Mostrando postagens com marcador Conversas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conversas. Mostrar todas as postagens

Distância

domingo, 20 de agosto de 2017

Palavras contidas em pequenas doses de saudades. Mergulhadas em um mar de verdades aleatórias misturadas com tristezas por não te ter ao meu lado.
 Um mundo grande e censurado com o qual não tenho opção de liberdade.
 Não posso dar ao mundo a minha verdade, nem mesmo demonstrar a minha saudade por você. E eu que pensava que o mundo era feliz, mas nada me mostrou que a felicidade é ao seu lado.
 Penso que, na verdade, tudo isso seja uma pura ilusão e que acordaremos para ver como tá tudo errado.
 Queria poder te beijar, mas você está tão distante de eu.
 A verdade e a vertente da realidade estão sobrepondo um mundo no qual dormimos... E porque nem mesmo nossos sentimentos são reais, é tudo psicológico.
E o meu psicológico diz o quanto eu te amo.


O último

sexta-feira, 21 de julho de 2017

 A dor inconsolável de um olhar caído. Um olhar pra baixo.
 Uma dor de terminar tudo, uma dor que alivia... Não vou negar, é melhor assim. É melhor quando tudo termina.
 Chegou o ponto em que tudo muda.
 As paixões são difíceis de serem controladas, é o que há, de fato a ser seguido. O roteiro é esse.
 O amor é apenas pra gente e pra mais ninguém.
 Esses teus olhos frios já não me encaram mais.
 Não é possível que tudo acabe dessa forma.
 Eu não vou negar, valeu a pena.
 Eu só não quero ser o último.



Durante a noite

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Meus pés me levam pra qualquer lugar. Uma bebida quente, outros pensamentos vazios. Tão eu.
 E as coisas começam a melhorar e aí eu descubro mil e uma coisas sobre mim e não é nada bom começar dessa forma...
 E meus pés me levaram pra um bar e eu disse: não, não faça isso, é uma cilada. E eles me ouviram? Não. Simplesmente fomos.
 Dançamos, dançamos a noite toda. Dançamos mais um pouco e logo eu já tava com uma outra garota. Fiquei pensando em você enquanto beijava todo mundo que eu já beijei. Você anda invadindo meus pensamentos e olha... Não é nada fácil controlar.
 Dois copos e eu já estava muito bem, obrigado. E naquele dia eu chorei por mais mil e outros motivos, crueldade eu sei. Joguei tudo em cima de você, mas precisava descarregar esse peso em mim.
 Eu to dançando como nunca dance antes, dançando para a vida, gatinho. To dançando com os meus sapatos de verniz, com a minha alma apurada e com tudo o que eu pude. To começando a esquecer e isso me dói, me dói porque o sentimento tá parando de bater e o cérebro tá lá pra me lembrar o que eu já senti... 
 E mais um dia perdido, eu não devia ter ido naquele seu Onix, eu não devia ter deixado você me dar bebidas, eu não devia ter ficado com você.
 Eu não devia ter feito muita coisa que eu fiz, mas tá valendo a pena... Pouco a pouco tá valendo a pena. 
 E dessa vez meus copos estão cheios de café (sim, tô bebendo café). Ele tá me ajudando a superar algumas coisas...
 Talvez seja uma carta de adeus ou qualquer outra coisa que não valha a pena ler, ficou grande, não chegue até o final.
 Você vai se magoar comigo, anjo, e eu, infelizmente, sou muito apegado ao meu passado ainda... 




Cálice!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Existia um mundo. O meu mundo. E ele já está em decadência. A luz já estava apagada nele, a escuridão dominava com todos os seus males.
Um cálice de sangue que transbordava na alma dos imortais, falando do quanto eram poderosos. Havia corrupção para todos os lados. Ninguém mais ouvia gritos.
E mesmo eu pedindo, o cálice chegava todos os dias mais perto de meus lábios.
A cerejeira estava morta.
Por mais que eu inventasse os meus pecados, por mais que eu gritasse por socorro, as portas estavam todas fechadas.
O silêncio era destruidor. Ele me matava por dentro.


Talvez o mundo não seja pequeno. Nem seja a vida um fato consumado. Quero inventar o meu próprio pecado. Quero morrer do meu próprio veneno. Quero perder de vez tua cabeça. Minha cabeça perder o teu juízo. Quero cheirar fumaça de óleo diesel. Me embriagar até que alguém me esqueça.” — Chico Buarque.


Mentiras

sexta-feira, 9 de setembro de 2016


Eu acreditei tanto nas suas palavras, acreditei tanto nas suas fases. Eu acreditei tanto em você.
Acontece que você me enganou por todos os anos que estivemos juntos, você dizia me amar, mas negava tudo o que acontecia entre a gente.
O que eu devo fazer para ser bom pra você?
Eu mudei tanto de mim, amadureci tanto e estou tão diferente do que jamais estive.
Não sei se você me perdeu ou fui eu quem te perdi, nossos fantasmas ficam unidos nessas noites escuras.
Me disseram por aí que você me amaria a todo custo, mas o quanto custou isso tudo que aconteceu?
Eu tenho tantas dúvidas que calam as minhas noites, tantas questões que me tiram o sono.
A dor de ter tudo o que eu pude ter e agora não tenho mais.
Por que não dei valor o suficiente pra isso?

O que aconteceu entre nós?


Imaturidade


Ouça até enlouquecer. A sua mente perturbada não pode piorar. Os sentimentos amargos não podem ser engolidos.
O doce aroma do desejo. O doce sabor da infelicidade.
Irônico.
Tudo isso está transbordando no seu copo, cuidado para não derrubar a sua bebida. Não se derrama tanto álcool assim.
Não me diga que estou errado, eu já sei disso. Não precisa falar do quanto estou sendo amargo, do quanto eu xingo a minha alma todos os dias. Não precisa dizer.
Não precisa dizer mais nada.

Ainda sou tão imaturo quanto você.



Conhaque

terça-feira, 14 de junho de 2016

 Perdi as nossas músicas românticas. Bebi demais

 naquela noite, escapei do meu silêncio. Gritei para o mundo, ouvi as verdades e destruí a maldade que havia em mim…
Perdi as nossas cartas, nossas almas, perdi as poesias que você me escreveu. Perdi o rumo da nossa casa, perdi a verdade que você havia me declarado.
… Perdi o nosso mundo.
Acabei com tudo isso que sentia e minha maior lembrança de você é um copo de conhaque sem gelo.
Tudo o que nos restou foi a desmoralização.
Talvez se eu tivesse brigado menos, exigido menos… Talvez se eu pudesse esquecer, se eu pudesse matar esse sentimento de rancor.
Talvez…
O mundo não dá voltas contrárias, ele não retorna para o ponto de partida.
Eu não pude esperar você mudar.


Fuga nº1

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Todas aquelas vontades, todos aqueles desejos. A última lágrima que escorre é também a primeira que se derrama. De um caos perturbado, sim, dessa vez tão distante.
 Observo a esquina toda cada, cada vez que ouço o barulho dos carros, observo a sua distância fugir de mim. Mas você prometeu... Você fugiu e em cada gota que cai dentro da minha garganta é uma tristeza, uma lembrança, um tudo de mim que se escorre e vai, vai pra longe. Só se vai... Junto a promessas, junto ao mundo. Todos nós já fomos.
 Nossas vontades são semelhantes, te entendo quase que perfeitamente, te compreendo e olha, faz tempo que isso não acontece. O nosso mundo foge, o nosso olhar transparece qualquer sentimento ilegal, qualquer coisa que se vá.
 E o trem... Aquele trem que passou, aquele nosso mundo que viaja junto, aquela nossa vontade de ir, de rir, de sair, de fugir. Fugir pra outra cidade. 
 E foi assim que tudo começou, é desse jeito que tá acabando. Fugindo. Fugindo um do outro, fugindo das promessas.



É um mundo diferente agora

sexta-feira, 28 de março de 2014

Talvez não mais distante do quanto eu imaginava. Talvez não muito longe do que eu queria.
 Eu queria você, mas não posso né?
 Eu queria estar com você, em todos os momentos, lado a lado, morrendo ou vivendo, estando ou não, eu só queria você!
 É difícil isso?
 Sim, eu consigo te amar. E eu já to cansado disso tudo. Já to cansado de querer, querer, querer e não poder. To cansado de te ver com todos, menos comigo.
 E toda noite que eu deito pra dormir, eu não consigo. Eu quero, sim, quero muito, mas o sono me foge todas as noites.
E eu perco todo esse pacto imaginário, toda essa fonte de criação. E direto eu me pego rindo de tudo e todos os momentos que tivemos.
 E nessa existência chata pra caralho, eu te amo, o meu coração acelera ao te ver e eu só quero um abraço seu. Mesmo que o abraço dure por horas.
 E você sempre foi o meu amor... E eu perco a sanidade quando estou ao seu lado, só quero te fazer feliz e nada mais.
 E eu to num filme, um filme sem nenhum roteiro, sem nenhum diretor. Um filme que só eu sou capaz de terminar, de começar. 
 E no qual você é todo o meu amor, aquele tipo de pessoa que ignora e que quer, mas é impedido por qualquer motivo.
 Eu to sem direção, eu to andando sem saber pra onde ir.
 EU TO PERDIDO, eu to sem você, ajude-me.
 E toda essa existência chata pra caralho, é um saco de se aguentar. Eu te quero, eu preciso de você a cada momento.
 Como irei viver a partir de hoje?



Conversas paralelas

sábado, 25 de agosto de 2012


Os dois estavam sentados em um trilho de trem. Ela, uma garota normal. Ele, um garoto qualquer.
- Eu queria ter uma bicicleta. – Disse a garota, que se chamava Marrie.
- Por que ter algo tão simples se pode ter o mundo? – Disse o garoto, que se chamava Argus.
- Porque uma bicicleta me levaria até você...
- Não há motivos para vir até mim.
- Vem morar comigo?
- Aonde?
- Aqui no meu coração. – E então ele levantou. Saiu. Sem rumo, andou por vários dias. Chorando, sem nem ao menos tentar entender.
- Tão fanático pelo amor que se esqueceu que ainda tinha alguém que lembrava dele...  – Dizia Marrie, observando as flores.
- Tão amorosa que se esqueceu que eu só queria ela... – Ele respondia em pensamentos altos, respondia para o ar.


Distante

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Dessa vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
 Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
 Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos, ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
 Nós somos de outros mundos, conhecemos outras realidades, opiniões diferentes.
 Nem nos vemos direito... Quem somos?
 Te procurei nos meus sonhos, me questionei e não te achei. As respostas nada me valiam.
 Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente, não acha? Decidimos manter.
 Da outra vez os dois estavam fumando, surreal pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi, chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
 Um sorriso ou dois, os encontros começaram mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
 E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
 O que aconteceu dessa vez para os encontros não se tornarem freqüentes?
 Por que sumimos?
 Aonde fomos?
 Cadê você?