Borboletas de uma natureza morta

quinta-feira, 12 de abril de 2012

As lágrimas que descem por todo o corpo, misturando os sentimentos. O pecado que destrói e corrói tudo o que sentimos, a realidade que jamais foi mostrada. O mundo virtual, aonde finalmente veio à felicidade. É nele que encontramos as lástimas perdidas, os amores derrotados, as crianças mortas e crucificadas por religiões quaisquer. Está tudo saindo de dentro de mim, todas as lágrimas, como se fosse verdadeiro. Eu sei que não é verdade. É o ódio ficando com meu corpo, é a raiva tomando conta de meus pensamentos, é a sociedade que revela tudo o que ela tem. Críticas, críticas e mais críticas, quando vamos parar de criticar e finalmente agir? Quando vamos nos levantar dessa cadeira, desligar os monitores, desligar os programadores e sair um pouco? Ver as borboletas voando no ar, sentir a liberdade da vida... Isso nunca vai acontecer. Não existem mais borboletas, estão mortas, a natureza já se foi... A chuva cai e lava nossas almas... Mas não existe a chuva pura! A chuva ácida cai e corrompe nossos corações, destrói nossos corpos e deixa somente a nossa alma exposta ao sol que acabou de surgir. Aquele sol extremamente quente, aquele sol destrutivo que deixa as dores piores. Almas feridas, feridas expostas. Estamos mortos, caídos, destruídos, destronados. Já fomos muito mais humanos...



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