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Lembranças

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Talvez só tenha sido um pouco de mim sem mim e com mais você. Talvez tenha sido só uma felicidade, aquela lá que dói de vez em quando, mas que me faz rir.
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein. 
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar... 
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...




Acabou

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Não há mais sofrimento.
 Em um mundo baseado em loucuras, decepções e dinheiro. Vivo num caos, no meu caos. Em um caos que eu queria que fosse nosso.
 De quê mais importa? É sofrimento exposto, é ferida sem cura. Não há motivos pra procurar um médico ou um especialista, isto já não é mais tão infame.
 As feridas não se curam facilmente, principalmente quando estão secas ao Sol.
 Ao nosso Sol...
 Eu já fiz a minha aposta, já duvidei dos meus instintos, já parei com tudo.
 É só me pedir e o mundo será seu. Sei como entregar algo tão pequeno assim, mas é egoísmo pedir ele só pra você, peça para nós dois.
 Antes de fazer tudo o que eu fiz antes de me pedir o mundo, só pense que tudo não foi em vão e acabou em pequenas decepções.
 Eu corri, eu tentei.
 Não há mais sentimento.
 Em um mundo baseado em verdades, realidades e dinheiro. Vivo num verdadeiro inferno, no meu inferno. E juntos, poderíamos transformar o inferno em paraíso, no nosso paraíso.
 De quê mais adianta tentar? É sentimento ferido, coração partido. Não há cura, não pode fazer um exame.
 Os sentimentos não retornam, principalmente quando estão tão expostas ao gelo.
 Ao nosso gelo...
 Eu já desisti da minha vida, há muito tempo eu desisti. Já parei de pensar no futuro.
 E antes de tudo, não me peça o mundo. Meu mundo já se quebrou e é egoísmo da sua parte me pedir para consertar. Pode parecer simples, mas já era.
 E antes de tudo, antes que me peça para arrumar algo que não existe, só pense que tudo não foi em vão e você acabou com nossos sentimentos.


Solidão

terça-feira, 7 de agosto de 2012


Devastado em algum lugar, caído, morto, vivendo sem rumo e aguardando o momento certo para ser levado pela morte.
O que me resta esperar?
 Em um deserto qualquer me perco em pensamentos, anseio pela morte, procuro em algum momento alguém para me ajudar. Estou sozinho. Cadê os meus amigos?
 Percebi hoje que no dia de minha morte não havia ninguém para chorar, não havia ninguém para me salvar.
 A morte demora a me buscar, ela quer ver meu sofrimento. Cadê minha família? Alguém morreria para me salvar? Alguém ao menos se importaria com o jeito que morri?
 Relembro de cada lembrança, reparo nos pequenos detalhes desse flashback que estou tendo.
 Sinto meu corpo formigando, adormecendo, acho que a morte finalmente chegou. Parece que tem alguém me puxando, para onde meu espírito vai? Fecho os olhos e adormeço, não quero ver o rosto dela...
 Acordo em um lugar todo branco... Espere! Alguém me salvou?
 Fico feliz pela morte não ter me abandonado, fico triste por ter morrido sozinho...


Pesadelos de um qualquer

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Realidade falsa, agregada em sentimentos imaturos. Parado na esquina, observando os lobos. Lobos vestidos de ovelhas, seres humanos tão falsos que nem dá pra ver quem são. A minha alma perdida em todos os mundos, nem me lembro mais em qual foi. Conversas alheias, olhares astutos, tudo voltando e se tornando um caos profundo. Observe, acene, sorria, sejam falsos como eles são com você. Reações alérgicas, mundo corrompido. Observe, vejam, eles são tão lindos né? E o mundo que ta girando, quem se importa com ele? O mundo será destruído e nós vamos morrer só isso. Ta vendo aquelas crianças chorando de fome? Ignore-as, são apenas crianças. Deus não quis ajudá-las, então por que fazer isso? Malditos seres capitalistas consumistas.
E ta sentindo aquela angústia corriqueira? Ainda não, oras, vamos, sinta-a. Mergulhe nesse mar profundo de pecados, sinta a verdade. O que é certo? O que é errado? Não existe mundo e o universo é apenas mais uma piada contada. Inteligência pra quê se seus músculos te darão o futuro que quer ter? Corra, ouça, sinta o calor.
E se no fundo somos todos iguais? Pra quê dinheiro? Um pedaço de papel que enche as barrigas, um pedaço de papel que nos entrega a felicidade. Um maldito pedaço de papel.
Não pense, não fale, compra e beba. Seja controlado por todo esse sistema maldito, por todos esses lobos vestidos de ovelhas. Seja controlado por todo esse mundo e não perceba. Não estude, ouça, faça. É assim que eles querem. Corra para as colinas! Fuja para outro mundo enquanto ainda tem tempo. Vai, vai, você pode e você sabe disso. Se liberte dessas algemas feitas de papel, se liberte desse universo que te colocaram.