cabeça, tudo roda e
se torna mais bonito. Passa-me essa garrafa de felicidade, me faz virar ela
todinha. Tira-me a consciência, faça tudo morrer...
Não tenho
medo mesmo, não tenho medo de morrer com esse veneno.
Esse veneno
que me fez ver a felicidade, essa garrafa cheia de verdade.
Ao pior momento
me dê este veneno maldito que surgiu das sombras, que veio me atormentar.
Faça-me
viver enquanto estiver morrendo, faça-me acreditar que este veneno alcoólico não
estará me destruindo...
Faça-o queimar
o corpo, destruir a alma... Este veneno que me ama. Este amor venenoso que você
deixou em mim...
Dê-me um
trago desse veneno sólido, faça-me sentir essa droga. Faça-a invadir minha
mente, apenas por este momento.
Este veneno
supremo... Este amor impiedoso.
Essa droga
maldita... Essa sua existência que me fere.
Postado por
Victor Vaanbaske
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03:20:00
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O maníaco
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Um
maníaco como outro qualquer. Desejava ser amado como todos desejariam.
Perseguia os pensamentos, via as conversas, se olhava no espelho. Era um
estranho. Era imperfeito. Ele podia andar nas sombras, observar os pensamentos,
ele podia ser feliz, mas não conseguia. Era um maníaco por natureza, desde que
nasceu necessitava de amor. O mundo era totalmente escuro, sem ruas para andar
e sem verdades para se acreditar. As pessoas matavam por prazer, as pessoas não
tinham coração. Era um maníaco como todos os outros. Ele podia ser você, ele
podia ser eu, ele podia ser nós, mas ele preferia ser apenas ele. Não mudava
sua personalidade. Ele era um maníaco... Mais um, apenas mais um, que desejava
ser amado.
Ele morreu
com um livro nas mãos. Um livro de amor.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
16:37:00
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