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Depois

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

 Mais uma vez...? Não foi tão mau assim! Não sou tão mau assim, né gatinho?
 Mais um gatilho, mais uma bala atravessando... E os vidros cortam o meu peite que já não vão te confortar, não vão...
 Não assim! Não sem mim, eu não sou tão ruim. Agora vai ser mais legal..
 Aguarde a sua senha, baby, espera só pra ver quem é que manda. O caos já era, gatinho, tá generalizado demais, tá arrumado, tá bagunçado, tá organizado, tá o meu caos. Do meu jeito, do me modo. E depois? Você vem ou não? É, é assim né. Minha casa, nossa casa, destruída, acabada. Cheia de bebidas no chão, vômitos por toda parte... Aquela festa foi tão legal, não achou?
 "E depois? Tchurutchu... Todo plano acaba assim. Nós dois. Tchurutchu. Nos machucando até o fim..."
 Eu te vi através do fim, corri atrás, tentei te resgatar, mas já vale mais a pena.
 E então, agora é do meu jeito, seguindo as minhas regrinhas, anjinho. Da minha forma e dançar conforma eu quero, mas tu não sabe dançar né? APRENDE.
 E depois? Tchurutchu... A música vai vagar nos meus pensamentos, vou beber umas cinco doses e começar a noite e vou lá! Vou lá correr perigosamente através do espelho, através de mim.
 Já me acostumei com você longe de mim, que pena...
 Antes era bom estar contigo sempre... ERA BOM.


O sétimo andar

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Eu só queria me jogar do sétimo andar
Sem desculpas pra poder falar
Sem caos pra poder pensar
Sem medo de voar.

Eu só queria um pouco de sal
Pra vida amargurar
Pra tudo isso parar
Pro meu pensamento fugir
Pra minha vontade rugir.

Nesse mundo, eu só queria poder cair
Sem nunca mais precisar levantar
De ser enterrado com meus medos
De ser esquecido do mundo todo.

Eu só queria estar no sétimo andar
Pra beber umas garrafas
E de lá me jogar
Com o risco de, bêbado, nem sentir nada

Um pouco de adoçante nessa minha vida
Um açúcar que não é verdadeiro
Uma chantagem a mais para mim
Enganar o cérebro que já pensou demais

Eu só queria poder me jogar
Meus problemas esquecer
Fugir e não ter mais pra onde andar
E as minhas lágrimas não ter mais a quem aquecer.