Mostrando postagens com marcador Suicídio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suicídio. Mostrar todas as postagens

Suicídio

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu não quero ouvir. Eu não quero falar.
 Quero apenas me jogar dessa sacada.
 A vida já me bateu demais, a vida já me causou problemas demais. A minha vida já está ruim e a morte será meu único alívio.
 Eu já não quero mais aquele café. Eu já não quero mais nada.
 Quero apenas olhar para baixo e sentir o vento esvoaçando no meu cabelo.
 Ninguém mais se importa. Ninguém mais ouve. Ninguém mais me convence.
 "Somos programados pra cair".
 A minha vida já fez demais, ela tá cansada. Assim como eu. Me dói saber que já deu.


Suicídio Mental

segunda-feira, 24 de setembro de 2012


Seu cabelo está bagunçado, seus óculos estão sujos.
 Nem está prestando atenção na aula, o seu mundo está abstrato. As pessoas estão entediadas enquanto o mundo está acabando.
 Seus pensamentos viajam para outro universo, pensa em algum jeito de se matar.
 O veneno está em sua bolsa, ele quer tomar, passará por sua garganta e o gosto amargo envolverá o teu corpo.
 Começa a vomitar sangue, não há ninguém na sala, escreve um simples “adeus” com o sangue na lousa.
 Senta-se no chão, ainda vomitando, seu sangue se espalha por toda a sua roupa preta, ele fica sujo. Os fones estão em seus ouvidos, uma música triste está tocando, seus órgãos são destruídos.
 Não chegou nem há vinte minutos e a dor já está inimaginável, ninguém chega, foi o que ele planejou.
 Quando alguém finalmente entra na sala, este alguém grita.
 O local está todo ensangüentado e ninguém reparou em um texto de despedida que ele escreveu.
 Neste texto foi depositado todo o seu tédio e agonia.
 Ele cavou seu próprio buraco.


Vazio

terça-feira, 3 de julho de 2012


O mundo passa repleto de coisas diferentes. O universo conspira contra todos. As ruas ficam cheias de lágrimas. O pássaro observa.

Sozinho, num quarto escuro. Uma música suave, uma luz no fim do túnel.

Às vezes dá vontade de te procurar, saber como você está. Às vezes dá vontade de querer jogar todas as lembranças fora, mas fazer o que?

Seria legal ter notícias suas, te ver de novo, saber um pouco sobre como você está... Acho que eu me sentiria menos culpado, entende?

Mesmo que você queira alguém pra amar, desculpa, hoje não vou estar. Não vai dar... Eu aprendi a te ver apenas como uma pessoa, mais um que passou.

Estou calmo, ainda.

Estou tomando remédios por sua causa, isso está me fazendo ver o mundo melhor.

Deu vontade de falar: “Fica um pouco mais, por que sair? Ainda lembra-se de tudo? Que bom...” Não te impedi de sair, não te obriguei a entrar... Custava não me machucar tanto?

Quando sou eu quem me machuco, eu sei dos limites, sei até onde vou agüentar, mas quando são outras pessoas que machucam... A ferida entra da pior maneira, permanece ali, não seca, fica ao Sol, ardendo.

Ainda estou bem...

E de novo estou sem sentimentos, obrigado.


Sem ânimo

quinta-feira, 10 de maio de 2012


 Apenas parado, sem movimentos, calado. Observador com todos os que passavam e declarador de sentimentos imperfeitos. Era um amor de primeira hora. Estava tudo tão calmo, tão depressivo quanto podia ser. Vida infeliz. Apenas as frases, sentimentos obscuros, vontades de qualquer, alegria distinta e a procura do álcool perfeito. Nenhuma bebida saciava seus lábios, nada podia alegrar ele. Era um caos dentro de sentimentos inevitáveis, era a saudade que espancava ele, mas ele não queria admitir que fosse tudo realidade.
Tanta realidade pra se falar não é? Logo falar de uma deprimente. Era apenas mais uma.
À vontade distinguida através de seus pensamentos idiotas e que vontade era essa? Era realmente uma vontade qualquer, era uma desilusão amorosa que desfez tudo. Desfez tudo mesmo! Se qualquer pessoa podia fazer isso com ele, não sei, mas não era qualquer pessoa que fez. Foi a pessoa que ele mais amou, foi a pessoa que abandonou ele e deu um fim nisso tudo.
Apenas uma pessoa qualquer, parada, sem movimentos, calada. Observadora como todas as que passavam e declarava-se de sentimentos imperfeitos. Era um amor eterno e qualquer que podia ser sentido do outro lado do computador, mas era apenas mais um que queria iludir o outro. Apenas o fim da vida...
 Ele apenas escrevia, sem saber o que era, sem saber que era um diário...