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Lágrimas

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A vida tem me marcado a ferro quente, com sangue frio. Minhas lágrimas escorrem por você todos os dias.
 Eu já não sei mais o que sinto, meus olhos perfuram a minha mente, meu caos me destrói por dentro. Essa agonia toda que eu sinto a cada instante.
 Essa imensa saudade de você, isso tudo vem escorrendo de mim.
 A vida tem sido mágoa para mim. Um caos cheio de lágrimas, com olhos vendados para o mundo. Eu desmereci tudo o que conquistei.
 A minha inspiração agora é você e por mais que meus olhos fechados permaneçam a digitar, por mais que tudo o que eu sinto transpareça em águas doces, em águas salgadas que escorrem de meus olhos, por mais que eu deseje o mundo...
 Ainda falta você.



Dia dos Pais

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Lembro que eu tinha que tirar uma foto com a camisa do meu pai. 
 Usei a da minha mãe. 
Lembro que eu tinha que fazer um poema com bombons para demonstrar meu carinho para o meu pai.
 Minha mãe adorou os bombons.
Lembro que eu tinha que dar um presente pra ele e tinha escolhido um par de brincos.
 Minha mãe usou.
Lembro que eu tinha de chamar ele pra festa da escola.
 Minha mãe foi.
Lembro que eu fiquei internado, com pneumonia. 
 Minha mãe me levou.
Lembro que eu fiz uma cirurgia e que tive muitas alucinações...
 Todas eram com a minha mãe.
Lembro que você tentou voltar a falar comigo, fui no aniversário da minha avó, conheci a minha "família". Sim, com aspas, porque só carrego o sangue deles. Lembro que te vi lá, mas não era a hora de conversar. Nunca foi. Nunca tivemos a nossa hora. 
 E então, sobre o dia dos pais: obrigado, mãe, por tudo.


Depois

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

 Mais uma vez...? Não foi tão mau assim! Não sou tão mau assim, né gatinho?
 Mais um gatilho, mais uma bala atravessando... E os vidros cortam o meu peite que já não vão te confortar, não vão...
 Não assim! Não sem mim, eu não sou tão ruim. Agora vai ser mais legal..
 Aguarde a sua senha, baby, espera só pra ver quem é que manda. O caos já era, gatinho, tá generalizado demais, tá arrumado, tá bagunçado, tá organizado, tá o meu caos. Do meu jeito, do me modo. E depois? Você vem ou não? É, é assim né. Minha casa, nossa casa, destruída, acabada. Cheia de bebidas no chão, vômitos por toda parte... Aquela festa foi tão legal, não achou?
 "E depois? Tchurutchu... Todo plano acaba assim. Nós dois. Tchurutchu. Nos machucando até o fim..."
 Eu te vi através do fim, corri atrás, tentei te resgatar, mas já vale mais a pena.
 E então, agora é do meu jeito, seguindo as minhas regrinhas, anjinho. Da minha forma e dançar conforma eu quero, mas tu não sabe dançar né? APRENDE.
 E depois? Tchurutchu... A música vai vagar nos meus pensamentos, vou beber umas cinco doses e começar a noite e vou lá! Vou lá correr perigosamente através do espelho, através de mim.
 Já me acostumei com você longe de mim, que pena...
 Antes era bom estar contigo sempre... ERA BOM.


Ódio em duas gotas

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Fechando os olhos, reviro a cabeça. Meu mundo já amanhece bagunçado e tudo o que eu mais quero é voltar pra cama. Há algo de errado. Num mundo tão caótico tudo o que eu consigo imaginar é a morte daqueles que me desejam o mesmo... Só consigo expressar a raiva e as emoções que me atingem de uma forma tão distante.
 Se eu chorar, talvez eu até consiga te ver tão contente. Um pão com café pra tornar a noite, mas quem sabe eu nem queira isso tudo. Quem sabe eu só quero destruir o teu império?
 Vem pra mim, vem pra mim... Vem! Corre, corre ao meu chamado, venha. Rápido. Sem querer, tropece nas suas pedras, tropece nos órgãos que você arrancou de seus inimigos. Vem, vem pra mim. To te esperando aqui, sem armas, só com meus punhos prontos pra arrebentar a sua cara.
 Um ódio ou dois, quem se importa?


O sétimo andar

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Eu só queria me jogar do sétimo andar
Sem desculpas pra poder falar
Sem caos pra poder pensar
Sem medo de voar.

Eu só queria um pouco de sal
Pra vida amargurar
Pra tudo isso parar
Pro meu pensamento fugir
Pra minha vontade rugir.

Nesse mundo, eu só queria poder cair
Sem nunca mais precisar levantar
De ser enterrado com meus medos
De ser esquecido do mundo todo.

Eu só queria estar no sétimo andar
Pra beber umas garrafas
E de lá me jogar
Com o risco de, bêbado, nem sentir nada

Um pouco de adoçante nessa minha vida
Um açúcar que não é verdadeiro
Uma chantagem a mais para mim
Enganar o cérebro que já pensou demais

Eu só queria poder me jogar
Meus problemas esquecer
Fugir e não ter mais pra onde andar
E as minhas lágrimas não ter mais a quem aquecer.


O último

sexta-feira, 21 de julho de 2017

 A dor inconsolável de um olhar caído. Um olhar pra baixo.
 Uma dor de terminar tudo, uma dor que alivia... Não vou negar, é melhor assim. É melhor quando tudo termina.
 Chegou o ponto em que tudo muda.
 As paixões são difíceis de serem controladas, é o que há, de fato a ser seguido. O roteiro é esse.
 O amor é apenas pra gente e pra mais ninguém.
 Esses teus olhos frios já não me encaram mais.
 Não é possível que tudo acabe dessa forma.
 Eu não vou negar, valeu a pena.
 Eu só não quero ser o último.



Durante a noite

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Meus pés me levam pra qualquer lugar. Uma bebida quente, outros pensamentos vazios. Tão eu.
 E as coisas começam a melhorar e aí eu descubro mil e uma coisas sobre mim e não é nada bom começar dessa forma...
 E meus pés me levaram pra um bar e eu disse: não, não faça isso, é uma cilada. E eles me ouviram? Não. Simplesmente fomos.
 Dançamos, dançamos a noite toda. Dançamos mais um pouco e logo eu já tava com uma outra garota. Fiquei pensando em você enquanto beijava todo mundo que eu já beijei. Você anda invadindo meus pensamentos e olha... Não é nada fácil controlar.
 Dois copos e eu já estava muito bem, obrigado. E naquele dia eu chorei por mais mil e outros motivos, crueldade eu sei. Joguei tudo em cima de você, mas precisava descarregar esse peso em mim.
 Eu to dançando como nunca dance antes, dançando para a vida, gatinho. To dançando com os meus sapatos de verniz, com a minha alma apurada e com tudo o que eu pude. To começando a esquecer e isso me dói, me dói porque o sentimento tá parando de bater e o cérebro tá lá pra me lembrar o que eu já senti... 
 E mais um dia perdido, eu não devia ter ido naquele seu Onix, eu não devia ter deixado você me dar bebidas, eu não devia ter ficado com você.
 Eu não devia ter feito muita coisa que eu fiz, mas tá valendo a pena... Pouco a pouco tá valendo a pena. 
 E dessa vez meus copos estão cheios de café (sim, tô bebendo café). Ele tá me ajudando a superar algumas coisas...
 Talvez seja uma carta de adeus ou qualquer outra coisa que não valha a pena ler, ficou grande, não chegue até o final.
 Você vai se magoar comigo, anjo, e eu, infelizmente, sou muito apegado ao meu passado ainda... 




Hércules

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Profecias do caos, adoração aos deuses, vivenciando um mundo novo. Eis que então todos temem ao mundo dos mortais e ambicionam o mundo dos imortais. Seus medos são seus fracassos, jovens.
 A luz que devia iluminar os céus acaba por iluminando os corações, os jovens caídos nas perdições de seres amaldiçoados pelas próprias mãos de seu criador. A luz que devia iluminar as almas agora está fraca. Fraca demais para continuar.
 O som da música fica solta por aí, rondando o mundo em seu eterno silêncio dos imortais, causa a total desgraça daqueles que temem o seu verdadeiro medo. Enquanto tentamos ser os próprios Hércules de nossas naturezas, fracos e vulneráveis.
 Não há mais caos, agora há luz. Porque aonde há vida, aqui, jaz o túmulo da morte.



Tempo Perdido

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Todos os dias é a mesma ressaca moral. Você é meu primeiro pensamento da manhã e o último da noite.
 Eu já perdi o nosso tempo.
 As suas lágrimas eram sagradas e tão belas do que qualquer outra coisa, lágrimas selvagens que fugiram desse triste olhar.
 Veja o sol que ilumina essa manhã acinzentada, uma tempestade da cor de seus olhos castanhos.
 Me abraça. Me abrace o mais forte possível. E me diga que vamos fugir disso tudo, que vamos nos distanciar.
 Me abraça e me faça chorar com essas músicas que te fazem lembrar de mim.
 O nosso tempo já está perdido?
 Ainda somos tão jovens, mas tão velhos. Ainda podemos ser algo.
 Ainda podemos ter algo?


Te esqueci

Quando, enfim, se encontra em um instinto, em uma vontade, um desejo incontrolável.
 Amordaço em pedaços. Uma maravilha, uma eternidade. Mostrada em fragmentos de lealdade, falsidade. Oculto nas sombras, destruído pela própria moralidade.
 Um beijo ou dois. O que aconteceu naquela noite? Aquelas verdades que você dizia enquanto bebia mais uma taça de vinho, mostrando a sua suavidade. O que aconteceu de verdade? Aquelas marcas de anseio, de vontade de devorar. Aquela criatura que surgiu de dentro da água, aquela desgraça trazida entre dois copos (ou mais) de cachaça barata.
 Estamos mortos e só você não notou.
 Eu não me importo e pela sua voz eu jamais vou implorar novamente. Pelos seus olhos esquecidos nas margens de meus pensamentos eu jamais vou te amar de novo.
 Desculpa se te esqueci. Foi sem querer. Até porque eu prefiro açúcar no meu café do que adoçante.


Desejo e vontade

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Meu olho tá pesado e a minha respiração tá fraca. Tenho vontade de vomitar.

 Minha cabeça gira em torno de todas aquelas memórias e meu estômago se revira a cada vez que penso em você.
 O sexo era bom, mas só isso. Só a gozada já me fazia feliz e nada mais.
 A saudade que sinto de você é, na verdade, apenas do prazer carnal. Já deu né? Vamos ser realistas, nada disso deu certo.
 Já to cansado desse sangue escorrendo dentro do meu vazio, já to passando mal. Perdi muito. Perdi tudo. Perdi você.
 E por mais que eu ainda queira sentir o seu corpo junto ao meu, tudo isso em tudo aquilo, por mais que eu deseje, a minha moral me impede.
 Eu ainda sou ético.
 E eu ainda te odeio.


Há paz?

A paz, a calma, a paciência.
 Há paz? Há calma? Há paciência?
 Eu quero a verdade da ilusão, quero a paz da alegria. O desejo do mundo rodopiando, a simplicidade vista num dia quente de verão ou num nublado dia de inverno, quero apenas ver os pássaros voando, as nuvens cobrindo minha cabeça, seus tons de cinza e seus tons de branco. Com o céu bem apagado ou bem azulado. Ou só sem nada. Apenas um véu vasto e cheio de diferenças e cores. Qualquer cor, tanto faz, só a paz de saber que há um céu para eu olhar.
 Eu quero o silêncio da calma, quero o vazio sem sentido. A ansiedade do peito que batia direto no coração, sem ruído algum, sem nada, apenas o silêncio e minhas verdades.
 Sem ninguém para me julgar, para me criticar. Sem nada para pensar, sem nada na cabeça. Uma simples meditação que faz com que eu fuja desse mundo. Um simples desejo.
 E na calma, conquistarei a paciência da alma, a verdade de pensar e parar. De questionar e fingir estar tudo bem. Eu quero a verdade escancarada sem brigas, quero a paciência de uma criança.
 Quero aprender a desenhar d enovo, soltar os primeiros passos. Ouvir a primeira risada, a verdadeira paciência de ensinar.
 Acabou tudo. Não há paz, não há calma e nem paciência.
 Para onde o mundo foi parar?


No hotel

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Há algumas verdades que não devem ser ditas. Há certas coisas que devem ficar no silêncio.
Um quarto de hotel vazio com nossas almas.
Eu menti pra você naquele dia. Eu estava com outro. Eu sempre estive com outro.
Eu menti muito para nós dois. Eu menti tanto.
Eu tinha medo.
Tinha coisas que nos satisfaziam, tinha tanta coisa que eu gostava em você. Eu não queria te perder.
Se você quer saber o que eu quis, não devia perguntar. Você me conhece.
O tempo passa e eu pensei demais, eu menti demais… Eu menti.
Isso me dói, mas não me arrependo.

Eu não queria ter que seguir sozinha.


Imaturidade

sexta-feira, 9 de setembro de 2016


Ouça até enlouquecer. A sua mente perturbada não pode piorar. Os sentimentos amargos não podem ser engolidos.
O doce aroma do desejo. O doce sabor da infelicidade.
Irônico.
Tudo isso está transbordando no seu copo, cuidado para não derrubar a sua bebida. Não se derrama tanto álcool assim.
Não me diga que estou errado, eu já sei disso. Não precisa falar do quanto estou sendo amargo, do quanto eu xingo a minha alma todos os dias. Não precisa dizer.
Não precisa dizer mais nada.

Ainda sou tão imaturo quanto você.



Alma

terça-feira, 30 de agosto de 2016

 Me dê! Me dê esse néctar doce. Me dê essa alma destruída. Me consuma com seu capitalismo exacerbado. Me destrua por dentro.
Ao menos um copo desse, com as pedras de gelo no meio. Para que eu não possa sofrer com esse veneno descendo pela garganta.
Me dê um copo desse meio amargo mesmo, ele vai me consumir de fora e me tontear por dentro. Me dê um pedaço desse doce impregnado com a sua alma.
Por favor, me dê um pouco do seu veneno. Esse mesmo que escorre dos seus lábios e avança na alma. Esse copo que você segura, esse pedaço de mau caminho que está na sua boca.
Me dê, ao menos um pouco disso que você bebe. Me dê essa sua angústia, me dê essa tua tristeza.
Esse copo que tem um pedaço de calma com duas pedras de gelo.
Duas pedras de coração.
Me mostre esse teu caos.

Me dê a sua mão, essa que segura esse teu copo. Me dê um pouco do seu corpo.



Conhaque

terça-feira, 14 de junho de 2016

 Perdi as nossas músicas românticas. Bebi demais

 naquela noite, escapei do meu silêncio. Gritei para o mundo, ouvi as verdades e destruí a maldade que havia em mim…
Perdi as nossas cartas, nossas almas, perdi as poesias que você me escreveu. Perdi o rumo da nossa casa, perdi a verdade que você havia me declarado.
… Perdi o nosso mundo.
Acabei com tudo isso que sentia e minha maior lembrança de você é um copo de conhaque sem gelo.
Tudo o que nos restou foi a desmoralização.
Talvez se eu tivesse brigado menos, exigido menos… Talvez se eu pudesse esquecer, se eu pudesse matar esse sentimento de rancor.
Talvez…
O mundo não dá voltas contrárias, ele não retorna para o ponto de partida.
Eu não pude esperar você mudar.


Sussurro

terça-feira, 17 de junho de 2014

Um dia qualquer, uma manchá de café derramado numa camisa. Algumas das nossas memórias nunca se vão embora... Eu sei, todos decidimos coisas ruins e a pior que eu pude escolher foi não querer continuar.
 Você me chamou de "lindo", eu acreditei nas suas palavras. Minhas mãos encostavam nas suas, eram um encaixe perfeito. De vez em quando eu penso no nosso futuro.
 E numa outra noite, eu sussurrei seu nome para outro nome. Ele ignorou, virou de lado e dormiu. Está ficando difícil, mas sei que vou esquecer. Você levou a minha paz, foi um caminho a ser escolhido, eu sei. Todos temos que esperar nas nossas estradas o caminho certo aparecer.
 E eu nunca esperaria me tornar mais um dos seus, mais uma canção qualquer, mais um esquecido. Cadê a saudade que você disse que sentia? 
 E de vez em quando eu penso em rastejar até você, mas desisto. Desisto de ter você, desisto de permanecer assim... Com essa música triste me torturando em cada momento.
 Dói tanto...





Fuga nº1

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Todas aquelas vontades, todos aqueles desejos. A última lágrima que escorre é também a primeira que se derrama. De um caos perturbado, sim, dessa vez tão distante.
 Observo a esquina toda cada, cada vez que ouço o barulho dos carros, observo a sua distância fugir de mim. Mas você prometeu... Você fugiu e em cada gota que cai dentro da minha garganta é uma tristeza, uma lembrança, um tudo de mim que se escorre e vai, vai pra longe. Só se vai... Junto a promessas, junto ao mundo. Todos nós já fomos.
 Nossas vontades são semelhantes, te entendo quase que perfeitamente, te compreendo e olha, faz tempo que isso não acontece. O nosso mundo foge, o nosso olhar transparece qualquer sentimento ilegal, qualquer coisa que se vá.
 E o trem... Aquele trem que passou, aquele nosso mundo que viaja junto, aquela nossa vontade de ir, de rir, de sair, de fugir. Fugir pra outra cidade. 
 E foi assim que tudo começou, é desse jeito que tá acabando. Fugindo. Fugindo um do outro, fugindo das promessas.



Navio

sexta-feira, 28 de março de 2014

Não consigo viver afogado nesse mundo. Não consigo te imaginar com aquele outro lá, não consigo querer e não poder.
 Eu que sou um caos iluminado, uma ditadura sem regras e sem moralidade. Eu to me perdendo em você...
 Seu corpo e seu abraço, os mais quentes, acordado ou dormindo eu quero estar sempre do seu lado. E direto eu me pego rindo daquelas suas brincadeiras e nessa merda de vida eu já não aguento mais ficar sem você.
 O meu coração desacelera o metabolismo de não mais querer viver, o meu coração parte em sua direção. 
 E eu me perco em seus beijos, em seus abraços, eu me perco em pensamentos vazios e sem fundamentos.
 E nesse navio, navegando em qualquer maré, navegando sem rumo.
 Eu busco meu tesouro, eu busco você em meus braços. Seus olhos castanhos que brilham ao ver as almas algemadas num mundo distinto, eu quero só você aqui! Não me interessa aqueles outros conhecidos, não me interessa o quanto eles são bonitos e você não.
 Meu mundo resplandece em tudo o que eu mais desejo, meus sonos já se vão junto da minha fome e minha vontade de viver. Eu já me perdi, já não tenho mais um caos desornado balançando na minha cabeça, eu já não tenho mais aquela desilusão.
 Eu só tenho a ilusão de querer te beijar.



Lembranças

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Talvez só tenha sido um pouco de mim sem mim e com mais você. Talvez tenha sido só uma felicidade, aquela lá que dói de vez em quando, mas que me faz rir.
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein. 
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar... 
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...