Teoria do caos
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Deste
lado estou eu e aquele era você. Separados, eu acho, destruídos por conta de um
romance.
O que aconteceu?
O meu mundo desabou em prantos, desorganizou
os pensamentos. O meu universo se corroeu e estou morto, eu caí em lamentações
árduas e sem sentidos.
Nada mais é tão importante quanto era...
Estou desistindo da vida e o meu testamento nem
foi escrito.
Lembranças e momentos não podem ser revividos,
apenas pensados e lembrados.
Sensações e emoções não voltam no tempo e foi
esse o meu erro: querer voltar no tempo.
Se desse, voltaria no tempo a pé e buscaria pelos
girassóis azuis aos quais você me mandou.
Pegaria todos os ingredientes e com eles
formaria uma bela poção, mas não existe magia no lugar em que vivo.
Procurei em todos os lugares enquanto
caminhava sem rumo, bebendo meu café e ingerindo bolachas de água e sal.
Um pouco de vinho para transparecer as coisas,
me deixar vermelho e alegrar minha alma, esquentar o corpo e fazer-me dançar.
Rodopiar em busca do que é belo e vulgar.
Rodopiar em volta do mundo...
Acordei nos teus abraços te mostrando todos os
sonhos cristalinos que eu tive. Sonhos de cristal... Sonhos que se quebrariam
em segundos, até mesmo momentos, sonhos que você deveria ter tido.
Então, por favor, me dê um ou dois copos de
veneno.
Suplico-lhe, faça meu coração se entorpecer de
tantas drogas.
Me acorde no mais inesperado momento e diga-me
que foi tudo um sonho qualquer que eu tive enquanto morria desgastado pela dor
e insanidade que você pôde me proporcionar.
Um caos ou dois, de que mais importa?
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Victor Vaanbaske
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Mentiras póstumas
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Um dia
estávamos sentados em qualquer beco, em qualquer lugar. Fugindo de toda essa
realidade dura e fria. Queríamos apenas fugir para o nosso mundo...
Eu me perdi dentro de mim, encontrei meus
pensamentos vagos e mergulhei na minha funda e sombria mente. Não me encontrei.
Aquele beco escuro estava dando medo em qualquer um, mas a minha reflexão
jamais me deixaria abandonar meu corpo daquele jeito.
E com um sorriso você me deixou... Ali,
sozinho. Achou que eu estava bêbado demais para poder levantar, eu só estava
sério demais. Quieto demais... Eu só estava sendo eu demais.
Ofereceram-me uma droga qualquer e disseram
que eu poderia ocupar meu tempo usando-a e pagando por um preço barato...
Respondi qualquer coisa e fui ao encontro
daquele entorpecente. Deitado tranqüilo dentro de casa... Eu pude usar aquela
droga.
O meu coração acelerado por ter te perdido em
meio a tantas coisas ruins... O meu universo parado por instantes seguintes de
que eu jamais imaginaria que fosse acontecer.
Eu só quero fugir pra qualquer lugar hoje.
Fugir pra qualquer, beber qualquer coisa. Perder a mente e esvaziar o coração.
O coração... O meu coração que foi ferido tão
brutalmente que eu jamais imaginei que isso fosse acontecer.
O que você me disse? Piadas sem sentido,
conversas aleatórias e um pouco de sentimento vazio entre os dois... Um adeus
permanente dentro de mim. Um “oi” falso passando por sua boca.
Não tivemos um relacionamento. Foi uma farsa
aquilo...
Ansiedade
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Bate
no peito aquela saudade, aquela vontade...
Precisa apenas de uma parte da tua respiração,
precisa apenas de você ao meu lado.
A ansiedade que em mim fica é tão grande e tão
dolorosa que você nem percebe.
Não é aquela ansiedade passageira, é uma
verdadeira. Ela é real, tão real como você.
Se eu pudesse ficar somente ao teu lado nem
que fosse por apenas um dia. Se eu pudesse sentir o que você sente, sentir a
tua boca junto a minha, a tua preocupação batendo no peito e o teu abraço
quentinho... Fazendo questão de me apertar só pra me esquentar.
Se eu pudesse sentir o teu beijo, fica sempre
aquela vontade... A vontade que é provocada pela ansiedade.
E nesse frio de inverno e nesse tempo que me
deixa triste...
Tua distância, se eu sentisse, poderia mudar,
mas não vou.
Será que você sente a mesma ansiedade?
Perto da noite, longe de mim e meus
pensamentos vagam para o teu encontro.
Nossa história não mudou... Por onde você
estará andando? Por que não te tenho tão perto?
E tanto eu tenho pra dizer, se eu só pudesse te
olhar.
Queria tanto você ao meu lado em uma cama quente, em nossa cama...
Queria tanto você ao meu lado em uma cama quente, em nossa cama...
Quero poder te chamar apenas de meu, quero te
beijar o ano inteiro...
Quero só você.
Agonia
terça-feira, 9 de outubro de 2012
É mais
um daqueles estranhos momentos em que você sente como se tivesse perdido tudo,
mas logo se lembra que o nada e o vazio existencial eram o seu “tudo”.
Não é nada realmente nada normal perder nada.
Não se há nada para perder...
Mas é dentro do nada que encontramos todos os
sentimentos, é nesse vazio que realmente existe que encontramos nossos
verdadeiros valores. Mas que valores?
Sair de casa no meio da madrugada apenas para
pensar, olhar e observar toda a escuridão ao redor... Escuridão maldita.
É dentro da escuridão que podemos ver quem
somos mesmo. Quem sou?
Às vezes me sinto totalmente perdido dentro de
mim... Perdido nesse nevoeiro totalmente oculto... Um nevoeiro na escuridão.
Apenas queria sobreviver a algo que nem vá
existir, queria apenas sobreviver dentro de mim...
Pois é... Sou um forasteiro dentro de mim, nem
me conheço.
Perdi os sentimentos de alguém verdadeiro,
estraguei o mundo ao meu redor...
Sou um forasteiro perdido nesse labirinto de
sentimentos... Perdido e arrependido.
Pergunto-me sempre “por onde eu estou andando?”
Mas no fim a resposta é sempre a mesma: “não sei...”
Nessa noite fria estamos um distante do
outro... Perdi-me dentro de mim e essa maldita história nunca tem fim...
A história em que ambos se machucam até a
morte... Machucam-se sem misericórdia e sem arrependimento...
Minha morte será a tua salvação...
Logo eu daria meu futuro para você sobreviver?
Daria minha vida para que a sua continuasse?
Questionamentos
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Voando, caindo, destruindo. Às vezes penso em você.
Chorando por dentro, seriamente frio por fora
e apenas ouvindo canções aleatórias enquanto sussurram em meus ouvidos o motivo
de toda essa existência.
Apenas sozinho com um monte de gente, apenas
voando dentro de meus pensamentos.
O açúcar passa por todo o meu corpo enquanto
questiono-me o motivo disso tudo acontecer.
Qual a minha missão?
Por que as vozes ecoam em minha mente?
Cadê o mundo em que eu aprendi a viver?
Onde você está nesse momento?
Para onde voamos quando vamos nessa infinidade
de seres?
Aquele campo em que dormíamos desapareceu e eu
apenas voei para outro lugar.
Qualquer lugar perdido, esquecido.
Suas rezas já não me atingem, sua vida já não
faz tanto sentido quanto eu esperava.
Já não ando pelo mesmo lugar, nada era como eu
imaginava.
Sorrisos falsos.
Natureza morta.
Suicídio Mental
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Seu
cabelo está bagunçado, seus óculos estão sujos.
Nem está prestando atenção na aula, o seu
mundo está abstrato. As pessoas estão entediadas enquanto o mundo está
acabando.
Seus pensamentos viajam para outro universo,
pensa em algum jeito de se matar.
O veneno está em sua bolsa, ele quer tomar,
passará por sua garganta e o gosto amargo envolverá o teu corpo.
Começa a vomitar sangue, não há ninguém na
sala, escreve um simples “adeus” com o sangue na lousa.
Senta-se no chão, ainda vomitando, seu sangue
se espalha por toda a sua roupa preta, ele fica sujo. Os fones estão em seus
ouvidos, uma música triste está tocando, seus órgãos são destruídos.
Não chegou nem há vinte minutos e a dor já
está inimaginável, ninguém chega, foi o que ele planejou.
Quando alguém finalmente entra na sala, este
alguém grita.
O local está todo ensangüentado e ninguém
reparou em um texto de despedida que ele escreveu.
Neste texto foi depositado todo o seu tédio e
agonia.
Ele cavou seu próprio buraco.
Pensamentos e anseios
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Enquanto o mundo cai, a noite acontece.
O tempo voa em uma velocidade surpreendente e
o universo se desfaz.
Enquanto Deus está almoçando em seu paraíso,
os humanos estão rezando por alguma coisa.
O dinheiro cai do céu e as pessoas se matam, a
chuva já não molha e todos se conformam.
Não há água e a ilusão é apenas verdadeira o
suficiente para não se pensar nela.
As lágrimas destroem o rosto de uma criança, a
fome já não é ignorada.
Lúcifer vem para o mundo, mas já não precisa
fazer nada. Tudo se reconstrói em pequenos espelhos e as imagens se tornam
distorcidas.
É o nosso sangue que está regando as flores do
cemitério e ninguém mais se preocupa com a alegria.
A paz não é encontrada porque a dor deixou de
existir, o mundo se torna paralelo e essa dimensão é apenas existente.
Todos estão correndo atrás de seus sonhos, mas
na verdade eles nem existem. Não existe mais beleza nas coisas lindas, não
existe mais verdade para a falsidade.
Não existem mais humanos.
Estou cavando um buraco
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Fui diretamente ao centro de
cada golfinho assassinado e me desfiz em cinco toneladas de atum. Girei a terra sobre um eixo tresloucado que desprovia-me de
luxo de odiar todo esse amor. Uma raiva que cuspi se tornou
um turbilhão e pressenti haver mais lixo que jamais pude prever. Me senti o pior do egoístas por não ter nenhuma pista sobre o
quanto está distante o elefante na tevê Eu cavei , eu sei, todos nós cavamos. Encontrei um velho amigo. Ele me contou tudo que
aconteceu na dele e eu disse: ‘eu estou cavando um buraco’. E ele disse: ‘eu sei, todos nós estamos’. Encontrei um presidente de um país pobre numa reunião sobre a
utilização de recursos públicos para construção de um viaduto que ligaria dois
bairros e permitiria a passagem mais ligeira de veículos Automotores e eu
disse: ‘eu estou cavando um buraco’ Ele disse: ‘eu sei, todos nós estamos’. Encontrei todos os meus ex-namorados sentados no mesmo bar bebericando uma bebida barata babando de babaca. E eu me sentei e disse: ‘eu
estou cavando um buraco’ Eles disseram: ‘eu sei, todos nós estamos’. No momento em que toda a vida foi sugada de mim e eu senti um
vazio, no fundo do poço. Apelei para um canção para um
senso mínimo de uma estrutura válida na minha vida e cantei. Eu cavei, eu sei, todos nós
cavamos. Fui diretamente ao centro de cada dona-de-casa espancada e me
desfiz em cinco galões de lágrimas contidas. Girei a terra sobre um eixo
tresloucado onde era aceitável o luxo de ter medo da minha vida. Uma crença que desfiz se
tornou um redemoinho e engoliu qualquer chance de ver a mim mesmo por inteiro. Me senti o pior dos egoístas por não ter nenhuma pista sobre
o quanto está distante o elefante no banheiro. Eu cavei, eu sei, todos nós
cavamos. Não vá dizer que essa é sua última chance, não é, nunca é, por algum motivo. O mesmo motivo que me leva a
você. Que me leva a querer. Que me leva a nunca saber o
motivo.
Música de: Estou Cavando um Buraco
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Victor Vaanbaske
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Conversas paralelas
sábado, 25 de agosto de 2012
Os
dois estavam sentados em um trilho de trem. Ela, uma garota normal. Ele, um
garoto qualquer.
- Eu queria
ter uma bicicleta. – Disse a garota, que se chamava Marrie.
- Por que
ter algo tão simples se pode ter o mundo? – Disse o garoto, que se chamava
Argus.
- Porque uma
bicicleta me levaria até você...
- Não há motivos
para vir até mim.
- Vem morar
comigo?
- Aonde?
- Aqui no
meu coração. – E então ele levantou. Saiu. Sem rumo, andou por vários dias.
Chorando, sem nem ao menos tentar entender.
- Tão
fanático pelo amor que se esqueceu que ainda tinha alguém que lembrava
dele... – Dizia Marrie, observando as
flores.
- Tão
amorosa que se esqueceu que eu só queria ela... – Ele respondia em pensamentos
altos, respondia para o ar.
Aniversário
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Olhos fechados, um leve sorriso. Careca, recém-nascido
naquele mundo. Lindo, gordinho, saudável.
Menos alguns anos de vida...
Já tinha crescido com cabelos loiros, olhos
tão escuros que detalhavam a sombra da morte. Alegre, simpático, não parava
quieto.
Menos alguns anos de vida...
Seus cabelos ficaram escuros. Sua visão já
começava embaçar um pouco. Meio gordinho, gostava de fazer piadas, muito
mais quieto que antes, já não era agitado.
Menos alguns anos de vida...
Começou a escrever com sete anos. Não parava
mais, adorava. Gostava de escrever sobre seres místicos, magia, tudo que se
podia imaginar.
Menos alguns anos de vida...
Deitava na chuva, caía na risada. Na sétima
série escrevia sobre mistérios. Gostava de rodar.
Menos alguns de vida...
Emagreceu muito. Parou de escrever. Observava
o tempo, cantava e dançava. Foi quando começou as aulas de balé. Logo mais
tarde começou com ginástica rítmica e street dance.
Menos alguns de vida...
Já ficava parado, gostava de ver as pessoas
correndo. O mundo era grande, os estudos também eram gigantescos. Repetiu a escola duas
vezes, cursando o segundo ano do ensino médio com dezoito.
Mais alguns de vida...
Voltou a ser uma criança.
Distante
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Dessa
vez eu não estava deitado, estava sentado na frente de um computador. Te
encontrei, nos encontramos, nos conhecemos
Foi tudo tão simples e uma garrafa de vinho
mudou tudo. Um vinho barato, qualquer um servia.
Dessa vez eu estou com o cigarro nas mãos,
ouvindo uma música que me lembra você. Queria te ver.
Nós somos de outros mundos, conhecemos outras
realidades, opiniões diferentes.
Nem nos vemos direito... Quem somos?
Te procurei nos meus sonhos, me questionei e
não te achei. As respostas nada me valiam.
Da outra vez estávamos juntos de novo, dentro
de um cinema. Acordei desse sonho, me vi junto a ti. Te encontrei finalmente,
não acha? Decidimos manter.
Da outra vez os dois estavam fumando, surreal
pra mim, não sabia que você também era assim. Demais pra pensar, demais pra
entender. E lá vai mais vinho... Mais uma vez bebendo junto a ti, entendendo e
compreendendo quem era você. Conversando com os amigos. E quando você se foi,
chorei um pouco, não queria te largar, não queria te deixar.
Um sorriso ou dois, os encontros começaram
mais freqüentes. Claro, com mais bebidas. Sempre os dois juntos, fumando aquele
cigarro negro de canela e da ultima vez foi o cigarro de menta. O meu favorito.
E pela ultima vez estamos aqui, eu na frente
do computador e você no celular. Conversando apenas, eu com o meu cigarro e
você com o seu trabalho. Ambos distantes, ambos juntos.
O que aconteceu dessa vez para os encontros
não se tornarem freqüentes?
Por que sumimos?
Aonde fomos?
Cadê você?
Solidão
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Devastado
em algum lugar, caído, morto, vivendo sem rumo e aguardando o momento certo
para ser levado pela morte.
O que me
resta esperar?
Em um deserto qualquer me perco em
pensamentos, anseio pela morte, procuro em algum momento alguém para me ajudar.
Estou sozinho. Cadê os meus amigos?
Percebi hoje que no dia de minha morte não
havia ninguém para chorar, não havia ninguém para me salvar.
A morte demora a me buscar, ela quer ver meu
sofrimento. Cadê minha família? Alguém morreria para me salvar? Alguém ao menos
se importaria com o jeito que morri?
Relembro de cada lembrança, reparo nos
pequenos detalhes desse flashback que estou tendo.
Sinto meu corpo formigando, adormecendo, acho
que a morte finalmente chegou. Parece que tem alguém me puxando, para onde meu
espírito vai? Fecho os olhos e adormeço, não quero ver o rosto dela...
Acordo em um lugar todo branco... Espere!
Alguém me salvou?
Fico feliz pela morte não ter me abandonado,
fico triste por ter morrido sozinho...
Um rei e o zé
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Andando
calmamente pela rua encontro com um rei. Aqueles reis que vemos no dia a dia.
Um rei normal. Ele me disse que quem deixa ir tem pra sempre... Então ele me
deixou ir. Deixou-me sozinho. “A pressa esconde o que já é evidente”, dizia o
rei, mas não vi nada! Apenas observando um vazio, procurando as respostas para
as perguntas, procurando soluções para os problemas... Nem sempre devemos andar
assim tão Zé, tão normal.
O rei me mostrou o caminho certo, me
aconselhou seguir pelo errado e me disse que eu devia seguir apenas o caminho
que eu queria. Qual seria esse caminho? Será que eu poderia ser forte o
suficiente para agüentar todas as consequências?
O que foi que me fez assim tão Zé? Eu juro que
não é drama, mas eu queria ter outra filosofia, pois não nasci para conversar
com o rei. Às vezes eu queria sumir... Sumir e viajar para dentro do meu
universo, criar uma realidade diferente.
Continuei sem ver nada. O rei não me disse o
que seria aquilo de diferente que eu devia procurar. Ele apenas me disse com
suas sábias palavras que só se tornou rei por pensar assim tão diferente.
Não vi nada...
E foi aqui do meu lado que eu encontrei o que
me fazia tão diferente. Eu vi você.
Inspirado na música Um Zé e o rei, Apanhador Só:
Postado por
Victor Vaanbaske
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O nada
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Quem é
o nada? Por que nada existe? Cadê o nada? Onde está tudo?
E eu ouço as
leves palavras do nada, o além me faz diferente, eu escuto as vozes que gritam
para o nada e nada me vem à cabeça.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá, nada descobrirá.
Quem sou eu?
Eu sou nada... Sou tudo, eu sou deus, eu sou a minha sobrevivência, eu sou
nada.
Enquanto
viajo nesse sistema, enquanto observo, eu estorvo a mente. Olhe diretamente
para os meus olhos, sinta o ar viajando pelo sistema do nosso planeta, sinta as
vontades... Apenas observe parado, monstruosamente obcecado por alguém. Um
alguém qualquer. Um nada.
Por que nada
existe? Porque se fosse existir o nada seria eu, no entanto eu sou o nada.
Então, o nada existe, atribuindo a mim aspectos do nada. Eu sou um nada, eu sou
o nada. Eu sou o melhor nada de todos.
Às vezes
enquanto fico correndo na rua, vejo a chuva cair, dançando alegremente com
todos os movimentos, olhando o universo enquanto nada gira ao meu redor.
Eu corri do
nada. Eu corri de você.
Cadê o nada?
O nada não está... O nada não consiste. Em nada se pode tocar, nada se pode
alcançar.
Onde está
tudo? Tudo não está... Tudo envolve... Tudo vive. O nada está em tudo, o tudo
está no nada.
Observe o
nada e nada verá, nada saberá e nada descobrirá. No entanto, reflita no nada. E
tudo irá descobrir, sem nada apenas.
Vazio
terça-feira, 3 de julho de 2012
O
mundo passa repleto de coisas diferentes. O universo conspira contra todos. As
ruas ficam cheias de lágrimas. O pássaro observa.
Sozinho, num
quarto escuro. Uma música suave, uma luz no fim do túnel.
Às vezes dá
vontade de te procurar, saber como você está. Às vezes dá vontade de querer
jogar todas as lembranças fora, mas fazer o que?
Seria legal
ter notícias suas, te ver de novo, saber um pouco sobre como você está... Acho
que eu me sentiria menos culpado, entende?
Mesmo que
você queira alguém pra amar, desculpa, hoje não vou estar. Não vai dar... Eu
aprendi a te ver apenas como uma pessoa, mais um que passou.
Estou calmo,
ainda.
Estou
tomando remédios por sua causa, isso está me fazendo ver o mundo melhor.
Deu vontade
de falar: “Fica um pouco mais, por que sair? Ainda lembra-se de tudo? Que
bom...” Não te impedi de sair, não te obriguei a entrar... Custava não me
machucar tanto?
Quando sou
eu quem me machuco, eu sei dos limites, sei até onde vou agüentar, mas quando
são outras pessoas que machucam... A ferida entra da pior maneira, permanece
ali, não seca, fica ao Sol, ardendo.
Ainda estou
bem...
E de novo
estou sem sentimentos, obrigado.
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