Um
maníaco como outro qualquer. Desejava ser amado como todos desejariam.
Perseguia os pensamentos, via as conversas, se olhava no espelho. Era um
estranho. Era imperfeito. Ele podia andar nas sombras, observar os pensamentos,
ele podia ser feliz, mas não conseguia. Era um maníaco por natureza, desde que
nasceu necessitava de amor. O mundo era totalmente escuro, sem ruas para andar
e sem verdades para se acreditar. As pessoas matavam por prazer, as pessoas não
tinham coração. Era um maníaco como todos os outros. Ele podia ser você, ele
podia ser eu, ele podia ser nós, mas ele preferia ser apenas ele. Não mudava
sua personalidade. Ele era um maníaco... Mais um, apenas mais um, que desejava
ser amado.
Ele morreu
com um livro nas mãos. Um livro de amor.


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