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A minha bolsa

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Enquanto o tempo voa, passa rápido, eu vejo a luz do sol saindo e se transformando na imensidão da lua, na escuridão. Eu quero ver tudo o que é bom, não me importo se é real ou não. Aprendi a não viver mais aqui nesse mundo.
Preso dentro de mim, calado com as lembranças do passado, com um suor escorrendo na pele, os desejos intensos e o coração batendo forte. Uma aceleração contínua e forte. Eu aprendi a não demonstrar, mas isso não significava controlar.
 Com uma mochila verde-musgo cheia de rasgos e velha, com muita história pra descrever o mundo que eu vivi, com um óculos redondo e uma blusa preta, um tênis sujo e uma calça jeans, equipado com essa armadura dos deuses eu aprendi a viajar pelo mundo. Distante. Não me importa se o celular descarregou, se já não tem mais música pra ouvir, não me importo de ouvir as buzinas distantes, os pneus cantando por aí, as pessoas gritando, o barulho do ônibus... Não me importo de nada. Quero viver isso, quero conhecer esse mundo.
 Calma aí, coração. Já estamos juntos, não vamos acelerar esse tempo que já corre naturalmente rápido. Venha aqui, me dá um abraço, um beijo e olhe dentro dos meus olhos e veja quantos dias passaram.


Descansar

terça-feira, 14 de junho de 2016

 Eu só quero dormir. Dormir pra sempre.

 Eu quero descansar, entrelaçar num eterno descanso.
Eu to cansado de ter que ser alguém, to cansado de tudo se 
basear em coisas banais. To cansado de viver.
Só quero encontrar a minha paz. A gente inventa amor e 
dor e nossos prazeres carnais, mas eu quero ir só. 
Quero descansar nessa escuridão sozinho.
Quero descer para o abismo, esquecer que o mundo existe. 
Só quero nunca mais existir.

Eu quero que você saiba, meu bem, te carrego sempre no meu coração.


Questionamentos

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


 Voando, caindo, destruindo. Às vezes penso em você.
 Chorando por dentro, seriamente frio por fora e apenas ouvindo canções aleatórias enquanto sussurram em meus ouvidos o motivo de toda essa existência.
 Apenas sozinho com um monte de gente, apenas voando dentro de meus pensamentos.
 O açúcar passa por todo o meu corpo enquanto questiono-me o motivo disso tudo acontecer.
 Qual a minha missão?
 Por que as vozes ecoam em minha mente?
 Cadê o mundo em que eu aprendi a viver?
 Onde você está nesse momento?
 Para onde voamos quando vamos nessa infinidade de seres?
 Aquele campo em que dormíamos desapareceu e eu apenas voei para outro lugar.
 Qualquer lugar perdido, esquecido.
 Suas rezas já não me atingem, sua vida já não faz tanto sentido quanto eu esperava.
 Já não ando pelo mesmo lugar, nada era como eu imaginava.
 Sorrisos falsos.
 Natureza morta.


Distante

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Dessa vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
 Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
 Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos, ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
 Nós somos de outros mundos, conhecemos outras realidades, opiniões diferentes.
 Nem nos vemos direito... Quem somos?
 Te procurei nos meus sonhos, me questionei e não te achei. As respostas nada me valiam.
 Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente, não acha? Decidimos manter.
 Da outra vez os dois estavam fumando, surreal pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi, chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
 Um sorriso ou dois, os encontros começaram mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
 E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
 O que aconteceu dessa vez para os encontros não se tornarem freqüentes?
 Por que sumimos?
 Aonde fomos?
 Cadê você?


Sem ânimo

quinta-feira, 10 de maio de 2012


 Apenas parado, sem movimentos, calado. Observador com todos os que passavam e declarador de sentimentos imperfeitos. Era um amor de primeira hora. Estava tudo tão calmo, tão depressivo quanto podia ser. Vida infeliz. Apenas as frases, sentimentos obscuros, vontades de qualquer, alegria distinta e a procura do álcool perfeito. Nenhuma bebida saciava seus lábios, nada podia alegrar ele. Era um caos dentro de sentimentos inevitáveis, era a saudade que espancava ele, mas ele não queria admitir que fosse tudo realidade.
Tanta realidade pra se falar não é? Logo falar de uma deprimente. Era apenas mais uma.
À vontade distinguida através de seus pensamentos idiotas e que vontade era essa? Era realmente uma vontade qualquer, era uma desilusão amorosa que desfez tudo. Desfez tudo mesmo! Se qualquer pessoa podia fazer isso com ele, não sei, mas não era qualquer pessoa que fez. Foi a pessoa que ele mais amou, foi a pessoa que abandonou ele e deu um fim nisso tudo.
Apenas uma pessoa qualquer, parada, sem movimentos, calada. Observadora como todas as que passavam e declarava-se de sentimentos imperfeitos. Era um amor eterno e qualquer que podia ser sentido do outro lado do computador, mas era apenas mais um que queria iludir o outro. Apenas o fim da vida...
 Ele apenas escrevia, sem saber o que era, sem saber que era um diário...