Dois goles

terça-feira, 14 de junho de 2016

 Eu tinha tudo o que sempre quis. Eu tinha amor, 

amigos e uma garrafa de vodca.
Eu tinha uma verdade, eu era dono da razão. Eu rabiscava o meu corpo e alimentava a minha alma com poesias.
 Eu podia ter o que eu quisesse, bastava um olhar e eu conseguia. O tempo parece uma bebida forte demais, subiu depressa.
 A minha respiração era boa, eu aguentava qualquer coisa. Eu via tudo se destruindo e me mantinha em pé. 
 Eu era meu anjo, eu era meu demônio.
 Parece que a poesia foi se apagando conforme o corpo 
foi se lavando e alma morreu de fome.
 Não sei mais quem sou. Eu me perdi nesse tempo todo.

 Eu bebi demais e os anos passaram muito rápido.





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