E aqui eu de novo. Pensando em você.
Não quero algo bem triste, sabe? Já cansei de tristezas nessa vida e nas outras. Mas não quero ficar sem você também.
Me lembro de todos os nossos maravilhosos momentos juntos, os horríveis também.
Foi insignificante pra você?
Pra mim não foi, nunca foi.
Então, talvez, eu precise provar pra você. E esta é uma das provas.
A partir de hoje, irei descrever cada uma das situações que se passa na minha cabeça... E, veja só, são muitas.
Quando nos conhecemos foi tão chato e casual que eu nem quero citar, mas quando começamos a realmente namorar foi algo mais impactante. Foi um começo normal, na minha opinião.
Dentro do cinema, debaixo das cobertas, coisas maravilhosas.
Você foi algo tão especial em minha vida que eu só comecei a perceber isso agora. Por que só agora? Porque agora eu te perdi. Eu sei que perdi e assumo a minha derrota.
Queria te ver de novo... Queria te ver mais vezes.
Tá difícil começar de verdade.
Recomeço
Soledad
Talvez não seja tão fácil quanto se imagina, nem tão difícil quanto pareça. Mas os sonhos vão morrer um dia, pode ter certeza. Ilusões e fingimentos, uma gota de chá caída numa folha qualquer, manchou a nossa página.
E eu fechei a porta, desfiz tudo isso. Te tratei da pior maneira pra você entender que não tá nada bem, nunca esteve. Isso tudo foi uma mera ilusão, continua sendo. Não adianta mais fingir. Sozinho na escuridão eu vi os meus vultos, vi os meus medos. Eles não são tão perigosos quanto se imagina. Na verdade só vi outro homem, outro além de mim.
Eu acho que devemos concordar em nos distanciar, por uns meses talvez. Talvez é assim que deva ser. É uma estrada a ser seguida separadamente, com uma música triste no fim.
Os tapetes estão vermelhos de sangue. Um sangue que foi rastejado até ali, um animal morto, meus pensamentos, dói tanto isso tudo.
E o nosso caos tornou-se totalmente delirante. Foi uma mera invenção tentar unir o meu caos junto ao seu. É normal não aguentar, o meu é mais pesado. É um caos de verdade, o seu é só uma mera baguncinha. Não há mais do que clamar, não há mais nenhuma outra vida.
Sussurro
Um dia qualquer, uma manchá de café derramado numa camisa. Algumas das nossas memórias nunca se vão embora... Eu sei, todos decidimos coisas ruins e a pior que eu pude escolher foi não querer continuar.
Você me chamou de "lindo", eu acreditei nas suas palavras. Minhas mãos encostavam nas suas, eram um encaixe perfeito. De vez em quando eu penso no nosso futuro.
E numa outra noite, eu sussurrei seu nome para outro nome. Ele ignorou, virou de lado e dormiu. Está ficando difícil, mas sei que vou esquecer. Você levou a minha paz, foi um caminho a ser escolhido, eu sei. Todos temos que esperar nas nossas estradas o caminho certo aparecer.
E eu nunca esperaria me tornar mais um dos seus, mais uma canção qualquer, mais um esquecido. Cadê a saudade que você disse que sentia?
E de vez em quando eu penso em rastejar até você, mas desisto. Desisto de ter você, desisto de permanecer assim... Com essa música triste me torturando em cada momento.
Dói tanto...


