Um rei e o zé

quinta-feira, 19 de julho de 2012


Andando calmamente pela rua encontro com um rei. Aqueles reis que vemos no dia a dia. Um rei normal. Ele me disse que quem deixa ir tem pra sempre... Então ele me deixou ir. Deixou-me sozinho. “A pressa esconde o que já é evidente”, dizia o rei, mas não vi nada! Apenas observando um vazio, procurando as respostas para as perguntas, procurando soluções para os problemas... Nem sempre devemos andar assim tão Zé, tão normal.
 O rei me mostrou o caminho certo, me aconselhou seguir pelo errado e me disse que eu devia seguir apenas o caminho que eu queria. Qual seria esse caminho? Será que eu poderia ser forte o suficiente para agüentar todas as consequências?
 O que foi que me fez assim tão Zé? Eu juro que não é drama, mas eu queria ter outra filosofia, pois não nasci para conversar com o rei. Às vezes eu queria sumir... Sumir e viajar para dentro do meu universo, criar uma realidade diferente.
 Continuei sem ver nada. O rei não me disse o que seria aquilo de diferente que eu devia procurar. Ele apenas me disse com suas sábias palavras que só se tornou rei por pensar assim tão diferente.
 Não vi nada...
 E foi aqui do meu lado que eu encontrei o que me fazia tão diferente. Eu vi você.



Inspirado na música Um Zé e o rei, Apanhador Só:


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