Descansar
Dois goles
Conhaque
A dança
O vazio
Desculpas
por toda a lágrima.
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Victor Vaanbaske
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Recomeço
E aqui eu de novo. Pensando em você.
Não quero algo bem triste, sabe? Já cansei de tristezas nessa vida e nas outras. Mas não quero ficar sem você também.
Me lembro de todos os nossos maravilhosos momentos juntos, os horríveis também.
Foi insignificante pra você?
Pra mim não foi, nunca foi.
Então, talvez, eu precise provar pra você. E esta é uma das provas.
A partir de hoje, irei descrever cada uma das situações que se passa na minha cabeça... E, veja só, são muitas.
Quando nos conhecemos foi tão chato e casual que eu nem quero citar, mas quando começamos a realmente namorar foi algo mais impactante. Foi um começo normal, na minha opinião.
Dentro do cinema, debaixo das cobertas, coisas maravilhosas.
Você foi algo tão especial em minha vida que eu só comecei a perceber isso agora. Por que só agora? Porque agora eu te perdi. Eu sei que perdi e assumo a minha derrota.
Queria te ver de novo... Queria te ver mais vezes.
Tá difícil começar de verdade.
Soledad
Talvez não seja tão fácil quanto se imagina, nem tão difícil quanto pareça. Mas os sonhos vão morrer um dia, pode ter certeza. Ilusões e fingimentos, uma gota de chá caída numa folha qualquer, manchou a nossa página.
E eu fechei a porta, desfiz tudo isso. Te tratei da pior maneira pra você entender que não tá nada bem, nunca esteve. Isso tudo foi uma mera ilusão, continua sendo. Não adianta mais fingir. Sozinho na escuridão eu vi os meus vultos, vi os meus medos. Eles não são tão perigosos quanto se imagina. Na verdade só vi outro homem, outro além de mim.
Eu acho que devemos concordar em nos distanciar, por uns meses talvez. Talvez é assim que deva ser. É uma estrada a ser seguida separadamente, com uma música triste no fim.
Os tapetes estão vermelhos de sangue. Um sangue que foi rastejado até ali, um animal morto, meus pensamentos, dói tanto isso tudo.
E o nosso caos tornou-se totalmente delirante. Foi uma mera invenção tentar unir o meu caos junto ao seu. É normal não aguentar, o meu é mais pesado. É um caos de verdade, o seu é só uma mera baguncinha. Não há mais do que clamar, não há mais nenhuma outra vida.
Sussurro
Um dia qualquer, uma manchá de café derramado numa camisa. Algumas das nossas memórias nunca se vão embora... Eu sei, todos decidimos coisas ruins e a pior que eu pude escolher foi não querer continuar.
Você me chamou de "lindo", eu acreditei nas suas palavras. Minhas mãos encostavam nas suas, eram um encaixe perfeito. De vez em quando eu penso no nosso futuro.
E numa outra noite, eu sussurrei seu nome para outro nome. Ele ignorou, virou de lado e dormiu. Está ficando difícil, mas sei que vou esquecer. Você levou a minha paz, foi um caminho a ser escolhido, eu sei. Todos temos que esperar nas nossas estradas o caminho certo aparecer.
E eu nunca esperaria me tornar mais um dos seus, mais uma canção qualquer, mais um esquecido. Cadê a saudade que você disse que sentia?
E de vez em quando eu penso em rastejar até você, mas desisto. Desisto de ter você, desisto de permanecer assim... Com essa música triste me torturando em cada momento.
Dói tanto...
Fuga nº1
Todas aquelas vontades, todos aqueles desejos. A última lágrima que escorre é também a primeira que se derrama. De um caos perturbado, sim, dessa vez tão distante.
Observo a esquina toda cada, cada vez que ouço o barulho dos carros, observo a sua distância fugir de mim. Mas você prometeu... Você fugiu e em cada gota que cai dentro da minha garganta é uma tristeza, uma lembrança, um tudo de mim que se escorre e vai, vai pra longe. Só se vai... Junto a promessas, junto ao mundo. Todos nós já fomos.
Nossas vontades são semelhantes, te entendo quase que perfeitamente, te compreendo e olha, faz tempo que isso não acontece. O nosso mundo foge, o nosso olhar transparece qualquer sentimento ilegal, qualquer coisa que se vá.
E o trem... Aquele trem que passou, aquele nosso mundo que viaja junto, aquela nossa vontade de ir, de rir, de sair, de fugir. Fugir pra outra cidade.
E foi assim que tudo começou, é desse jeito que tá acabando. Fugindo. Fugindo um do outro, fugindo das promessas.
Contratempos mordernos
Em meios a tantos contratempos modernos, sensatos e clássicos que eu já nem me pego mais pensando em nada.
E então cheguei a ouvir uma música que me deixou tão abismado com tudo e com todos que me fez querer ouvi-la repetidas vezes...
E este som que me deixa num vazio eterno...
E então, ela fala de amor. O meu amor por tudo.
Quando eu te conheci, só via a sua beleza que radiava tudo. O meu poema e minhas distintas almas gritavam para ter você. Era você tudo o que eu queria.
Tua beleza era tão forte e radiante que queimava todos os corações. E apenas com um olhar me deixou apaixonado e por tantas as vezes que ficamos foi tudo muito repetido.
E o encanto se quebrou e eu desisti.
E agora é que o meu coração aprendeu a bater por outros. E os meus poemas já tinham uma outra classe e um outro tom.
E era você o moço certo que eu queria. Um homem com o seu corpo, tão digno de alta postura e tudo mais. Era rico em conhecimento e aprendeu a me deixar só... E eu fugi como qualquer outro fugiria.
E em meios a tantos ensinamentos, não soube cantarolar qualquer música para os meus ouvidos.
E então, meu coração se assombrou. Ficou no vazio. E nada das flechas do amor vir me atingir.
E nem é por desmerecer ninguém, nem dizer que a fila anda.
Mas é que agora chegou a vez da menina mais linda que eu já vi. Tão carinhosa e tão envolvente, com seu jeito meigo e simples. E suas manias irritantes que me fazem ficar preso a você até o amanhecer.
Enquanto que a noite nos envolvem num eterno laço...
E sou apenas seu amigo.
Com esses olhares estranhos que te faço e que te quero todas as vezes, a vontade de te beijar a cada noite que nos vemos.
Me apaixonei por todos os meninos que eu podia, mas você foi a única mulher que me conquistou assim.
(Baseado na música de Lucas Santtana)
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Victor Vaanbaske
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Marcadores: Música
Em Março, em Maio.
A chuva molha o meu rosto e transforma esse momento. Ainda sinto o seu gosto, tão leve e doce como o vento.
Não entendi nem um instante, o que passou foi tão bonito e eu sei que não durou o bastante, eu admito. Mas faz tanto tempo que te quero, faz tanto tempo e tão de perto eu quero uma chance pra mostrar que esse romance vai dar certo.
Faz tanto tempo que eu te quero, faz tanto tempo e do seu lado eu quero uma chance pra dizer que não importa o futuro e o passado.
Somos nós dois agora, dentro do carro ou de mãos dadas lá fora, somos nós dois agora equilibrando nossas diferenças. Somos nós dois...
Não diz que vai continuar a fingir assim, você destrói todo o mal que há em mim, o seu olhar faz questão de contar o que você ainda não conseguiu.
E se não te ver não for o bastante? Se nem ao menos um instante eu consiga esquecer? Talvez eu nem queira.
Se for pra ser bem mais que isso, se os nossos corpos sem juízo só cumpriram com o que deveria ser. Só eu e você.
Talvez, a gente não deveria se encontrar, mas a vida tratou de mudar tudo aquilo que a gente planejou. Talvez, em outra vida, tenha dado errado e o nosso medo vem lá do passado, mas o presente está aí pra mudar. Só eu e você.
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Victor Vaanbaske
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Marcadores: Música
Navio
Não consigo viver afogado nesse mundo. Não consigo te imaginar com aquele outro lá, não consigo querer e não poder.
Eu que sou um caos iluminado, uma ditadura sem regras e sem moralidade. Eu to me perdendo em você...
Seu corpo e seu abraço, os mais quentes, acordado ou dormindo eu quero estar sempre do seu lado. E direto eu me pego rindo daquelas suas brincadeiras e nessa merda de vida eu já não aguento mais ficar sem você.
O meu coração desacelera o metabolismo de não mais querer viver, o meu coração parte em sua direção.
E eu me perco em seus beijos, em seus abraços, eu me perco em pensamentos vazios e sem fundamentos.
E nesse navio, navegando em qualquer maré, navegando sem rumo.
Eu busco meu tesouro, eu busco você em meus braços. Seus olhos castanhos que brilham ao ver as almas algemadas num mundo distinto, eu quero só você aqui! Não me interessa aqueles outros conhecidos, não me interessa o quanto eles são bonitos e você não.
Meu mundo resplandece em tudo o que eu mais desejo, meus sonos já se vão junto da minha fome e minha vontade de viver. Eu já me perdi, já não tenho mais um caos desornado balançando na minha cabeça, eu já não tenho mais aquela desilusão.
Eu só tenho a ilusão de querer te beijar.
É um mundo diferente agora
Talvez não mais distante do quanto eu imaginava. Talvez não muito longe do que eu queria.
Eu queria você, mas não posso né?
Eu queria estar com você, em todos os momentos, lado a lado, morrendo ou vivendo, estando ou não, eu só queria você!
É difícil isso?
Sim, eu consigo te amar. E eu já to cansado disso tudo. Já to cansado de querer, querer, querer e não poder. To cansado de te ver com todos, menos comigo.
E toda noite que eu deito pra dormir, eu não consigo. Eu quero, sim, quero muito, mas o sono me foge todas as noites.
E eu perco todo esse pacto imaginário, toda essa fonte de criação. E direto eu me pego rindo de tudo e todos os momentos que tivemos.
E nessa existência chata pra caralho, eu te amo, o meu coração acelera ao te ver e eu só quero um abraço seu. Mesmo que o abraço dure por horas.
E você sempre foi o meu amor... E eu perco a sanidade quando estou ao seu lado, só quero te fazer feliz e nada mais.
E eu to num filme, um filme sem nenhum roteiro, sem nenhum diretor. Um filme que só eu sou capaz de terminar, de começar.
E no qual você é todo o meu amor, aquele tipo de pessoa que ignora e que quer, mas é impedido por qualquer motivo.
Eu to sem direção, eu to andando sem saber pra onde ir.
EU TO PERDIDO, eu to sem você, ajude-me.
E toda essa existência chata pra caralho, é um saco de se aguentar. Eu te quero, eu preciso de você a cada momento.
Como irei viver a partir de hoje?
Lembranças
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein.
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar...
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...













