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Mas quem se importa?
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Correntes
que prendem os pés, os braços e a alma. Correntes que ficam presas nos pescoços
destes cachorros. Pequenos cachorros.
A procura de um salvador qualquer, de uma alma
morta que um dia nos livrou de todo o mal.
Eu ainda não achei, eu ainda não acreditei.
Esses correntes já não me cercam mais, já não tenho mais medo do inferno...
Porque o inferno está aonde queremos, está aonde desejamos que estivesse. O
inferno está aqui comigo e com você.
A autodestruição de um ser vivo caindo em sua
suprema decadência é isso que me fez parar de querer ver o rosto deles... O
rosto dos amados. O rosto daqueles que tem fé.
O mundo caiu, meu anjo. Veja só, estamos
caídos no universo, flutuando por falta de gravidade num local escuro. Já
caímos há tempos, vocês é que nunca repararam.
Não é ódio, é pena. Pena daqueles que servem o
Senhor das Almas e nem percebe o que faz, pena daqueles que acreditam que ele
virá de novo e nos resgatará.
Não há
esperanças mais pra essa humanidade!
Ouça os gritos dos imortais, o grito daqueles
que já se foram e se eternizam em nossas mentes. Ouça a morte sussurrando em
seus ouvidos, te mostrando o caos que tudo virou.
Já não há mais por que ter dó ou pena dos que
já se foram não tem motivos pra rezar pra um desalmado que nem ajuda aqueles
que realmente precisam.
Quer chá? Que tal mais um café?
Celebre como todos celebramos, com ignorância
e arrogância. Celebre com essas taças de sangue! Essas taças que nos custaram
tão caro para termos aquilo que sempre foi nosso.
Celebre com o seu egoísmo!
Prefere açúcar ou adoçante?
Não se revolte com esses marginais que ficam
destruindo o que nós pagamos, relaxa, já somos roubados todos os dias. Não há
motivos pra ficar desesperado.
Tá ouvindo aqueles gritos? É porque não há
mais verdade e muito menos democracia.
Tá ouvindo os tambores batendo? São as almas
que já se foram... Estão voltando para nos buscar de um erro tão grave. Vão nos
separar de nossas verdades, de nossas mentes. Vão nos separar dos mundos que
criamos e vivemos e continuamos presos.
Distante
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Dessa
vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te
encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho
mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos,
ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
Nós somos de outros mundos, conhecemos outras
realidades, opiniões diferentes.
Nem nos vemos direito... Quem somos?
Te procurei nos meus sonhos, me questionei e
não te achei. As respostas nada me valiam.
Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro
de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente,
não acha? Decidimos manter.
Da outra vez os dois estavam fumando, surreal
pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra
entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e
compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi,
chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
Um sorriso ou dois, os encontros começaram
mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele
cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente
do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e
você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
O que aconteceu dessa vez para os encontros
não se tornarem freqüentes?
Por que sumimos?
Aonde fomos?
Cadê você?
Sem ânimo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Apenas parado, sem movimentos, calado.
Observador com todos os que passavam e declarador de sentimentos imperfeitos. Era
um amor de primeira hora. Estava tudo tão calmo, tão depressivo quanto podia ser.
Vida infeliz. Apenas as frases, sentimentos obscuros, vontades de qualquer,
alegria distinta e a procura do álcool perfeito. Nenhuma bebida saciava seus
lábios, nada podia alegrar ele. Era um caos dentro de sentimentos inevitáveis,
era a saudade que espancava ele, mas ele não queria admitir que fosse tudo
realidade.
Tanta
realidade pra se falar não é? Logo falar de uma deprimente. Era apenas mais
uma.
À vontade
distinguida através de seus pensamentos idiotas e que vontade era essa? Era
realmente uma vontade qualquer, era uma desilusão amorosa que desfez tudo.
Desfez tudo mesmo! Se qualquer pessoa podia fazer isso com ele, não sei, mas
não era qualquer pessoa que fez. Foi a pessoa que ele mais amou, foi a pessoa
que abandonou ele e deu um fim nisso tudo.
Apenas uma
pessoa qualquer, parada, sem movimentos, calada. Observadora como todas as que
passavam e declarava-se de sentimentos imperfeitos. Era um amor eterno e
qualquer que podia ser sentido do outro lado do computador, mas era apenas mais
um que queria iludir o outro. Apenas o fim da vida...
Ele apenas escrevia, sem saber o que era, sem saber que era um diário...
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