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Soledad

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Talvez não seja tão fácil quanto se imagina, nem tão difícil quanto pareça. Mas os sonhos vão morrer um dia, pode ter certeza. Ilusões e fingimentos, uma gota de chá caída numa folha qualquer, manchou a nossa página.
 E eu fechei a porta, desfiz tudo isso. Te tratei da pior maneira pra você entender que não tá nada bem, nunca esteve. Isso tudo foi uma mera ilusão, continua sendo. Não adianta mais fingir. Sozinho na escuridão eu vi os meus vultos, vi os meus medos. Eles não são tão perigosos quanto se imagina. Na verdade só vi outro homem, outro além de mim.
 Eu acho que devemos concordar em nos distanciar, por uns meses talvez. Talvez é assim que deva ser. É uma estrada a ser seguida separadamente, com uma música triste no fim. 
 Os tapetes estão vermelhos de sangue. Um sangue que foi rastejado até ali, um animal morto, meus pensamentos, dói tanto isso tudo. 
 E o nosso caos tornou-se totalmente delirante. Foi uma mera invenção tentar unir o meu caos junto ao seu. É normal não aguentar, o meu é mais pesado. É um caos de verdade, o seu é só uma mera baguncinha. Não há mais do que clamar, não há mais nenhuma outra vida.



O tempo

sábado, 9 de junho de 2012


O tempo que aqui voa. O tempo que aqui passa. O tempo que ali observa.
O tempo que faz valer a pena, o passado do tempo que nunca existiu. O tempo do futuro meu, o tempo que me mostra a realidade. O tempo do meu presente passa tão depressa, em segundos agonizantes que ultrapassa os seus limites.
O tempo que ali observa tudo marcado, jamais apagado. O tempo não destrói a alma, o tempo que lava a chuva. Observe o tempo te observando...
O tempo que faz a tempestade, o tempo de uma flor. O tempo que me fez sorrir, o tempo que nos fez chorar. O tempo que você dormia no meu colo, o tempo em que eu te via feliz no balanço.
O tempo que nos fez crescer, o tempo que nos auxiliou...
Foi o tempo que nos mudou.





Capitalismo

quinta-feira, 17 de maio de 2012


 As ruas todas sujas de sangue, o mar, os rios, o oceano estão sem vida, às árvores só tem as folhas secas e o que restou dos animais estão sendo criados em laboratórios.
 Tem uma sombra negra rodeando todas as noites as mentes das pessoas, doenças já não tem cura, a fome se tornou obrigatória e a humanidade tem seu rosto deformado.
 Ninguém mais pode andar pelas ruas, o Sol está destruindo a pele do ser humano, a Lua não move mais os mares, os planetas estão explodindo...
 E então alguém, ironicamente, grita: “Seja bem-vinda, Burguesia, ande pelas ruas mostrando seu dinheiro como fazia antes.”