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Aniversário

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


 Olhos fechados, um leve sorriso. Careca, recém-nascido naquele mundo. Lindo, gordinho, saudável.


 Menos alguns anos de vida...

 Já tinha crescido com cabelos loiros, olhos tão escuros que detalhavam a sombra da morte. Alegre, simpático, não parava quieto.

 Menos alguns anos de vida...

 Seus cabelos ficaram escuros. Sua visão já começava embaçar um pouco. Meio gordinho, gostava de fazer piadas, muito mais quieto que antes, já não era agitado.

 Menos alguns anos de vida...

 Começou a escrever com sete anos. Não parava mais, adorava. Gostava de escrever sobre seres místicos, magia, tudo que se podia imaginar.

 Menos alguns anos de vida...

 Deitava na chuva, caía na risada. Na sétima série escrevia sobre mistérios. Gostava de rodar.

 Menos alguns de vida...

 Emagreceu muito. Parou de escrever. Observava o tempo, cantava e dançava. Foi quando começou as aulas de balé. Logo mais tarde começou com ginástica rítmica e street dance.

 Menos alguns de vida...

 Já ficava parado, gostava de ver as pessoas correndo. O mundo era grande, os estudos também eram gigantescos. Repetiu a escola duas vezes, cursando o segundo ano do ensino médio com dezoito.

 Mais alguns de vida...


 Voltou a ser uma criança.


Pensamentos

segunda-feira, 23 de abril de 2012


O mundo rabiscado. Entrelaçado nas veias do meu corpo, destruído e corrompido por todos os meus amores.

O universo mudo. Sem nenhum som para se ouvir, sem nada para se sentir. Apenas o frio que aquece o coração.

A criação morta. Nada realmente importa, não é? Se não importasse não estaríamos aqui.

A overdose. Nada mais sutil do que sentir o doce veneno sobrepondo todos os seus sentidos e acariciando todos os meus pensamentos.

A loucura. Nada tão incrível, eu diria. Ela é tão normal que eu sei que não pode fazer nada pra me derrubar, não agora.

Os sentimentos. São vazios, com certeza. Não tenho nada mais além do ódio e sofrimento.

O caderno. Foi apenas mais um caderno qualquer, com textos e frases, com meus últimos sentimentos colocados.

O livro. Os sentimentos mortos e corruptos de um ser tão extraordinário que o perdi. Não sei onde o livro está.

A caneta. A cor é preta, preta como meu coração. Esvazia todos os bimestres e eu ainda fico chateado com toda essa escuridão saindo.

As frases. Já se foram.

As fases. Todos temos, todos tememos, todos entendemos, mas na realidade nem existe. A fase da vida não é uma fase nem uma passagem, é uma idéia concreta.

O amor. No momento está sendo doloroso o suficiente pra fazer eu me embriagar só pra esquecer o mundo.

As dimensões. Sim, elas existem. O meu mundo é feito de dimensões estranhas e surreais que formam as minhas verdades.

Deus. Deixou-me em paz, finalmente.

Estudo. Nada mais do que uma forma de me perder e sair do mundo, me revoltar e ficar feliz.

Revolução. Só existe para as pessoas de verdade.

Sonhos. Pra mim são chamados de ilusões, eles não existem. Os verdadeiros sonhos fazem parte da paz.

Ilusões. São pequenos seres voadores que transmitem ideias e imaginam nossos sentimentos.

Mente. Nunca foi humana.

Saudades. É um ser vivo maligno que faz o coração doer todos os dias.

Músicas. Sentimentos das outras pessoas, ideias que não existem, verdades controladas e mídia capitalista.