O
mundo passa repleto de coisas diferentes. O universo conspira contra todos. As
ruas ficam cheias de lágrimas. O pássaro observa.
Sozinho, num
quarto escuro. Uma música suave, uma luz no fim do túnel.
Às vezes dá
vontade de te procurar, saber como você está. Às vezes dá vontade de querer
jogar todas as lembranças fora, mas fazer o que?
Seria legal
ter notícias suas, te ver de novo, saber um pouco sobre como você está... Acho
que eu me sentiria menos culpado, entende?
Mesmo que
você queira alguém pra amar, desculpa, hoje não vou estar. Não vai dar... Eu
aprendi a te ver apenas como uma pessoa, mais um que passou.
Estou calmo,
ainda.
Estou
tomando remédios por sua causa, isso está me fazendo ver o mundo melhor.
Deu vontade
de falar: “Fica um pouco mais, por que sair? Ainda lembra-se de tudo? Que
bom...” Não te impedi de sair, não te obriguei a entrar... Custava não me
machucar tanto?
Quando sou
eu quem me machuco, eu sei dos limites, sei até onde vou agüentar, mas quando
são outras pessoas que machucam... A ferida entra da pior maneira, permanece
ali, não seca, fica ao Sol, ardendo.
Ainda estou
bem...
E de novo
estou sem sentimentos, obrigado.


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