Lágrimas de vidro
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Não espere nada de mim. Não espere que eu caia nessa ladainha de novo.
Meu
amor, seja lá o que for, já acabou. Não é possível amar e
raciocinar direito. As minhas paixões são tantas.
Prepare-se
para pagar a sua conta.
Eu
te amei mais do que você podia se amar.
Eu
juro que tentei, eu juro que fiz todos os nossos textos e escrevi o
nosso roteiro.
Eu
bati um carro em seu nome, bati a nossa alma enquanto ela lacrimejava
de dor.
O
tempo passou e nós ficamos fazendo cena para o público.
Aguarde
os aplausos.
Eu
só não quero ser o último a chorar, por isso eu prefiro sair desse
barco antes que ele afunde.
No hotel
Há
algumas verdades que não devem ser ditas. Há certas coisas que
devem ficar no silêncio.
Um
quarto de hotel vazio com nossas almas.
Eu
menti pra você naquele dia. Eu estava com outro. Eu sempre estive
com outro.
Eu
menti muito para nós dois. Eu menti tanto.
Eu
tinha medo.
Tinha
coisas que nos satisfaziam, tinha tanta coisa que eu gostava em você.
Eu não queria te perder.
Se
você quer saber o que eu quis, não devia perguntar. Você me
conhece.
O
tempo passa e eu pensei demais, eu menti demais… Eu menti.
Isso
me dói, mas não me arrependo.
Eu
não queria ter que seguir sozinha.
Cálice!
Existia
um mundo. O meu mundo. E ele já está em decadência. A luz já
estava apagada nele, a escuridão dominava com todos os seus males.
Um
cálice de sangue que transbordava na alma dos imortais, falando do
quanto eram poderosos. Havia corrupção para todos os lados. Ninguém
mais ouvia gritos.
E
mesmo eu pedindo, o cálice chegava todos os dias mais perto de meus
lábios.
A
cerejeira estava morta.
Por
mais que eu inventasse os meus pecados, por mais que eu gritasse por
socorro, as portas estavam todas fechadas.
O
silêncio era destruidor. Ele me matava por dentro.
“Talvez
o mundo não seja pequeno. Nem seja a vida um fato consumado. Quero
inventar o meu próprio pecado. Quero morrer do meu próprio veneno.
Quero perder de vez tua cabeça. Minha cabeça perder o teu juízo.
Quero cheirar fumaça de óleo diesel. Me embriagar até que alguém
me esqueça.” — Chico Buarque.
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Victor Vaanbaske
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Mentiras
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Eu
acreditei tanto nas suas palavras, acreditei tanto nas suas fases. Eu
acreditei tanto em você.
Acontece que você
me enganou por todos os anos que estivemos juntos, você dizia me
amar, mas negava tudo o que acontecia entre a gente.
O que eu devo fazer
para ser bom pra você?
Eu mudei tanto de
mim, amadureci tanto e estou tão diferente do que jamais estive.
Não sei se você
me perdeu ou fui eu quem te perdi, nossos fantasmas ficam unidos
nessas noites escuras.
Me disseram por aí
que você me amaria a todo custo, mas o quanto custou isso tudo que
aconteceu?
Eu tenho tantas
dúvidas que calam as minhas noites, tantas questões que me tiram o
sono.
A dor de ter tudo o
que eu pude ter e agora não tenho mais.
Por que não dei
valor o suficiente pra isso?
O que aconteceu
entre nós?
Imaturidade
Ouça
até enlouquecer. A sua mente perturbada não pode piorar. Os
sentimentos amargos não podem ser engolidos.
O doce aroma do
desejo. O doce sabor da infelicidade.
Irônico.
Tudo isso está transbordando no seu copo, cuidado para não derrubar a sua bebida.
Não se derrama tanto álcool assim.
Não me diga que
estou errado, eu já sei disso. Não precisa falar do quanto estou
sendo amargo, do quanto eu xingo a minha alma todos os dias. Não
precisa dizer.
Não precisa dizer
mais nada.
Ainda sou tão
imaturo quanto você.
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Victor Vaanbaske
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Doença
A doença se espalha rápido pelo corpo. Destrói a mente, corrói as células. Você sente ela, você entende ela.
Ela já está
dentro de você.
Essa dor latejante
que não cessa e incomoda a cada instante. Esse ardor na alma, a
falta de respiração que incomoda.
As pernas moles de
tanto andar, cansadas de sofrer com essa doença. Os olhos caídos,
quase fechados.
A fome que quase
não se sente na tontura descontente.
Esse ardor pelo
corpo, a febre que alucina e faz perder os sentidos.
E o cansaço de
estar assim.
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Victor Vaanbaske
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Amor & Sexo
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Seus lábios de mel
tinham um veneno irresistível.
Você era a fogueira e eu a sua fumaça. Eu não sei pedir pra você queimar devagar, mas eu sei muito bem onde as suas chamas devem chegar.
Você era a fogueira e eu a sua fumaça. Eu não sei pedir pra você queimar devagar, mas eu sei muito bem onde as suas chamas devem chegar.
Eu não entendi se
você só queria o meu corpo, ou se queria me matar.
Só que você foi o
mais perto do que cheguei de morrer.
E eu quero essa
sensação de novo. Você está com um tom feroz e ativo, que me
provoca e alucina. Quero entrar nesse seu carro e fugir para a
primeira praia que tiver.
Você foi o que
mais tentou me matar de prazer.
Foi você que me
jogou e me usou como um brinquedo e eu gostei da sensação.
Você me enlouquece
e dá prazeres, quero ser só seu. Quero ser a sua boneca de luxo.
O meu sorriso
contaminado de um beijo adocicado, as minhas músicas tocando refrões
a todo instante.
Venha cá. Vamos
brincar nesse teu jogo sujo.
Alma
Me dê! Me dê esse
néctar doce. Me dê essa alma destruída. Me consuma com seu
capitalismo exacerbado. Me destrua por dentro.
Ao menos um copo
desse, com as pedras de gelo no meio. Para que eu não possa sofrer
com esse veneno descendo pela garganta.
Me dê um copo
desse meio amargo mesmo, ele vai me consumir de fora e me tontear por
dentro. Me dê um pedaço desse doce impregnado com a sua alma.
Por favor, me dê
um pouco do seu veneno. Esse mesmo que escorre dos seus lábios e
avança na alma. Esse copo que você segura, esse pedaço de mau
caminho que está na sua boca.
Me dê, ao menos um
pouco disso que você bebe. Me dê essa sua angústia, me dê essa
tua tristeza.
Esse copo que tem
um pedaço de calma com duas pedras de gelo.
Duas pedras de
coração.
Me mostre esse teu
caos.
Me dê a sua mão,
essa que segura esse teu copo. Me dê um pouco do seu corpo.
Sushi
Eu tentei. Te dei
meu coração. Você deu lá as suas desculpas.
Nem sempre se
encontra um amor tão perto.
Talvez seja melhor
assim, vivemos uma vida de solteiro a dois.
Devolva meu
coração, preciso dele.
Querido, já não
dá mais. Meu corpo feminino e renegado, minha alma que foi destruída
e toda essa dor que você já causou. Eu já não suporto mais isso.
Amor é só
choradeira e horror a vida inteira, a beira da loucura. E a dor, e a
dor, e a dor…
Descansar
terça-feira, 14 de junho de 2016
Eu só quero
dormir. Dormir pra sempre.
Eu quero descansar,
entrelaçar num eterno descanso.
Eu to cansado de ter que ser alguém, to cansado de tudo se
basear em coisas banais. To
cansado de viver.
Só quero encontrar
a minha paz. A gente inventa amor e
dor e nossos prazeres carnais,
mas eu quero ir só.
Quero descansar nessa escuridão sozinho.
Quero descer para o
abismo, esquecer que o mundo existe.
Só quero nunca mais existir.
Eu quero que você
saiba, meu bem, te carrego sempre no meu coração.
Dois goles
Eu tinha tudo o que
sempre quis. Eu tinha amor,
amigos e uma garrafa de vodca.
Eu tinha uma
verdade, eu era dono da razão. Eu rabiscava o meu corpo e alimentava
a minha alma com poesias.
Eu podia ter o que
eu quisesse, bastava um olhar e eu conseguia. O tempo parece uma
bebida forte demais, subiu depressa.
A minha respiração
era boa, eu aguentava qualquer coisa. Eu via tudo se destruindo e me
mantinha em pé.
Eu era meu anjo, eu era meu demônio.
Parece que a poesia
foi se apagando conforme o corpo
foi se lavando e alma morreu de
fome.
Não sei mais quem
sou. Eu me perdi nesse tempo todo.
Eu bebi demais e os
anos passaram muito rápido.
Conhaque
Perdi as nossas
músicas românticas. Bebi demais
naquela noite, escapei do meu
silêncio. Gritei para o mundo, ouvi as verdades e destruí a maldade
que havia em mim…
Perdi as nossas
cartas, nossas almas, perdi as poesias que você me escreveu. Perdi o
rumo da nossa casa, perdi a verdade que você havia me declarado.
… Perdi o nosso
mundo.
Acabei com tudo
isso que sentia e minha maior lembrança de você é um copo de
conhaque sem gelo.
Tudo o que nos
restou foi a desmoralização.
Talvez se eu
tivesse brigado menos, exigido menos… Talvez se eu pudesse
esquecer, se eu pudesse matar esse sentimento de rancor.
Talvez…
O mundo não dá
voltas contrárias, ele não retorna para o ponto de partida.
Eu não pude
esperar você mudar.
A dança
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Diante dos teus
olhos observo uma música. Uma
melodia maravilhosa tocada com apenas
um olhar.
A significativa dos
teus lindos cabelos ao vento e o seu sorriso maravilhoso.
Seus lábios
rosados se transformam numa tentação para a
minha boca, seu olhar
fugaz e revelador demonstra o que eu realmente quero.
O seu corpo,
banhado num doce aroma de rosas, me atrai com tentação. Ele dança
e balança apenas para mim.
As suas dobrinhas e
essas estrias marcando um mapa maravilhoso no qual eu quero descobrir
com a sutileza. Um mapa que desejo amar a todo instante. Esse teu corpo que cobre o meu.
Eu falho em te
conquistar, mas toda essa sua beleza me envolve em um doce balanço
eterno.O vazio
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Parece até mentira
que isso tudo tenha se desfeito da
forma que aconteceu. Mentiras
aleatórias em momentos de dúvidas, uma realidade paralela.
Sinto sua falta de
vez em quando. O frescor do seu perfume e a sua alegria.
Às vezes é
complicado explicar o que realmente nos atrai.
Será que o meu mal é
também o seu?
Ficamos tão
distantes um do outro… Ficamos longe de nós.
Ao menos estávamos
sempre juntos.
Eu preciso
alimentar a minha alma com mais doses de conhaque e umas vodcas para
aquecer o corpo.
Eu fico pensando em
você o dia inteiro, sinto falta do seu cheiro colado em mim.
Sinto muita falta
de você.
Quando podemos
voltar a ficar juntos?
Desculpas
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Desculpe-me
por tudo que já te causei, por toda dor,
por toda a lágrima.
por toda a lágrima.
Agora
eu entendo. Entendo que meu lugar é nas nuvens e você não sabe
voar como eu. Agora eu entendo que vou ter que prosseguir sem você.
Eu
finalmente pude entender que a sua vida agora é com outro. Já não
tem mais lugar para mim. Esse seu mundo já não me pertence mais.
O
sol nasce no leste e no oeste morre depois, o nosso já chegou no
oeste. Eu
sei que meu tempo acabou, sei que você tentou algo e não deu. Eu
ignorei, te feri, fui cruel. Desculpa
por tudo.
Não
vou esquecer o teu sorriso e nem da sua, muito menos da sua cara de
alegria. Eu não vou me esquecer dos seus doces lábios e nem de seu
corpo que sempre me envolveu num doce balanço. Eu
queria esquecer a dor que causamos um ao outro, queria poder apagar
todo esse remorso.
Algum
dia, eu espero, seu coração já não estará mais tão gelado quanto o meu já foi um dia. Não te desejo isso.
Vamos
apenas relembrar aquela nossa música. Ouvir ela várias vezes para
que possamos recordar de todos os nossos momentos juntos.
Vamos
relembrar a nossa Oração.
Postado por
Victor Vaanbaske
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