Mostrando postagens com marcador Realidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Realidade. Mostrar todas as postagens

Hércules

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Profecias do caos, adoração aos deuses, vivenciando um mundo novo. Eis que então todos temem ao mundo dos mortais e ambicionam o mundo dos imortais. Seus medos são seus fracassos, jovens.
 A luz que devia iluminar os céus acaba por iluminando os corações, os jovens caídos nas perdições de seres amaldiçoados pelas próprias mãos de seu criador. A luz que devia iluminar as almas agora está fraca. Fraca demais para continuar.
 O som da música fica solta por aí, rondando o mundo em seu eterno silêncio dos imortais, causa a total desgraça daqueles que temem o seu verdadeiro medo. Enquanto tentamos ser os próprios Hércules de nossas naturezas, fracos e vulneráveis.
 Não há mais caos, agora há luz. Porque aonde há vida, aqui, jaz o túmulo da morte.



Soledad

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Talvez não seja tão fácil quanto se imagina, nem tão difícil quanto pareça. Mas os sonhos vão morrer um dia, pode ter certeza. Ilusões e fingimentos, uma gota de chá caída numa folha qualquer, manchou a nossa página.
 E eu fechei a porta, desfiz tudo isso. Te tratei da pior maneira pra você entender que não tá nada bem, nunca esteve. Isso tudo foi uma mera ilusão, continua sendo. Não adianta mais fingir. Sozinho na escuridão eu vi os meus vultos, vi os meus medos. Eles não são tão perigosos quanto se imagina. Na verdade só vi outro homem, outro além de mim.
 Eu acho que devemos concordar em nos distanciar, por uns meses talvez. Talvez é assim que deva ser. É uma estrada a ser seguida separadamente, com uma música triste no fim. 
 Os tapetes estão vermelhos de sangue. Um sangue que foi rastejado até ali, um animal morto, meus pensamentos, dói tanto isso tudo. 
 E o nosso caos tornou-se totalmente delirante. Foi uma mera invenção tentar unir o meu caos junto ao seu. É normal não aguentar, o meu é mais pesado. É um caos de verdade, o seu é só uma mera baguncinha. Não há mais do que clamar, não há mais nenhuma outra vida.



Navio

sexta-feira, 28 de março de 2014

Não consigo viver afogado nesse mundo. Não consigo te imaginar com aquele outro lá, não consigo querer e não poder.
 Eu que sou um caos iluminado, uma ditadura sem regras e sem moralidade. Eu to me perdendo em você...
 Seu corpo e seu abraço, os mais quentes, acordado ou dormindo eu quero estar sempre do seu lado. E direto eu me pego rindo daquelas suas brincadeiras e nessa merda de vida eu já não aguento mais ficar sem você.
 O meu coração desacelera o metabolismo de não mais querer viver, o meu coração parte em sua direção. 
 E eu me perco em seus beijos, em seus abraços, eu me perco em pensamentos vazios e sem fundamentos.
 E nesse navio, navegando em qualquer maré, navegando sem rumo.
 Eu busco meu tesouro, eu busco você em meus braços. Seus olhos castanhos que brilham ao ver as almas algemadas num mundo distinto, eu quero só você aqui! Não me interessa aqueles outros conhecidos, não me interessa o quanto eles são bonitos e você não.
 Meu mundo resplandece em tudo o que eu mais desejo, meus sonos já se vão junto da minha fome e minha vontade de viver. Eu já me perdi, já não tenho mais um caos desornado balançando na minha cabeça, eu já não tenho mais aquela desilusão.
 Eu só tenho a ilusão de querer te beijar.



O perfeccionista abstrato

quinta-feira, 9 de maio de 2013


A realidade dele é diferente da minha. Ele é um belo homem, perfeito, com defeitos e qualidades. E eu sou um mero humano, normal, imperfeito, cheio de dúvidas e com pouca grana.
 Ele quer e consegue tudo do jeito dele.
 Eu quero e luto pra conseguir tudo da melhor maneira.
 Ele se matou...
 Eu continuo aqui!
 Ele gostava da perfeição, era um perfeccionista.
 Eu gostava da realidade. Foi à realidade que o matou.
 Agora eu o entendo, mas será que algum dia ele me entendeu?
 Ele se matou ao descobrir que jamais poderia deixaria o mundo perfeito e que o mundo dele era mais do que imperfeito.
 Que mundo louco, não?
 A perfeição dele era abstrata, não podia ser  compreendida e cada um observava de uma maneira.
 A minha imperfeição era real e todos podiam entender.
 Já parou pra pensar que nunca iremos conseguir parar pra pensar porque o pensamento se move uma maneira rápida demais?
 Bem vindo à Morte.
 E eu me esqueci de agradecer a ele por ter me ensinado a compreender algo abstrato.
 A vida é abstrata.


Teoria do caos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Deste lado estou eu e aquele era você. Separados, eu acho, destruídos por conta de um romance.
 O que aconteceu?
 O meu mundo desabou em prantos, desorganizou os pensamentos. O meu universo se corroeu e estou morto, eu caí em lamentações árduas e sem sentidos.
 Nada mais é tão importante quanto era...
 Estou desistindo da vida e o meu testamento nem foi escrito.
 Lembranças e momentos não podem ser revividos, apenas pensados e lembrados.
 Sensações e emoções não voltam no tempo e foi esse o meu erro: querer voltar no tempo.
 Se desse, voltaria no tempo a pé e buscaria pelos girassóis azuis aos quais você me mandou.
 Pegaria todos os ingredientes e com eles formaria uma bela poção, mas não existe magia no lugar em que vivo.
 Procurei em todos os lugares enquanto caminhava sem rumo, bebendo meu café e ingerindo bolachas de água e sal.
 Um pouco de vinho para transparecer as coisas, me deixar vermelho e alegrar minha alma, esquentar o corpo e fazer-me dançar. Rodopiar em busca do que é belo e vulgar.
 Rodopiar em volta do mundo...
 Acordei nos teus abraços te mostrando todos os sonhos cristalinos que eu tive. Sonhos de cristal... Sonhos que se quebrariam em segundos, até mesmo momentos, sonhos que você deveria ter tido.
 Então, por favor, me dê um ou dois copos de veneno.
 Suplico-lhe, faça meu coração se entorpecer de tantas drogas.
 Me acorde no mais inesperado momento e diga-me que foi tudo um sonho qualquer que eu tive enquanto morria desgastado pela dor e insanidade que você pôde me proporcionar.
 Um caos ou dois, de que mais importa?


Mentiras póstumas

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Um dia estávamos sentados em qualquer beco, em qualquer lugar. Fugindo de toda essa realidade dura e fria. Queríamos apenas fugir para o nosso mundo...
 Eu me perdi dentro de mim, encontrei meus pensamentos vagos e mergulhei na minha funda e sombria mente. Não me encontrei. Aquele beco escuro estava dando medo em qualquer um, mas a minha reflexão jamais me deixaria abandonar meu corpo daquele jeito.
 E com um sorriso você me deixou... Ali, sozinho. Achou que eu estava bêbado demais para poder levantar, eu só estava sério demais. Quieto demais... Eu só estava sendo eu demais.
 Ofereceram-me uma droga qualquer e disseram que eu poderia ocupar meu tempo usando-a e pagando por um preço barato...
 Respondi qualquer coisa e fui ao encontro daquele entorpecente. Deitado tranqüilo dentro de casa... Eu pude usar aquela droga.
 O meu coração acelerado por ter te perdido em meio a tantas coisas ruins... O meu universo parado por instantes seguintes de que eu jamais imaginaria que fosse acontecer.
 Eu só quero fugir pra qualquer lugar hoje. Fugir pra qualquer, beber qualquer coisa. Perder a mente e esvaziar o coração.
 O coração... O meu coração que foi ferido tão brutalmente que eu jamais imaginei que isso fosse acontecer.
 O que você me disse? Piadas sem sentido, conversas aleatórias e um pouco de sentimento vazio entre os dois... Um adeus permanente dentro de mim. Um “oi” falso passando por sua boca.
 Não tivemos um relacionamento. Foi uma farsa aquilo...


Ansiedade

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Bate no peito aquela saudade, aquela vontade...
 Precisa apenas de uma parte da tua respiração, precisa apenas de você ao meu lado.
 A ansiedade que em mim fica é tão grande e tão dolorosa que você nem percebe.
 Não é aquela ansiedade passageira, é uma verdadeira. Ela é real, tão real como você.
 Se eu pudesse ficar somente ao teu lado nem que fosse por apenas um dia. Se eu pudesse sentir o que você sente, sentir a tua boca junto a minha, a tua preocupação batendo no peito e o teu abraço quentinho... Fazendo questão de me apertar só pra me esquentar.
 Se eu pudesse sentir o teu beijo, fica sempre aquela vontade... A vontade que é provocada pela ansiedade.
 E nesse frio de inverno e nesse tempo que me deixa triste...
 Tua distância, se eu sentisse, poderia mudar, mas não vou.
 Será que você sente a mesma ansiedade?
 Perto da noite, longe de mim e meus pensamentos vagam para o teu encontro.
 Nossa história não mudou... Por onde você estará andando? Por que não te tenho tão perto?
 E tanto eu tenho pra dizer, se eu só pudesse te olhar.
 Queria tanto você ao meu lado em uma cama quente, em nossa cama...
 Quero poder te chamar apenas de meu, quero te beijar o ano inteiro...
 Quero só você.


Distante

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Dessa vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
 Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
 Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos, ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
 Nós somos de outros mundos, conhecemos outras realidades, opiniões diferentes.
 Nem nos vemos direito... Quem somos?
 Te procurei nos meus sonhos, me questionei e não te achei. As respostas nada me valiam.
 Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente, não acha? Decidimos manter.
 Da outra vez os dois estavam fumando, surreal pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi, chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
 Um sorriso ou dois, os encontros começaram mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
 E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
 O que aconteceu dessa vez para os encontros não se tornarem freqüentes?
 Por que sumimos?
 Aonde fomos?
 Cadê você?


Vazio

terça-feira, 3 de julho de 2012


O mundo passa repleto de coisas diferentes. O universo conspira contra todos. As ruas ficam cheias de lágrimas. O pássaro observa.

Sozinho, num quarto escuro. Uma música suave, uma luz no fim do túnel.

Às vezes dá vontade de te procurar, saber como você está. Às vezes dá vontade de querer jogar todas as lembranças fora, mas fazer o que?

Seria legal ter notícias suas, te ver de novo, saber um pouco sobre como você está... Acho que eu me sentiria menos culpado, entende?

Mesmo que você queira alguém pra amar, desculpa, hoje não vou estar. Não vai dar... Eu aprendi a te ver apenas como uma pessoa, mais um que passou.

Estou calmo, ainda.

Estou tomando remédios por sua causa, isso está me fazendo ver o mundo melhor.

Deu vontade de falar: “Fica um pouco mais, por que sair? Ainda lembra-se de tudo? Que bom...” Não te impedi de sair, não te obriguei a entrar... Custava não me machucar tanto?

Quando sou eu quem me machuco, eu sei dos limites, sei até onde vou agüentar, mas quando são outras pessoas que machucam... A ferida entra da pior maneira, permanece ali, não seca, fica ao Sol, ardendo.

Ainda estou bem...

E de novo estou sem sentimentos, obrigado.


Capitalismo

quinta-feira, 17 de maio de 2012


 As ruas todas sujas de sangue, o mar, os rios, o oceano estão sem vida, às árvores só tem as folhas secas e o que restou dos animais estão sendo criados em laboratórios.
 Tem uma sombra negra rodeando todas as noites as mentes das pessoas, doenças já não tem cura, a fome se tornou obrigatória e a humanidade tem seu rosto deformado.
 Ninguém mais pode andar pelas ruas, o Sol está destruindo a pele do ser humano, a Lua não move mais os mares, os planetas estão explodindo...
 E então alguém, ironicamente, grita: “Seja bem-vinda, Burguesia, ande pelas ruas mostrando seu dinheiro como fazia antes.”