Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

Saudade

domingo, 9 de julho de 2017

 A saudade que me atinge, que me faz chorar, que me faz pensar em você todas as noites.
 A saudade que ultrapassa as religiões, que me faz ser cristão só pra rezar por você.
 A saudade de uns anos, de quando eu era criança e você cuidava de mim. A saudade da sua casa, do seu abraço, do seu cheiro e dos seus bolos que eu ganhava todos os anos.
 E pensar que naquela época não havia preocupação, eu era uma crianção que pensava no quanto você me deixar.
 A saudade que me faz querer o mundo por você, que me faz pensar e que te deseja uma felicidade no outro, se houver um outro lado.
 Todo mundo falando de você, mostrando suas fotos, e eu apenas lembrando no quanto você fez me sentir vivo. Me lembro de uma carta que você escreveu com a sua caligrafia simples.
 Me lembro de você nitidamente, do seu imenso sorriso, do jeito duro que você levava a vida, mas de uma maneira feliz que se mantinha altiva.
 Minha saudade bate no peito, rezo para todos os deuses e me esqueço do mundo. É uma saudade única de apenas você e mais ninguém.
 É a saudade de todos os seus detalhes.


Cálice!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Existia um mundo. O meu mundo. E ele já está em decadência. A luz já estava apagada nele, a escuridão dominava com todos os seus males.
Um cálice de sangue que transbordava na alma dos imortais, falando do quanto eram poderosos. Havia corrupção para todos os lados. Ninguém mais ouvia gritos.
E mesmo eu pedindo, o cálice chegava todos os dias mais perto de meus lábios.
A cerejeira estava morta.
Por mais que eu inventasse os meus pecados, por mais que eu gritasse por socorro, as portas estavam todas fechadas.
O silêncio era destruidor. Ele me matava por dentro.


Talvez o mundo não seja pequeno. Nem seja a vida um fato consumado. Quero inventar o meu próprio pecado. Quero morrer do meu próprio veneno. Quero perder de vez tua cabeça. Minha cabeça perder o teu juízo. Quero cheirar fumaça de óleo diesel. Me embriagar até que alguém me esqueça.” — Chico Buarque.