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Mentiras

domingo, 13 de agosto de 2017

Eu acreditei tanto nas suas palavras, acreditei tanto nas suas fases. Eu acreditei tanto em você.
 Acontece que você me enganou por todos os anos em que estivemos juntos, você dizia me amar, mas negava o que acontecia entre a gente.
 Eu mudei tanto de mim, amadureci tanto e estou tão diferente do que jamais estive.
 Não sei se você me perdeu ou fui eu quem te perdi, nossos fantasmas ficam unidos nessas noites escuras.
 Me disseram por aí que você me amaria a todo custo, mas quanto custou tudo isso que aconteceu?
 Eu tenho tantas dúvidas que calam as minhas noites, tantas questões que me tiram o sono.
 A dor de ter tudo o que eu pude ter e agora não tenho mais.
 Por que não dei valor suficiente pra isso?
 O que aconteceu entre nós?


A minha bolsa

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Enquanto o tempo voa, passa rápido, eu vejo a luz do sol saindo e se transformando na imensidão da lua, na escuridão. Eu quero ver tudo o que é bom, não me importo se é real ou não. Aprendi a não viver mais aqui nesse mundo.
Preso dentro de mim, calado com as lembranças do passado, com um suor escorrendo na pele, os desejos intensos e o coração batendo forte. Uma aceleração contínua e forte. Eu aprendi a não demonstrar, mas isso não significava controlar.
 Com uma mochila verde-musgo cheia de rasgos e velha, com muita história pra descrever o mundo que eu vivi, com um óculos redondo e uma blusa preta, um tênis sujo e uma calça jeans, equipado com essa armadura dos deuses eu aprendi a viajar pelo mundo. Distante. Não me importa se o celular descarregou, se já não tem mais música pra ouvir, não me importo de ouvir as buzinas distantes, os pneus cantando por aí, as pessoas gritando, o barulho do ônibus... Não me importo de nada. Quero viver isso, quero conhecer esse mundo.
 Calma aí, coração. Já estamos juntos, não vamos acelerar esse tempo que já corre naturalmente rápido. Venha aqui, me dá um abraço, um beijo e olhe dentro dos meus olhos e veja quantos dias passaram.


O último

sexta-feira, 21 de julho de 2017

 A dor inconsolável de um olhar caído. Um olhar pra baixo.
 Uma dor de terminar tudo, uma dor que alivia... Não vou negar, é melhor assim. É melhor quando tudo termina.
 Chegou o ponto em que tudo muda.
 As paixões são difíceis de serem controladas, é o que há, de fato a ser seguido. O roteiro é esse.
 O amor é apenas pra gente e pra mais ninguém.
 Esses teus olhos frios já não me encaram mais.
 Não é possível que tudo acabe dessa forma.
 Eu não vou negar, valeu a pena.
 Eu só não quero ser o último.



Suicídio

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu não quero ouvir. Eu não quero falar.
 Quero apenas me jogar dessa sacada.
 A vida já me bateu demais, a vida já me causou problemas demais. A minha vida já está ruim e a morte será meu único alívio.
 Eu já não quero mais aquele café. Eu já não quero mais nada.
 Quero apenas olhar para baixo e sentir o vento esvoaçando no meu cabelo.
 Ninguém mais se importa. Ninguém mais ouve. Ninguém mais me convence.
 "Somos programados pra cair".
 A minha vida já fez demais, ela tá cansada. Assim como eu. Me dói saber que já deu.


Lágrimas de vidro

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Não espere nada de mim. Não espere que eu caia nessa ladainha de novo.
Meu amor, seja lá o que for, já acabou. Não é possível amar e raciocinar direito. As minhas paixões são tantas.
Prepare-se para pagar a sua conta.
Eu te amei mais do que você podia se amar.
Eu juro que tentei, eu juro que fiz todos os nossos textos e escrevi o nosso roteiro.
Eu bati um carro em seu nome, bati a nossa alma enquanto ela lacrimejava de dor.
O tempo passou e nós ficamos fazendo cena para o público.
Aguarde os aplausos.

Eu só não quero ser o último a chorar, por isso eu prefiro sair desse barco antes que ele afunde.