Mas tudo bem...

terça-feira, 19 de junho de 2012


Perdido nos traços, iludido nos abraços. Com falta de ar.
Hoje em dia, as lágrimas escorrem, a verdade fala, o coração vibra. Não sei mais mentir e esconder o que sinto.

Fiquei só, perdido, calmo, sem graça. Não pude cumprir a ultima promessa. Prometi que ficaria bem... Não fiquei e não estou.

Não existe nada a meu redor, minha vida não tem mais sentido. Seus olhos verdes me feriram tanto, perfuraram meu coração... Você entrou nos meus sentimentos. Obrigado por ter dado uma esperança para o ser desumano que vivia dentro de mim.

Quem se importa comigo? Quem me viu chorar?

A chuva me lembra você, por causa do primeiro encontro que tivemos. Uma garoa fina, sentados numa passarela, um observando o outro, um falando para o outro... Não consigo ficar sem chorar quando chove. Não consigo me apaixonar...


Um pouco do momento

domingo, 17 de junho de 2012


Dilacera o corpo, corrói a alma, destrói a vida. Evita o cérebro, queima a garganta e lhe tira a consciência. É deste veneno que estou precisando... É este veneno que eu quero.
 A distância que percorre. O amor que me destrói. A loucura que me persegue...
Dê-me esse copo de veneno, que passa por todo o corpo, deixa tonta a cabeça, tudo roda e se torna mais bonito. Passa-me essa garrafa de felicidade, me faz virar ela todinha. Tira-me a consciência, faça tudo morrer...
Não tenho medo mesmo, não tenho medo de morrer com esse veneno.
Esse veneno que me fez ver a felicidade, essa garrafa cheia de verdade.
Ao pior momento me dê este veneno maldito que surgiu das sombras, que veio me atormentar.
Faça-me viver enquanto estiver morrendo, faça-me acreditar que este veneno alcoólico não estará me destruindo...
Faça-o queimar o corpo, destruir a alma... Este veneno que me ama. Este amor venenoso que você deixou em mim...
Dê-me um trago desse veneno sólido, faça-me sentir essa droga. Faça-a invadir minha mente, apenas por este momento.
Este veneno supremo... Este amor impiedoso.
Essa droga maldita... Essa sua existência que me fere.


O tempo

sábado, 9 de junho de 2012


O tempo que aqui voa. O tempo que aqui passa. O tempo que ali observa.
O tempo que faz valer a pena, o passado do tempo que nunca existiu. O tempo do futuro meu, o tempo que me mostra a realidade. O tempo do meu presente passa tão depressa, em segundos agonizantes que ultrapassa os seus limites.
O tempo que ali observa tudo marcado, jamais apagado. O tempo não destrói a alma, o tempo que lava a chuva. Observe o tempo te observando...
O tempo que faz a tempestade, o tempo de uma flor. O tempo que me fez sorrir, o tempo que nos fez chorar. O tempo que você dormia no meu colo, o tempo em que eu te via feliz no balanço.
O tempo que nos fez crescer, o tempo que nos auxiliou...
Foi o tempo que nos mudou.