Deitado
o dia inteiro, naquela cama que parecia não ter fim. Depressivo, angustiado e
sem vontades de ver a infinidade de oportunidades que o mundo iria me oferecer.
Orgulhoso demais para me render ao pecado, cego demais para ver os deuses rindo
da minha desgraça. Não era falta de forças, era falta de vontade.
Mais um morto, sem ter como renascer, apenas
mais um caído na esquina; bêbado e sem necessidades, menor de idade e se
drogando com tudo que via pela frente. Aqueles espíritos faziam parte de seu
passado, pobre alma, tendo alucinações a cada instante. Sua mão se desprendia
de seu coração, sua verdadeira face estava ocultada dentro de tantos
sentimentos... Era demais ver aquilo!


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