Eu tinha tudo o que
sempre quis. Eu tinha amor,
amigos e uma garrafa de vodca.
Eu tinha uma
verdade, eu era dono da razão. Eu rabiscava o meu corpo e alimentava
a minha alma com poesias.
Eu podia ter o que
eu quisesse, bastava um olhar e eu conseguia. O tempo parece uma
bebida forte demais, subiu depressa.
A minha respiração
era boa, eu aguentava qualquer coisa. Eu via tudo se destruindo e me
mantinha em pé.
Eu era meu anjo, eu era meu demônio.
Parece que a poesia
foi se apagando conforme o corpo
foi se lavando e alma morreu de
fome.
Não sei mais quem
sou. Eu me perdi nesse tempo todo.
Eu bebi demais e os
anos passaram muito rápido.


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