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Cinzas

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

 Eu a vi correndo para outro mundo, eu a vi surfando por entre os mares que nos separaram. A menina mais linda e doce que eu já pude ver.
 Seus olhos emanavam a cor mais bela do mundo, tão verdes e tão castanhos, seus louros cabelos mostravam o sofrimento que vinha dela.
 Sua voz suave que vinha de mim, sua voz que acalmava a minha alma.
 O seu grito de fuga! A sua felicidade intranscedente, a sua paz, a sua essência.
 O SEU LONGE DE MIM, MENINA! Não me abandone mais. Esteja comigo. Não nos destrua.
 Todos os dias eu sinto a sua falta.



Mentiras

domingo, 13 de agosto de 2017

Eu acreditei tanto nas suas palavras, acreditei tanto nas suas fases. Eu acreditei tanto em você.
 Acontece que você me enganou por todos os anos em que estivemos juntos, você dizia me amar, mas negava o que acontecia entre a gente.
 Eu mudei tanto de mim, amadureci tanto e estou tão diferente do que jamais estive.
 Não sei se você me perdeu ou fui eu quem te perdi, nossos fantasmas ficam unidos nessas noites escuras.
 Me disseram por aí que você me amaria a todo custo, mas quanto custou tudo isso que aconteceu?
 Eu tenho tantas dúvidas que calam as minhas noites, tantas questões que me tiram o sono.
 A dor de ter tudo o que eu pude ter e agora não tenho mais.
 Por que não dei valor suficiente pra isso?
 O que aconteceu entre nós?


Lembranças

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Talvez só tenha sido um pouco de mim sem mim e com mais você. Talvez tenha sido só uma felicidade, aquela lá que dói de vez em quando, mas que me faz rir.
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein. 
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar... 
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...




Insônia

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


E nada dele vir... Fiquei esperando a noite toda, sentado na cadeira. Um pouco de vinho, algumas doses apenas para me alegrar.
 Precisava dele. Tenho um monte de trabalho para realizar.
 Dez da noite e nada dele vir... Fico impaciente, ligo a TV, vejo o que se passa. Bebo café, ouço músicas, escrevo um pouco.
 Onze da noite e nem sinal dele... Comecei a ficar preocupado e tomei um calmante. Da janela posso ver algumas luzes se apagando, pessoas dormindo.
 Meia noite e a preocupação aumenta... Penso em escrever algo, pego um livro e leio sem tirar o pensamento dele. Ele vem todas as noites, por que dessa vez não veio?
 Uma da manhã e já preparo chá... Estou deitado na cama ouvindo música e aguardando a chegada dele. Ouço músicas calmas que me levam para outro mundo.
 Duas da manhã certamente ele não vem mais... A companhia dele me faz falta. Está frio, pego uma blusa de lã antiga que tenho e me visto com ela.
 Três da manhã e vejo o mundo rodopiar... Minha cabeça está cheia, dores intensas, meus olhos estão caídos e certamente não estarei disposto a ir trabalhar.
 Quatro da manhã e os peixes do aquário estão com fome... O que eu fiz de errado para que eu não viesse? Começo a rever tudo o que eu podia ter feito de errado e só podia ter sido aquele maldito café!
 Cinco da manhã e já é hora de me arrumar... Bebi bastante café e energético para me manter acordado e trabalhar firme, é difícil viver sozinho e sem emprego.
 Seis da manhã e o sono não veio...



Pensamentos e anseios

terça-feira, 18 de setembro de 2012


 Enquanto o mundo cai, a noite acontece.
 O tempo voa em uma velocidade surpreendente e o universo se desfaz.
 Enquanto Deus está almoçando em seu paraíso, os humanos estão rezando por alguma coisa.
 O dinheiro cai do céu e as pessoas se matam, a chuva já não molha e todos se conformam.
 Não há água e a ilusão é apenas verdadeira o suficiente para não se pensar nela.
 As lágrimas destroem o rosto de uma criança, a fome já não é ignorada.
 Lúcifer vem para o mundo, mas já não precisa fazer nada. Tudo se reconstrói em pequenos espelhos e as imagens se tornam distorcidas.
 É o nosso sangue que está regando as flores do cemitério e ninguém mais se preocupa com a alegria.
 A paz não é encontrada porque a dor deixou de existir, o mundo se torna paralelo e essa dimensão é apenas existente.
 Todos estão correndo atrás de seus sonhos, mas na verdade eles nem existem. Não existe mais beleza nas coisas lindas, não existe mais verdade para a falsidade.
 Não existem mais humanos.