As lágrimas que descem por todo o corpo,
misturando os sentimentos. O pecado que destrói e corrói tudo o que
sentimos, a realidade que jamais foi mostrada. O mundo virtual, aonde
finalmente veio à felicidade. É nele que encontramos as lástimas perdidas, os
amores derrotados, as crianças mortas e crucificadas por religiões quaisquer.
Está tudo saindo de dentro de mim, todas as lágrimas, como se fosse verdadeiro.
Eu sei que não é verdade. É o ódio ficando com meu corpo, é a raiva tomando
conta de meus pensamentos, é a sociedade que revela tudo o que ela tem.
Críticas, críticas e mais críticas, quando vamos parar de criticar e finalmente
agir? Quando vamos nos levantar dessa cadeira, desligar os monitores, desligar
os programadores e sair um pouco? Ver as borboletas voando no ar, sentir a
liberdade da vida... Isso nunca vai acontecer. Não existem mais borboletas, estão
mortas, a natureza já se foi... A chuva cai e lava nossas almas... Mas não
existe a chuva pura! A chuva ácida cai e corrompe nossos corações, destrói
nossos corpos e deixa somente a nossa alma exposta ao sol que acabou de surgir.
Aquele sol extremamente quente, aquele sol destrutivo que deixa as dores
piores. Almas feridas, feridas expostas. Estamos mortos,
caídos, destruídos, destronados. Já fomos muito mais humanos...
Borboletas de uma natureza morta
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Postado por
Victor Vaanbaske
às
14:44:00
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