Mostrando postagens com marcador Caos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caos. Mostrar todas as postagens

Ódio em duas gotas

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Fechando os olhos, reviro a cabeça. Meu mundo já amanhece bagunçado e tudo o que eu mais quero é voltar pra cama. Há algo de errado. Num mundo tão caótico tudo o que eu consigo imaginar é a morte daqueles que me desejam o mesmo... Só consigo expressar a raiva e as emoções que me atingem de uma forma tão distante.
 Se eu chorar, talvez eu até consiga te ver tão contente. Um pão com café pra tornar a noite, mas quem sabe eu nem queira isso tudo. Quem sabe eu só quero destruir o teu império?
 Vem pra mim, vem pra mim... Vem! Corre, corre ao meu chamado, venha. Rápido. Sem querer, tropece nas suas pedras, tropece nos órgãos que você arrancou de seus inimigos. Vem, vem pra mim. To te esperando aqui, sem armas, só com meus punhos prontos pra arrebentar a sua cara.
 Um ódio ou dois, quem se importa?


Hércules

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Profecias do caos, adoração aos deuses, vivenciando um mundo novo. Eis que então todos temem ao mundo dos mortais e ambicionam o mundo dos imortais. Seus medos são seus fracassos, jovens.
 A luz que devia iluminar os céus acaba por iluminando os corações, os jovens caídos nas perdições de seres amaldiçoados pelas próprias mãos de seu criador. A luz que devia iluminar as almas agora está fraca. Fraca demais para continuar.
 O som da música fica solta por aí, rondando o mundo em seu eterno silêncio dos imortais, causa a total desgraça daqueles que temem o seu verdadeiro medo. Enquanto tentamos ser os próprios Hércules de nossas naturezas, fracos e vulneráveis.
 Não há mais caos, agora há luz. Porque aonde há vida, aqui, jaz o túmulo da morte.



O vazio

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Parece até mentira que isso tudo tenha se desfeito da
            forma que aconteceu. Mentiras aleatórias em momentos de dúvidas, uma realidade paralela.
Sinto sua falta de vez em quando. O frescor do seu perfume e a sua alegria.
Às vezes é complicado explicar o que realmente nos atrai.
Será que o meu mal é também o seu?
Ficamos tão distantes um do outro… Ficamos longe de nós. 
Ao menos estávamos sempre juntos.
Eu preciso alimentar a minha alma com mais doses de conhaque e umas vodcas para aquecer o corpo.
Eu fico pensando em você o dia inteiro, sinto falta do seu cheiro colado em mim.
Sinto muita falta de você.
 Quando podemos voltar a ficar juntos?


Sussurro

terça-feira, 17 de junho de 2014

Um dia qualquer, uma manchá de café derramado numa camisa. Algumas das nossas memórias nunca se vão embora... Eu sei, todos decidimos coisas ruins e a pior que eu pude escolher foi não querer continuar.
 Você me chamou de "lindo", eu acreditei nas suas palavras. Minhas mãos encostavam nas suas, eram um encaixe perfeito. De vez em quando eu penso no nosso futuro.
 E numa outra noite, eu sussurrei seu nome para outro nome. Ele ignorou, virou de lado e dormiu. Está ficando difícil, mas sei que vou esquecer. Você levou a minha paz, foi um caminho a ser escolhido, eu sei. Todos temos que esperar nas nossas estradas o caminho certo aparecer.
 E eu nunca esperaria me tornar mais um dos seus, mais uma canção qualquer, mais um esquecido. Cadê a saudade que você disse que sentia? 
 E de vez em quando eu penso em rastejar até você, mas desisto. Desisto de ter você, desisto de permanecer assim... Com essa música triste me torturando em cada momento.
 Dói tanto...





É um mundo diferente agora

sexta-feira, 28 de março de 2014

Talvez não mais distante do quanto eu imaginava. Talvez não muito longe do que eu queria.
 Eu queria você, mas não posso né?
 Eu queria estar com você, em todos os momentos, lado a lado, morrendo ou vivendo, estando ou não, eu só queria você!
 É difícil isso?
 Sim, eu consigo te amar. E eu já to cansado disso tudo. Já to cansado de querer, querer, querer e não poder. To cansado de te ver com todos, menos comigo.
 E toda noite que eu deito pra dormir, eu não consigo. Eu quero, sim, quero muito, mas o sono me foge todas as noites.
E eu perco todo esse pacto imaginário, toda essa fonte de criação. E direto eu me pego rindo de tudo e todos os momentos que tivemos.
 E nessa existência chata pra caralho, eu te amo, o meu coração acelera ao te ver e eu só quero um abraço seu. Mesmo que o abraço dure por horas.
 E você sempre foi o meu amor... E eu perco a sanidade quando estou ao seu lado, só quero te fazer feliz e nada mais.
 E eu to num filme, um filme sem nenhum roteiro, sem nenhum diretor. Um filme que só eu sou capaz de terminar, de começar. 
 E no qual você é todo o meu amor, aquele tipo de pessoa que ignora e que quer, mas é impedido por qualquer motivo.
 Eu to sem direção, eu to andando sem saber pra onde ir.
 EU TO PERDIDO, eu to sem você, ajude-me.
 E toda essa existência chata pra caralho, é um saco de se aguentar. Eu te quero, eu preciso de você a cada momento.
 Como irei viver a partir de hoje?



Teoria do caos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Deste lado estou eu e aquele era você. Separados, eu acho, destruídos por conta de um romance.
 O que aconteceu?
 O meu mundo desabou em prantos, desorganizou os pensamentos. O meu universo se corroeu e estou morto, eu caí em lamentações árduas e sem sentidos.
 Nada mais é tão importante quanto era...
 Estou desistindo da vida e o meu testamento nem foi escrito.
 Lembranças e momentos não podem ser revividos, apenas pensados e lembrados.
 Sensações e emoções não voltam no tempo e foi esse o meu erro: querer voltar no tempo.
 Se desse, voltaria no tempo a pé e buscaria pelos girassóis azuis aos quais você me mandou.
 Pegaria todos os ingredientes e com eles formaria uma bela poção, mas não existe magia no lugar em que vivo.
 Procurei em todos os lugares enquanto caminhava sem rumo, bebendo meu café e ingerindo bolachas de água e sal.
 Um pouco de vinho para transparecer as coisas, me deixar vermelho e alegrar minha alma, esquentar o corpo e fazer-me dançar. Rodopiar em busca do que é belo e vulgar.
 Rodopiar em volta do mundo...
 Acordei nos teus abraços te mostrando todos os sonhos cristalinos que eu tive. Sonhos de cristal... Sonhos que se quebrariam em segundos, até mesmo momentos, sonhos que você deveria ter tido.
 Então, por favor, me dê um ou dois copos de veneno.
 Suplico-lhe, faça meu coração se entorpecer de tantas drogas.
 Me acorde no mais inesperado momento e diga-me que foi tudo um sonho qualquer que eu tive enquanto morria desgastado pela dor e insanidade que você pôde me proporcionar.
 Um caos ou dois, de que mais importa?


Mentiras póstumas

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Um dia estávamos sentados em qualquer beco, em qualquer lugar. Fugindo de toda essa realidade dura e fria. Queríamos apenas fugir para o nosso mundo...
 Eu me perdi dentro de mim, encontrei meus pensamentos vagos e mergulhei na minha funda e sombria mente. Não me encontrei. Aquele beco escuro estava dando medo em qualquer um, mas a minha reflexão jamais me deixaria abandonar meu corpo daquele jeito.
 E com um sorriso você me deixou... Ali, sozinho. Achou que eu estava bêbado demais para poder levantar, eu só estava sério demais. Quieto demais... Eu só estava sendo eu demais.
 Ofereceram-me uma droga qualquer e disseram que eu poderia ocupar meu tempo usando-a e pagando por um preço barato...
 Respondi qualquer coisa e fui ao encontro daquele entorpecente. Deitado tranqüilo dentro de casa... Eu pude usar aquela droga.
 O meu coração acelerado por ter te perdido em meio a tantas coisas ruins... O meu universo parado por instantes seguintes de que eu jamais imaginaria que fosse acontecer.
 Eu só quero fugir pra qualquer lugar hoje. Fugir pra qualquer, beber qualquer coisa. Perder a mente e esvaziar o coração.
 O coração... O meu coração que foi ferido tão brutalmente que eu jamais imaginei que isso fosse acontecer.
 O que você me disse? Piadas sem sentido, conversas aleatórias e um pouco de sentimento vazio entre os dois... Um adeus permanente dentro de mim. Um “oi” falso passando por sua boca.
 Não tivemos um relacionamento. Foi uma farsa aquilo...


Suicídio Mental

segunda-feira, 24 de setembro de 2012


Seu cabelo está bagunçado, seus óculos estão sujos.
 Nem está prestando atenção na aula, o seu mundo está abstrato. As pessoas estão entediadas enquanto o mundo está acabando.
 Seus pensamentos viajam para outro universo, pensa em algum jeito de se matar.
 O veneno está em sua bolsa, ele quer tomar, passará por sua garganta e o gosto amargo envolverá o teu corpo.
 Começa a vomitar sangue, não há ninguém na sala, escreve um simples “adeus” com o sangue na lousa.
 Senta-se no chão, ainda vomitando, seu sangue se espalha por toda a sua roupa preta, ele fica sujo. Os fones estão em seus ouvidos, uma música triste está tocando, seus órgãos são destruídos.
 Não chegou nem há vinte minutos e a dor já está inimaginável, ninguém chega, foi o que ele planejou.
 Quando alguém finalmente entra na sala, este alguém grita.
 O local está todo ensangüentado e ninguém reparou em um texto de despedida que ele escreveu.
 Neste texto foi depositado todo o seu tédio e agonia.
 Ele cavou seu próprio buraco.


Distante

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Dessa vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
 Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
 Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos, ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
 Nós somos de outros mundos, conhecemos outras realidades, opiniões diferentes.
 Nem nos vemos direito... Quem somos?
 Te procurei nos meus sonhos, me questionei e não te achei. As respostas nada me valiam.
 Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente, não acha? Decidimos manter.
 Da outra vez os dois estavam fumando, surreal pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi, chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
 Um sorriso ou dois, os encontros começaram mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
 E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
 O que aconteceu dessa vez para os encontros não se tornarem freqüentes?
 Por que sumimos?
 Aonde fomos?
 Cadê você?


O maníaco

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Um maníaco como outro qualquer. Desejava ser amado como todos desejariam. Perseguia os pensamentos, via as conversas, se olhava no espelho. Era um estranho. Era imperfeito. Ele podia andar nas sombras, observar os pensamentos, ele podia ser feliz, mas não conseguia. Era um maníaco por natureza, desde que nasceu necessitava de amor. O mundo era totalmente escuro, sem ruas para andar e sem verdades para se acreditar. As pessoas matavam por prazer, as pessoas não tinham coração. Era um maníaco como todos os outros. Ele podia ser você, ele podia ser eu, ele podia ser nós, mas ele preferia ser apenas ele. Não mudava sua personalidade. Ele era um maníaco... Mais um, apenas mais um, que desejava ser amado.
Ele morreu com um livro nas mãos. Um livro de amor.