Acordei com o seu perfume do meu lado. Sua inebriante voz batendo na minha cabeça a calma que eu devia ter.
Mostrando postagens com marcador Homenagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homenagem. Mostrar todas as postagens
Perfume do Invisível
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
"Foi só um sonho", você me disse.
Vesti o seu corpo no meu, num eterno abraço. Nossas mentes juntas, unidas ao acaso do destino.
E então, me despi de seu corpo. O seu perfume continuou em mim, senti a sua calma. A nossa calma.
Meu pesadelo cessou e eu pude dormir em paz.
O que tava em mim quietinho foi se movendo ao seu lado, como em um doce balanço.
Me enrolei no cobertor, te procurando. E por mais que o cigarro aceso mostrasse a presença de alguém no local, eu não te achei.
Seu perfume permanecia no meu corpo, o seu corpo permanecia ilustrado em mim como tatuagens direto na pele.
Por mais longe que você estivesse e por mais distante que fosse, o cheiro do seu café permanecia na minha casa. O seu cigarro, agora já apagado, mostrava o quanto eu já tava viciado em você.
Eu sinto a sua falta todos os dias. A todo instante sinto o seu perfume invisível colado em mim.
Desculpas
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Desculpe-me
por tudo que já te causei, por toda dor,
por toda a lágrima.
por toda a lágrima.
Agora
eu entendo. Entendo que meu lugar é nas nuvens e você não sabe
voar como eu. Agora eu entendo que vou ter que prosseguir sem você.
Eu
finalmente pude entender que a sua vida agora é com outro. Já não
tem mais lugar para mim. Esse seu mundo já não me pertence mais.
O
sol nasce no leste e no oeste morre depois, o nosso já chegou no
oeste. Eu
sei que meu tempo acabou, sei que você tentou algo e não deu. Eu
ignorei, te feri, fui cruel. Desculpa
por tudo.
Não
vou esquecer o teu sorriso e nem da sua, muito menos da sua cara de
alegria. Eu não vou me esquecer dos seus doces lábios e nem de seu
corpo que sempre me envolveu num doce balanço. Eu
queria esquecer a dor que causamos um ao outro, queria poder apagar
todo esse remorso.
Algum
dia, eu espero, seu coração já não estará mais tão gelado quanto o meu já foi um dia. Não te desejo isso.
Vamos
apenas relembrar aquela nossa música. Ouvir ela várias vezes para
que possamos recordar de todos os nossos momentos juntos.
Vamos
relembrar a nossa Oração.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
11:57:00
0
comentários
Marcadores: Acreditar, Desculpa, Homenagem, Imperfeição, Perfeição, Revelação, Saber, Sentimentos, Sorry, Vida
A escola
terça-feira, 29 de maio de 2012
As
paredes são pintadas de duas cores: a parte de baixo é verde, a de cima é tão
escura quanto à sombra de meus lúcidos pensamentos. O chão é cinza como a minha
imaginação que voa por todos os mares e navega por todas as nuvens. Na minha
frente fica um quadro cheio de ideias que são escritas e apagadas, ideias que
movem o futuro. A luz clareia toda a minha alma, atordoa toda a minha visão e
faz meus sonhos embrulharem em caixinhas de presente. A porta abre para todos
os futuros, ela também fecha o ar e nos tranca num mar de histórias de
idealizações. As cadeiras são verdadeiros tronos postos para os futuros reis e
rainhas aprenderem a governar o seu mundo de forma justa. As mesas são
infinidades de artistas colocadas como apoio, não só para se segurar, mas
também para levantar os sonhos que se foram. Os cadernos são os mais inusitados
livros que contém as marcações pessoais de cada um, as canetas são as
verdadeiras varinhas que com sua magia dá vida à emoção e ao sentimentalismo. E
os professores, ah, finalmente chegamos neles, são eles os verdadeiros deuses
que encaminham o futuro de um mundo melhor.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
18:07:00
0
comentários
Marcadores: Escola, Estudo, Homenagem, Professores
A garota dos meus sonhos...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ela
era uma menina linda. Cabelos de cor dourada, um olhar perfeito, mas era gorda.
Inteligente por natureza, sonhadora como todos, adorava jogos e amava ficar na
internet, mas era gorda. Gostava de tudo que era diferente, adorava escrever,
tinha sentimentos, mas era gorda. Cuidava da aparência como todos nós, se
olhava no espelho, se imaginava linda, mas era gorda. Dançava na rua, deitava
na chuva, conversava com os animais e tinha um carinho imenso por seus amigos,
mas era gorda. Ela gostava de quando a elogiava, ela adorava saber das notícias
novas que lhes davam, ela se importava com as pessoas, mas era gorda.
Ela era uma menina feia. Cabelos de qualquer
cor, um olhar de drogada, mas era magra. Nada inteligente, não tinha sonhos a
não ser se drogar, detestava jogos e odiava ficar em casa na internet, mas era
magra. Gostava de qualquer bebida que tivesse álcool, detestava escrever, tinha
sentimentos, mas era magra. Não cuidava da aparência, se olhava no espelho, se
imaginava gostosa, mas era magra. Odiava dançar, odiava a chuva, não se
importava com os animais e os amigos dela estavam sempre inconscientes, mas era
magra. Ela gostava de quando a elogiava, odiava as novas notícias porque sempre
era a morte de alguém, não se importava com ninguém, mas era magra.
Ela era uma menina estranha. Cabelos que
sempre mudavam de cor, um olhar viciante e perfeito, mas era estranha. Não era
extremamente inteligente, tinha sonhos gigantescos e fora do comum, adorava
jogos e ficar conversando pela internet, mas era estranha. Gostava de animes,
mangás, adorava desenhar, tinha sentimentos, mas era estranha. Cuidava da
aparência, adorava fazer caretas no espelho, se imaginava sempre como um
personagem de anime, mas era estranha. Dançava de qualquer jeito, rodava na
chuva, conversava com os animais e adorava abraçar seus amigos, mas era
estranha. Ela gostava de quando elogiavam os animes que ela gosta, adorava
saber de novos mangás, ela se importava com tudo, mas era estranha.
A primeira morreu sorrindo, pois encontrou uma
pessoa que se dava bem, ficou rica e teve dois filhos. A segunda teve uma
overdose e sabe-se lá onde está o corpo. E a terceira... A terceira ainda está
nos meus sonhos.
Postado por
Victor Vaanbaske
às
16:31:00
0
comentários
Pesadelos de um qualquer
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Realidade
falsa, agregada em sentimentos imaturos. Parado na esquina, observando os
lobos. Lobos vestidos de ovelhas, seres humanos tão falsos que nem dá pra ver
quem são. A minha alma perdida em todos os mundos, nem me lembro mais em qual
foi. Conversas alheias, olhares astutos, tudo voltando e se tornando um caos
profundo. Observe, acene, sorria, sejam falsos como eles são com você. Reações
alérgicas, mundo corrompido. Observe, vejam, eles são tão lindos né? E o mundo
que ta girando, quem se importa com ele? O mundo será destruído e nós vamos
morrer só isso. Ta vendo aquelas crianças chorando de fome? Ignore-as, são
apenas crianças. Deus não quis ajudá-las, então por que fazer isso? Malditos
seres capitalistas consumistas.
E ta
sentindo aquela angústia corriqueira? Ainda não, oras, vamos, sinta-a. Mergulhe
nesse mar profundo de pecados, sinta a verdade. O que é certo? O que é errado?
Não existe mundo e o universo é apenas mais uma piada contada. Inteligência pra
quê se seus músculos te darão o futuro que quer ter? Corra, ouça, sinta o
calor.
E se no
fundo somos todos iguais? Pra quê dinheiro? Um pedaço de papel que enche as
barrigas, um pedaço de papel que nos entrega a felicidade. Um maldito pedaço de
papel.
Não pense,
não fale, compra e beba. Seja controlado por todo esse sistema maldito, por
todos esses lobos vestidos de ovelhas. Seja controlado por todo esse mundo e
não perceba. Não estude, ouça, faça. É assim que eles querem. Corra para as
colinas! Fuja para outro mundo enquanto ainda tem tempo. Vai, vai, você pode e
você sabe disso. Se liberte dessas algemas feitas de papel, se liberte desse
universo que te colocaram.
Assinar:
Postagens (Atom)





