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Rota

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O suor arranha no rosto. Observo tudo destruído ao meu redor. Eu já estava cansado demais para prosseguir nessa caminhada.
 Eu queria poder ser melhor pra você. Eu queria não precisar te cobrar algumas coisas.
 Eu já to cansado dessa caminhada.
 O meu pé já tá quase tropeçando e se entrelaçando nas minhas pernas.
 Eu quero continuar seguindo nessa rota, mas precisarei fazer isso sozinho. 
 Você já não consegue mais me acompanhar nessa eterna caminhada. Ambos estamos cansados. A quadra tá cheia hoje.
 Me alucino entre as milhares de pessoas ao redor, observo-as seguirem seus caminhos. 
 Estamos todos sem direção.




Há paz?

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A paz, a calma, a paciência.
 Há paz? Há calma? Há paciência?
 Eu quero a verdade da ilusão, quero a paz da alegria. O desejo do mundo rodopiando, a simplicidade vista num dia quente de verão ou num nublado dia de inverno, quero apenas ver os pássaros voando, as nuvens cobrindo minha cabeça, seus tons de cinza e seus tons de branco. Com o céu bem apagado ou bem azulado. Ou só sem nada. Apenas um véu vasto e cheio de diferenças e cores. Qualquer cor, tanto faz, só a paz de saber que há um céu para eu olhar.
 Eu quero o silêncio da calma, quero o vazio sem sentido. A ansiedade do peito que batia direto no coração, sem ruído algum, sem nada, apenas o silêncio e minhas verdades.
 Sem ninguém para me julgar, para me criticar. Sem nada para pensar, sem nada na cabeça. Uma simples meditação que faz com que eu fuja desse mundo. Um simples desejo.
 E na calma, conquistarei a paciência da alma, a verdade de pensar e parar. De questionar e fingir estar tudo bem. Eu quero a verdade escancarada sem brigas, quero a paciência de uma criança.
 Quero aprender a desenhar d enovo, soltar os primeiros passos. Ouvir a primeira risada, a verdadeira paciência de ensinar.
 Acabou tudo. Não há paz, não há calma e nem paciência.
 Para onde o mundo foi parar?


Doença

sexta-feira, 9 de setembro de 2016


A doença se espalha rápido pelo corpo. Destrói a mente, corrói as células. Você sente ela, você entende ela.
Ela já está dentro de você.
Essa dor latejante que não cessa e incomoda a cada instante. Esse ardor na alma, a falta de respiração que incomoda.
As pernas moles de tanto andar, cansadas de sofrer com essa doença. Os olhos caídos, quase fechados.
A fome que quase não se sente na tontura descontente.
Esse ardor pelo corpo, a febre que alucina e faz perder os sentidos.

E o cansaço de estar assim.