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Teoria do caos
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Deste
lado estou eu e aquele era você. Separados, eu acho, destruídos por conta de um
romance.
O que aconteceu?
O meu mundo desabou em prantos, desorganizou
os pensamentos. O meu universo se corroeu e estou morto, eu caí em lamentações
árduas e sem sentidos.
Nada mais é tão importante quanto era...
Estou desistindo da vida e o meu testamento nem
foi escrito.
Lembranças e momentos não podem ser revividos,
apenas pensados e lembrados.
Sensações e emoções não voltam no tempo e foi
esse o meu erro: querer voltar no tempo.
Se desse, voltaria no tempo a pé e buscaria pelos
girassóis azuis aos quais você me mandou.
Pegaria todos os ingredientes e com eles
formaria uma bela poção, mas não existe magia no lugar em que vivo.
Procurei em todos os lugares enquanto
caminhava sem rumo, bebendo meu café e ingerindo bolachas de água e sal.
Um pouco de vinho para transparecer as coisas,
me deixar vermelho e alegrar minha alma, esquentar o corpo e fazer-me dançar.
Rodopiar em busca do que é belo e vulgar.
Rodopiar em volta do mundo...
Acordei nos teus abraços te mostrando todos os
sonhos cristalinos que eu tive. Sonhos de cristal... Sonhos que se quebrariam
em segundos, até mesmo momentos, sonhos que você deveria ter tido.
Então, por favor, me dê um ou dois copos de
veneno.
Suplico-lhe, faça meu coração se entorpecer de
tantas drogas.
Me acorde no mais inesperado momento e diga-me
que foi tudo um sonho qualquer que eu tive enquanto morria desgastado pela dor
e insanidade que você pôde me proporcionar.
Um caos ou dois, de que mais importa?
Postado por
Victor Vaanbaske
às
06:12:00
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Solidão
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Devastado
em algum lugar, caído, morto, vivendo sem rumo e aguardando o momento certo
para ser levado pela morte.
O que me
resta esperar?
Em um deserto qualquer me perco em
pensamentos, anseio pela morte, procuro em algum momento alguém para me ajudar.
Estou sozinho. Cadê os meus amigos?
Percebi hoje que no dia de minha morte não
havia ninguém para chorar, não havia ninguém para me salvar.
A morte demora a me buscar, ela quer ver meu
sofrimento. Cadê minha família? Alguém morreria para me salvar? Alguém ao menos
se importaria com o jeito que morri?
Relembro de cada lembrança, reparo nos
pequenos detalhes desse flashback que estou tendo.
Sinto meu corpo formigando, adormecendo, acho
que a morte finalmente chegou. Parece que tem alguém me puxando, para onde meu
espírito vai? Fecho os olhos e adormeço, não quero ver o rosto dela...
Acordo em um lugar todo branco... Espere!
Alguém me salvou?
Fico feliz pela morte não ter me abandonado,
fico triste por ter morrido sozinho...
Sem ânimo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Apenas parado, sem movimentos, calado.
Observador com todos os que passavam e declarador de sentimentos imperfeitos. Era
um amor de primeira hora. Estava tudo tão calmo, tão depressivo quanto podia ser.
Vida infeliz. Apenas as frases, sentimentos obscuros, vontades de qualquer,
alegria distinta e a procura do álcool perfeito. Nenhuma bebida saciava seus
lábios, nada podia alegrar ele. Era um caos dentro de sentimentos inevitáveis,
era a saudade que espancava ele, mas ele não queria admitir que fosse tudo
realidade.
Tanta
realidade pra se falar não é? Logo falar de uma deprimente. Era apenas mais
uma.
À vontade
distinguida através de seus pensamentos idiotas e que vontade era essa? Era
realmente uma vontade qualquer, era uma desilusão amorosa que desfez tudo.
Desfez tudo mesmo! Se qualquer pessoa podia fazer isso com ele, não sei, mas
não era qualquer pessoa que fez. Foi a pessoa que ele mais amou, foi a pessoa
que abandonou ele e deu um fim nisso tudo.
Apenas uma
pessoa qualquer, parada, sem movimentos, calada. Observadora como todas as que
passavam e declarava-se de sentimentos imperfeitos. Era um amor eterno e
qualquer que podia ser sentido do outro lado do computador, mas era apenas mais
um que queria iludir o outro. Apenas o fim da vida...
Ele apenas escrevia, sem saber o que era, sem saber que era um diário...
Pensamentos
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O
mundo rabiscado. Entrelaçado nas veias do meu corpo, destruído e corrompido por
todos os meus amores.
O universo
mudo. Sem nenhum som para se ouvir, sem nada para se sentir. Apenas o frio que
aquece o coração.
A criação
morta. Nada realmente importa, não é? Se não importasse não estaríamos aqui.
A overdose.
Nada mais sutil do que sentir o doce veneno sobrepondo todos os seus sentidos e
acariciando todos os meus pensamentos.
A loucura.
Nada tão incrível, eu diria. Ela é tão normal que eu sei que não pode fazer nada
pra me derrubar, não agora.
Os
sentimentos. São vazios, com certeza. Não tenho nada mais além do ódio e
sofrimento.
O caderno.
Foi apenas mais um caderno qualquer, com textos e frases, com meus últimos
sentimentos colocados.
O livro. Os
sentimentos mortos e corruptos de um ser tão extraordinário que o perdi. Não
sei onde o livro está.
A caneta. A
cor é preta, preta como meu coração. Esvazia todos os bimestres e eu ainda fico
chateado com toda essa escuridão saindo.
As frases.
Já se foram.
As fases.
Todos temos, todos tememos, todos entendemos, mas na realidade nem existe. A
fase da vida não é uma fase nem uma passagem, é uma idéia concreta.
O amor. No
momento está sendo doloroso o suficiente pra fazer eu me embriagar só pra
esquecer o mundo.
As
dimensões. Sim, elas existem. O meu mundo é feito de dimensões estranhas e
surreais que formam as minhas verdades.
Deus. Deixou-me
em paz, finalmente.
Estudo. Nada
mais do que uma forma de me perder e sair do mundo, me revoltar e ficar feliz.
Revolução.
Só existe para as pessoas de verdade.
Sonhos. Pra
mim são chamados de ilusões, eles não existem. Os verdadeiros sonhos fazem
parte da paz.
Ilusões. São
pequenos seres voadores que transmitem ideias e imaginam nossos sentimentos.
Mente. Nunca
foi humana.
Saudades. É
um ser vivo maligno que faz o coração doer todos os dias.
Músicas.
Sentimentos das outras pessoas, ideias que não existem, verdades controladas e
mídia capitalista.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
02:48:00
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