Andando
calmamente pela rua encontro com um rei. Aqueles reis que vemos no dia a dia.
Um rei normal. Ele me disse que quem deixa ir tem pra sempre... Então ele me
deixou ir. Deixou-me sozinho. “A pressa esconde o que já é evidente”, dizia o
rei, mas não vi nada! Apenas observando um vazio, procurando as respostas para
as perguntas, procurando soluções para os problemas... Nem sempre devemos andar
assim tão Zé, tão normal.
O rei me mostrou o caminho certo, me
aconselhou seguir pelo errado e me disse que eu devia seguir apenas o caminho
que eu queria. Qual seria esse caminho? Será que eu poderia ser forte o
suficiente para agüentar todas as consequências?
O que foi que me fez assim tão Zé? Eu juro que
não é drama, mas eu queria ter outra filosofia, pois não nasci para conversar
com o rei. Às vezes eu queria sumir... Sumir e viajar para dentro do meu
universo, criar uma realidade diferente.
Continuei sem ver nada. O rei não me disse o
que seria aquilo de diferente que eu devia procurar. Ele apenas me disse com
suas sábias palavras que só se tornou rei por pensar assim tão diferente.
Não vi nada...
E foi aqui do meu lado que eu encontrei o que
me fazia tão diferente. Eu vi você.
Inspirado na música Um Zé e o rei, Apanhador Só:


