A escola
terça-feira, 29 de maio de 2012
As
paredes são pintadas de duas cores: a parte de baixo é verde, a de cima é tão
escura quanto à sombra de meus lúcidos pensamentos. O chão é cinza como a minha
imaginação que voa por todos os mares e navega por todas as nuvens. Na minha
frente fica um quadro cheio de ideias que são escritas e apagadas, ideias que
movem o futuro. A luz clareia toda a minha alma, atordoa toda a minha visão e
faz meus sonhos embrulharem em caixinhas de presente. A porta abre para todos
os futuros, ela também fecha o ar e nos tranca num mar de histórias de
idealizações. As cadeiras são verdadeiros tronos postos para os futuros reis e
rainhas aprenderem a governar o seu mundo de forma justa. As mesas são
infinidades de artistas colocadas como apoio, não só para se segurar, mas
também para levantar os sonhos que se foram. Os cadernos são os mais inusitados
livros que contém as marcações pessoais de cada um, as canetas são as
verdadeiras varinhas que com sua magia dá vida à emoção e ao sentimentalismo. E
os professores, ah, finalmente chegamos neles, são eles os verdadeiros deuses
que encaminham o futuro de um mundo melhor.
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Victor Vaanbaske
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Marcadores: Escola, Estudo, Homenagem, Professores
Sorriso quebrado
domingo, 20 de maio de 2012
Uma
doce música que me alegrava todos os dias, vários sentidos, vários dizeres. Uma
realidade que me fazia chorar, um sentimento diferente de tudo que eu já tinha
sentido.
Uma lágrima que se tornou diária, sem sentido,
sem palavras. Uma verdade que me fazia sorrir, um sentimento imaginário que
você esgotou.
Um sorriso que era colocado todos os dias, um
rosto bonito, uma boca perfeita. Um corpo que eu jamais iria esquecer. Um corpo
que sumiu.
Você me fazia carinhos, aquecia meu corpo,
aquecia meu coração. Fez um mundo bonito girar pra mim, mas... Tão distante.
Você me olhava nos olhos, me fazia sorrir, me
alegrava. Fez um universo se mover dentro de mim, fez um local perfeito...
Uma janela fechada, um quarto bagunçado,
deitado na cama. Sozinho. Não tenho mais ninguém, você se foi... Deixou-me, largou-me,
sumiu do meu mundo.
Meus planos... Minhas vontades, minhas
escritas, a atenção que eu te dava. Não tinha porque reclamar. Eu te amei com
todo o carinho.
Estou quebrado, partido, corrompido,
destruído. Virei mais um qualquer que passou por você.
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Victor Vaanbaske
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Capitalismo
quinta-feira, 17 de maio de 2012
As ruas todas sujas de sangue, o mar,
os rios, o oceano estão sem vida, às árvores só tem as folhas secas e o que
restou dos animais estão sendo criados em laboratórios.
Tem uma sombra negra rodeando todas as noites
as mentes das pessoas, doenças já não tem cura, a fome se tornou obrigatória e
a humanidade tem seu rosto deformado.
Ninguém mais pode andar pelas ruas, o Sol está
destruindo a pele do ser humano, a Lua não move mais os mares, os planetas
estão explodindo...
E então alguém, ironicamente, grita: “Seja
bem-vinda, Burguesia, ande pelas ruas mostrando seu dinheiro como fazia antes.”
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Victor Vaanbaske
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16:31:00
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Uma vida perdida
sábado, 12 de maio de 2012
Deitado
o dia inteiro, naquela cama que parecia não ter fim. Depressivo, angustiado e
sem vontades de ver a infinidade de oportunidades que o mundo iria me oferecer.
Orgulhoso demais para me render ao pecado, cego demais para ver os deuses rindo
da minha desgraça. Não era falta de forças, era falta de vontade.
Mais um morto, sem ter como renascer, apenas
mais um caído na esquina; bêbado e sem necessidades, menor de idade e se
drogando com tudo que via pela frente. Aqueles espíritos faziam parte de seu
passado, pobre alma, tendo alucinações a cada instante. Sua mão se desprendia
de seu coração, sua verdadeira face estava ocultada dentro de tantos
sentimentos... Era demais ver aquilo!
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Victor Vaanbaske
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19:04:00
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Sem ânimo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Apenas parado, sem movimentos, calado.
Observador com todos os que passavam e declarador de sentimentos imperfeitos. Era
um amor de primeira hora. Estava tudo tão calmo, tão depressivo quanto podia ser.
Vida infeliz. Apenas as frases, sentimentos obscuros, vontades de qualquer,
alegria distinta e a procura do álcool perfeito. Nenhuma bebida saciava seus
lábios, nada podia alegrar ele. Era um caos dentro de sentimentos inevitáveis,
era a saudade que espancava ele, mas ele não queria admitir que fosse tudo
realidade.
Tanta
realidade pra se falar não é? Logo falar de uma deprimente. Era apenas mais
uma.
À vontade
distinguida através de seus pensamentos idiotas e que vontade era essa? Era
realmente uma vontade qualquer, era uma desilusão amorosa que desfez tudo.
Desfez tudo mesmo! Se qualquer pessoa podia fazer isso com ele, não sei, mas
não era qualquer pessoa que fez. Foi a pessoa que ele mais amou, foi a pessoa
que abandonou ele e deu um fim nisso tudo.
Apenas uma
pessoa qualquer, parada, sem movimentos, calada. Observadora como todas as que
passavam e declarava-se de sentimentos imperfeitos. Era um amor eterno e
qualquer que podia ser sentido do outro lado do computador, mas era apenas mais
um que queria iludir o outro. Apenas o fim da vida...
Ele apenas escrevia, sem saber o que era, sem saber que era um diário...
Sentimentos isolados
domingo, 6 de maio de 2012
Deitado,
caído, amargurado em seus próprios lamentos. Obsessivo, destruído e desmaiado
em uma esquina qualquer. Enquanto tudo está seguindo um rumo, ele está deitado
na chuva. Caminhando, rodando e ouve uma música qualquer.
Naqueles sonhos mestiços e escurecidos,
naquelas realidades sem vida e naquele mundo atual. Tudo não passava de um
engano. Tudo estava misturado em grandes confusões, as balas perdidas
perfuravam as mentes alheias e alienadas, um ser vivo morto por ali na esquina,
os policiais querendo justiça enquanto nada era realmente justo.
No que nos tornamos?
Por que
essas perguntas voam em minha mente?
Estou
morrendo tão cedo?
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Victor Vaanbaske
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04:55:00
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Marcadores: Acreditar, Adoçante, Chá, Sentimentos
O maníaco
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Um
maníaco como outro qualquer. Desejava ser amado como todos desejariam.
Perseguia os pensamentos, via as conversas, se olhava no espelho. Era um
estranho. Era imperfeito. Ele podia andar nas sombras, observar os pensamentos,
ele podia ser feliz, mas não conseguia. Era um maníaco por natureza, desde que
nasceu necessitava de amor. O mundo era totalmente escuro, sem ruas para andar
e sem verdades para se acreditar. As pessoas matavam por prazer, as pessoas não
tinham coração. Era um maníaco como todos os outros. Ele podia ser você, ele
podia ser eu, ele podia ser nós, mas ele preferia ser apenas ele. Não mudava
sua personalidade. Ele era um maníaco... Mais um, apenas mais um, que desejava
ser amado.
Ele morreu
com um livro nas mãos. Um livro de amor.
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Victor Vaanbaske
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16:37:00
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