Quem é
o nada? Por que nada existe? Cadê o nada? Onde está tudo?
E eu ouço as
leves palavras do nada, o além me faz diferente, eu escuto as vozes que gritam
para o nada e nada me vem à cabeça.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá, nada descobrirá.
Quem sou eu?
Eu sou nada... Sou tudo, eu sou deus, eu sou a minha sobrevivência, eu sou
nada.
Enquanto
viajo nesse sistema, enquanto observo, eu estorvo a mente. Olhe diretamente
para os meus olhos, sinta o ar viajando pelo sistema do nosso planeta, sinta as
vontades... Apenas observe parado, monstruosamente obcecado por alguém. Um
alguém qualquer. Um nada.
Por que nada
existe? Porque se fosse existir o nada seria eu, no entanto eu sou o nada.
Então, o nada existe, atribuindo a mim aspectos do nada. Eu sou um nada, eu sou
o nada. Eu sou o melhor nada de todos.
Às vezes
enquanto fico correndo na rua, vejo a chuva cair, dançando alegremente com
todos os movimentos, olhando o universo enquanto nada gira ao meu redor.
Eu corri do
nada. Eu corri de você.
Cadê o nada?
O nada não está... O nada não consiste. Em nada se pode tocar, nada se pode
alcançar.
Onde está
tudo? Tudo não está... Tudo envolve... Tudo vive. O nada está em tudo, o tudo
está no nada.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá e nada descobrirá. No entanto, reflita no nada. E
tudo irá descobrir, sem nada apenas.

