O
mundo rabiscado. Entrelaçado nas veias do meu corpo, destruído e corrompido por
todos os meus amores.
O universo
mudo. Sem nenhum som para se ouvir, sem nada para se sentir. Apenas o frio que
aquece o coração.
A criação
morta. Nada realmente importa, não é? Se não importasse não estaríamos aqui.
A overdose.
Nada mais sutil do que sentir o doce veneno sobrepondo todos os seus sentidos e
acariciando todos os meus pensamentos.
A loucura.
Nada tão incrível, eu diria. Ela é tão normal que eu sei que não pode fazer nada
pra me derrubar, não agora.
Os
sentimentos. São vazios, com certeza. Não tenho nada mais além do ódio e
sofrimento.
O caderno.
Foi apenas mais um caderno qualquer, com textos e frases, com meus últimos
sentimentos colocados.
O livro. Os
sentimentos mortos e corruptos de um ser tão extraordinário que o perdi. Não
sei onde o livro está.
A caneta. A
cor é preta, preta como meu coração. Esvazia todos os bimestres e eu ainda fico
chateado com toda essa escuridão saindo.
As frases.
Já se foram.
As fases.
Todos temos, todos tememos, todos entendemos, mas na realidade nem existe. A
fase da vida não é uma fase nem uma passagem, é uma idéia concreta.
O amor. No
momento está sendo doloroso o suficiente pra fazer eu me embriagar só pra
esquecer o mundo.
As
dimensões. Sim, elas existem. O meu mundo é feito de dimensões estranhas e
surreais que formam as minhas verdades.
Deus. Deixou-me
em paz, finalmente.
Estudo. Nada
mais do que uma forma de me perder e sair do mundo, me revoltar e ficar feliz.
Revolução.
Só existe para as pessoas de verdade.
Sonhos. Pra
mim são chamados de ilusões, eles não existem. Os verdadeiros sonhos fazem
parte da paz.
Ilusões. São
pequenos seres voadores que transmitem ideias e imaginam nossos sentimentos.
Mente. Nunca
foi humana.
Saudades. É
um ser vivo maligno que faz o coração doer todos os dias.
Músicas.
Sentimentos das outras pessoas, ideias que não existem, verdades controladas e
mídia capitalista.


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