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O último

sexta-feira, 21 de julho de 2017

 A dor inconsolável de um olhar caído. Um olhar pra baixo.
 Uma dor de terminar tudo, uma dor que alivia... Não vou negar, é melhor assim. É melhor quando tudo termina.
 Chegou o ponto em que tudo muda.
 As paixões são difíceis de serem controladas, é o que há, de fato a ser seguido. O roteiro é esse.
 O amor é apenas pra gente e pra mais ninguém.
 Esses teus olhos frios já não me encaram mais.
 Não é possível que tudo acabe dessa forma.
 Eu não vou negar, valeu a pena.
 Eu só não quero ser o último.



Mentiras

sexta-feira, 9 de setembro de 2016


Eu acreditei tanto nas suas palavras, acreditei tanto nas suas fases. Eu acreditei tanto em você.
Acontece que você me enganou por todos os anos que estivemos juntos, você dizia me amar, mas negava tudo o que acontecia entre a gente.
O que eu devo fazer para ser bom pra você?
Eu mudei tanto de mim, amadureci tanto e estou tão diferente do que jamais estive.
Não sei se você me perdeu ou fui eu quem te perdi, nossos fantasmas ficam unidos nessas noites escuras.
Me disseram por aí que você me amaria a todo custo, mas o quanto custou isso tudo que aconteceu?
Eu tenho tantas dúvidas que calam as minhas noites, tantas questões que me tiram o sono.
A dor de ter tudo o que eu pude ter e agora não tenho mais.
Por que não dei valor o suficiente pra isso?

O que aconteceu entre nós?


Alma

terça-feira, 30 de agosto de 2016

 Me dê! Me dê esse néctar doce. Me dê essa alma destruída. Me consuma com seu capitalismo exacerbado. Me destrua por dentro.
Ao menos um copo desse, com as pedras de gelo no meio. Para que eu não possa sofrer com esse veneno descendo pela garganta.
Me dê um copo desse meio amargo mesmo, ele vai me consumir de fora e me tontear por dentro. Me dê um pedaço desse doce impregnado com a sua alma.
Por favor, me dê um pouco do seu veneno. Esse mesmo que escorre dos seus lábios e avança na alma. Esse copo que você segura, esse pedaço de mau caminho que está na sua boca.
Me dê, ao menos um pouco disso que você bebe. Me dê essa sua angústia, me dê essa tua tristeza.
Esse copo que tem um pedaço de calma com duas pedras de gelo.
Duas pedras de coração.
Me mostre esse teu caos.

Me dê a sua mão, essa que segura esse teu copo. Me dê um pouco do seu corpo.



Conhaque

terça-feira, 14 de junho de 2016

 Perdi as nossas músicas românticas. Bebi demais

 naquela noite, escapei do meu silêncio. Gritei para o mundo, ouvi as verdades e destruí a maldade que havia em mim…
Perdi as nossas cartas, nossas almas, perdi as poesias que você me escreveu. Perdi o rumo da nossa casa, perdi a verdade que você havia me declarado.
… Perdi o nosso mundo.
Acabei com tudo isso que sentia e minha maior lembrança de você é um copo de conhaque sem gelo.
Tudo o que nos restou foi a desmoralização.
Talvez se eu tivesse brigado menos, exigido menos… Talvez se eu pudesse esquecer, se eu pudesse matar esse sentimento de rancor.
Talvez…
O mundo não dá voltas contrárias, ele não retorna para o ponto de partida.
Eu não pude esperar você mudar.