O perfeccionista abstrato

quinta-feira, 9 de maio de 2013


A realidade dele é diferente da minha. Ele é um belo homem, perfeito, com defeitos e qualidades. E eu sou um mero humano, normal, imperfeito, cheio de dúvidas e com pouca grana.
 Ele quer e consegue tudo do jeito dele.
 Eu quero e luto pra conseguir tudo da melhor maneira.
 Ele se matou...
 Eu continuo aqui!
 Ele gostava da perfeição, era um perfeccionista.
 Eu gostava da realidade. Foi à realidade que o matou.
 Agora eu o entendo, mas será que algum dia ele me entendeu?
 Ele se matou ao descobrir que jamais poderia deixaria o mundo perfeito e que o mundo dele era mais do que imperfeito.
 Que mundo louco, não?
 A perfeição dele era abstrata, não podia ser  compreendida e cada um observava de uma maneira.
 A minha imperfeição era real e todos podiam entender.
 Já parou pra pensar que nunca iremos conseguir parar pra pensar porque o pensamento se move uma maneira rápida demais?
 Bem vindo à Morte.
 E eu me esqueci de agradecer a ele por ter me ensinado a compreender algo abstrato.
 A vida é abstrata.