Talvez não mais distante do quanto eu imaginava. Talvez não muito longe do que eu queria.
Eu queria você, mas não posso né?
Eu queria estar com você, em todos os momentos, lado a lado, morrendo ou vivendo, estando ou não, eu só queria você!
É difícil isso?
Sim, eu consigo te amar. E eu já to cansado disso tudo. Já to cansado de querer, querer, querer e não poder. To cansado de te ver com todos, menos comigo.
E toda noite que eu deito pra dormir, eu não consigo. Eu quero, sim, quero muito, mas o sono me foge todas as noites.
E eu perco todo esse pacto imaginário, toda essa fonte de criação. E direto eu me pego rindo de tudo e todos os momentos que tivemos.
E nessa existência chata pra caralho, eu te amo, o meu coração acelera ao te ver e eu só quero um abraço seu. Mesmo que o abraço dure por horas.
E você sempre foi o meu amor... E eu perco a sanidade quando estou ao seu lado, só quero te fazer feliz e nada mais.
E eu to num filme, um filme sem nenhum roteiro, sem nenhum diretor. Um filme que só eu sou capaz de terminar, de começar.
E no qual você é todo o meu amor, aquele tipo de pessoa que ignora e que quer, mas é impedido por qualquer motivo.
Eu to sem direção, eu to andando sem saber pra onde ir.
EU TO PERDIDO, eu to sem você, ajude-me.
E toda essa existência chata pra caralho, é um saco de se aguentar. Eu te quero, eu preciso de você a cada momento.
Como irei viver a partir de hoje?
É um mundo diferente agora
sexta-feira, 28 de março de 2014
Lembranças
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Talvez só tenha sido um pouco de mim sem mim e
com mais você. Talvez tenha sido só uma felicidade, aquela lá que dói de vez em
quando, mas que me faz rir.
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein.
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar...
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...
Talvez fosse o mundo que só queria me mostrar tudo... Ou o meu tudo fosse você. Ou não, ou talvez, ou sei lá, mas não sei.
Talvez nada fosse tão complicado e que dessa vez eu me perdi em mim e me achei nos seus braços, deitado numa cama xadrezinha de casal que vira um sofá. Os dois ali. Sozinhos.
Eu estava com a cabeça deitada no seu braço, te abraçando firme e quase chorando...
Não foi um erro, muito menos um acerto. Foi o meu “talvez”, foi o nosso “sei lá” e o seu “não sei”.
Foi tudo um caos junto, mas foi o nosso caos juntinho e foi legal hein.
Quero ter mais caos com você.
E tudo isso fica passando na minha cabeça feito um gravador que nunca para... E tudo isso fica ali, zanzando em tudo que eu penso, mas no que eu penso?
Teoria de probabilidade? Colonização do Brasil? Só queria te ajudar...
E os seus olhos? E aquela boca linda que só você possui?
Foram tantas perguntas, mas nunca teve um meu e um seu, era sempre o nosso...
Nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, nosso primeiro amor (?).
E toda vez eu me esqueço das horas, esqueço dos compromissos e simplesmente falo que quero te ver. O mundo demora pra girar...
E nos beijamos de novo... Com ou sem romantismo? Debaixo da garoa, na grama, debaixo da chuva, debaixo da árvore, debaixo das cobertas...
O mundo já não me afeta e isso me deprime, é isso que me deprime. Me deprime não conseguir mais sentir o ódio e a raiva que eu sentia do mundo e da sociedade... Porque meu mundo é você, não há por que ter ódio de você.
“E eu me pergunto: O que é que eu sou? Mas eu não sou mesmo nada. E eu me pergunto: O que é que eu fiz? Mas eu não fiz mesmo nada. E eu penso tanto em desistir, mas afinal, eu não ganho nada...”
Seus cabelos não são enroladinhos, mas você é meu moreno. Mas se a gente tá juntinho, quentinho, a gente tá bem... Relaxa, sem problemas.
E dessa vez meu coração se acalmou, meu misto de sentimentos e tudo isso que eu sentia antes sumiu! Não consigo mais escrever coisas melancólicas ou raivosas ou depressivas, só consigo escrever sobre nós.
Olha só, moreno. Vê se olha com jeitinho pro nosso “gostar”...
Cartas Distantes
E um
dia eu cheguei a sonhar... Sonhei com nós, juntinhos, lado a lado. Pertinhos um
do outro.
E um dia eu cheguei a chorar... Chorei com
todos os prantos e desânimos que se pode chorar.
E depois de
provar do dissabor de já não ser mais rei, de já não ser mais seu... Depois de
perder tudo o que eu tinha, o seu paladar, o seu cheiro junto ao meu...
E tudo que era tão sólido e tão fofo e tão
meigo se quebrou. As gavetas de cristais e as prateleiras de bibelôs.
O mundo se foi junto do meu pecado e meus
anjos já se caíram.
E que história
é essa de vingança? Explique-se, homem. Desde quando nascemos pra isso? Desde
quando aprendemos TUDO o que aprendemos pra nos revidar e nos vingar de
pessoas? Cadê o nosso laboratório? Cadê o nosso mundo? Cadê os nossos sonhos?
Onde estão nossos planos? Onde guardou tudo?
Talvez você tenha se esquecido de tudo e de
mim... Talvez tenhamos todos virados suas peças de xadrez que você brinca de
vez em quando...
O mundo se quebrou, o nosso laboratório
fechou... Mas eu to aqui ainda. Sem rumo e sem destino, não estou perdido,
estou achado. Mais achado do que nunca e não vou deixar vossa senhoria ferir
outros da mesma maneira.
Cadê nossos ideais? Você parou de lutar por
tudo? Desistiu mesmo?
Claro que
deve haver dados concretos, teoremas, aromas, enzimas e mais por aí... Mas o
que você quer?- Eu te pergunto. Penso que pra começar já está bom demais!
Não é mais uma escrita romântica, não é mais
nenhuma indireta... É totalmente direto e, por favor, responda quando puder.
Assinado: Eu.
Antes que chegue ao fim
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Que eu já nem sei como começar. Ou recomeçar. Ou tentar de
novo, mas não sei.
Foi muito fácil começar tudo isso, mas muito difícil de chegar até aqui, entende?
Já não é mais gostar... Não é mesmo! É algo além de gostar, eu sei disso porque sou eu quem está sentindo.
Eu gosto de miojo, mas de você... É além... Muito além. Talvez fosse exatamente o que eu não esperava, talvez pela surpresa de conhecer alguém tão legal assim... Alguém que me entendesse e que está passando por coisas semelhantes a que eu já passei.
E eu quero cada vez mais isso... Esse vício que me alimenta e me consome. Essa coisa de não definir, essa dualidade de te querer e não poder tocar.
Tenho medo de dizer as coisas cedo demais, ou tarde demais ou no meio demais ou tudo numa coisa demais e te assustar. Talvez você nunca tenha sentido algo assim. Meu medo é você não entender...
Não é um GOSTAR DEMAIS. Eu Gosto Demais de gatos, tenho seis e durmo com eles também e tenho paciência com todos. É além disso...
Algo superior aos sentimentos que eu já tive e uma mistura de saudade com pitadas leve de amizade e um desejo súbito de querer só você. De desejar só você. De, mesmo olhar para outras pessoas, querer apenas e unicamente você. Apenas você. Só você pra me completar.
Não sei explicar se é amor- em menos de um mês, OMG, O QUE ACONTECEU COMIGO???- ou se é... Paixão, mas não é apenas gostar.
Mas o meu tudo é você. O meu desejo, a minha ansiedade, os meus sonhos, a minha falta de sono, a minha vontade de trabalhar para manter eu e você juntos e tudo isso misturado em fragmentos que se transformam em saudades de beijar essa boca maravilhosa, tão perfeita e doce...
É apenas vontade de ter só pra mim, de morar só comigo numa mesma casa, de querer só você juntinho no frio, de, mesmo no calor, ter você pra me aquecer ainda mais.
Não é só sexo, jamais foi. É desejo de você...
Foi muito fácil começar tudo isso, mas muito difícil de chegar até aqui, entende?
Já não é mais gostar... Não é mesmo! É algo além de gostar, eu sei disso porque sou eu quem está sentindo.
Eu gosto de miojo, mas de você... É além... Muito além. Talvez fosse exatamente o que eu não esperava, talvez pela surpresa de conhecer alguém tão legal assim... Alguém que me entendesse e que está passando por coisas semelhantes a que eu já passei.
E eu quero cada vez mais isso... Esse vício que me alimenta e me consome. Essa coisa de não definir, essa dualidade de te querer e não poder tocar.
Tenho medo de dizer as coisas cedo demais, ou tarde demais ou no meio demais ou tudo numa coisa demais e te assustar. Talvez você nunca tenha sentido algo assim. Meu medo é você não entender...
Não é um GOSTAR DEMAIS. Eu Gosto Demais de gatos, tenho seis e durmo com eles também e tenho paciência com todos. É além disso...
Algo superior aos sentimentos que eu já tive e uma mistura de saudade com pitadas leve de amizade e um desejo súbito de querer só você. De desejar só você. De, mesmo olhar para outras pessoas, querer apenas e unicamente você. Apenas você. Só você pra me completar.
Não sei explicar se é amor- em menos de um mês, OMG, O QUE ACONTECEU COMIGO???- ou se é... Paixão, mas não é apenas gostar.
Mas o meu tudo é você. O meu desejo, a minha ansiedade, os meus sonhos, a minha falta de sono, a minha vontade de trabalhar para manter eu e você juntos e tudo isso misturado em fragmentos que se transformam em saudades de beijar essa boca maravilhosa, tão perfeita e doce...
É apenas vontade de ter só pra mim, de morar só comigo numa mesma casa, de querer só você juntinho no frio, de, mesmo no calor, ter você pra me aquecer ainda mais.
Não é só sexo, jamais foi. É desejo de você...
Acabou
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Não há
mais sofrimento.
Em um mundo baseado em loucuras, decepções e
dinheiro. Vivo num caos, no meu caos. Em um caos que eu queria que fosse nosso.
De quê mais importa? É sofrimento exposto, é
ferida sem cura. Não há motivos pra procurar um médico ou um especialista, isto
já não é mais tão infame.
As feridas não se curam facilmente,
principalmente quando estão secas ao Sol.
Ao nosso Sol...
Eu já fiz a minha aposta, já duvidei dos meus
instintos, já parei com tudo.
É só me pedir e o mundo será seu. Sei como
entregar algo tão pequeno assim, mas é egoísmo pedir ele só pra você, peça para
nós dois.
Antes de fazer tudo o que eu fiz antes de me
pedir o mundo, só pense que tudo não foi em vão e acabou em pequenas decepções.
Eu corri, eu tentei.
Não há mais sentimento.
Em um mundo baseado em verdades, realidades e
dinheiro. Vivo num verdadeiro inferno, no meu inferno. E juntos, poderíamos
transformar o inferno em paraíso, no nosso paraíso.
De quê mais adianta tentar? É sentimento
ferido, coração partido. Não há cura, não pode fazer um exame.
Os sentimentos não retornam, principalmente
quando estão tão expostas ao gelo.
Ao nosso gelo...
Eu já desisti da minha vida, há muito tempo eu
desisti. Já parei de pensar no futuro.
E antes de tudo, não me peça o mundo. Meu
mundo já se quebrou e é egoísmo da sua parte me pedir para consertar. Pode
parecer simples, mas já era.
E antes de tudo, antes que me peça para
arrumar algo que não existe, só pense que tudo não foi em vão e você acabou com
nossos sentimentos.
Mas quem se importa?
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Correntes
que prendem os pés, os braços e a alma. Correntes que ficam presas nos pescoços
destes cachorros. Pequenos cachorros.
A procura de um salvador qualquer, de uma alma
morta que um dia nos livrou de todo o mal.
Eu ainda não achei, eu ainda não acreditei.
Esses correntes já não me cercam mais, já não tenho mais medo do inferno...
Porque o inferno está aonde queremos, está aonde desejamos que estivesse. O
inferno está aqui comigo e com você.
A autodestruição de um ser vivo caindo em sua
suprema decadência é isso que me fez parar de querer ver o rosto deles... O
rosto dos amados. O rosto daqueles que tem fé.
O mundo caiu, meu anjo. Veja só, estamos
caídos no universo, flutuando por falta de gravidade num local escuro. Já
caímos há tempos, vocês é que nunca repararam.
Não é ódio, é pena. Pena daqueles que servem o
Senhor das Almas e nem percebe o que faz, pena daqueles que acreditam que ele
virá de novo e nos resgatará.
Não há
esperanças mais pra essa humanidade!
Ouça os gritos dos imortais, o grito daqueles
que já se foram e se eternizam em nossas mentes. Ouça a morte sussurrando em
seus ouvidos, te mostrando o caos que tudo virou.
Já não há mais por que ter dó ou pena dos que
já se foram não tem motivos pra rezar pra um desalmado que nem ajuda aqueles
que realmente precisam.
Quer chá? Que tal mais um café?
Celebre como todos celebramos, com ignorância
e arrogância. Celebre com essas taças de sangue! Essas taças que nos custaram
tão caro para termos aquilo que sempre foi nosso.
Celebre com o seu egoísmo!
Prefere açúcar ou adoçante?
Não se revolte com esses marginais que ficam
destruindo o que nós pagamos, relaxa, já somos roubados todos os dias. Não há
motivos pra ficar desesperado.
Tá ouvindo aqueles gritos? É porque não há
mais verdade e muito menos democracia.
Tá ouvindo os tambores batendo? São as almas
que já se foram... Estão voltando para nos buscar de um erro tão grave. Vão nos
separar de nossas verdades, de nossas mentes. Vão nos separar dos mundos que
criamos e vivemos e continuamos presos.
O perfeccionista abstrato
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A realidade
dele é diferente da minha. Ele é um belo homem, perfeito, com defeitos e
qualidades. E eu sou um mero humano, normal, imperfeito, cheio de dúvidas e com
pouca grana.
Ele quer e consegue tudo do jeito dele.
Eu quero e luto pra conseguir tudo da melhor
maneira.
Ele se matou...
Eu continuo aqui!
Ele gostava da perfeição, era um
perfeccionista.
Eu gostava da realidade. Foi à realidade que o
matou.
Agora eu o entendo, mas será que algum dia ele
me entendeu?
Ele se matou ao descobrir que jamais poderia
deixaria o mundo perfeito e que o mundo dele era mais do que imperfeito.
Que mundo louco, não?
A perfeição dele era abstrata, não podia
ser compreendida e cada um observava de
uma maneira.
A minha imperfeição era real e todos podiam
entender.
Já parou pra pensar que nunca iremos conseguir
parar pra pensar porque o pensamento se move uma maneira rápida demais?
Bem vindo à Morte.
E eu me esqueci de agradecer a ele por ter me
ensinado a compreender algo abstrato.
A vida é abstrata.
A verdade
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sutileza
surreal mastigada em pequenos fragmentos de sucesso.
Um mundo carnívoro que não se importa com o
seu desejo e sim com a sua alma.
Talvez uns três copos de vinho para amenizar a
sua dor e depois dois copos de veneno para te lembrar que um dia esteve vivo.
Apenas um mundo verdadeiro no qual possamos
viver sem nos preocupar com tudo isso.
Tolices e crendices sem fundamentos e um mundo
covarde de sua própria verdade.
Apenas um universo paralelo ao que estamos acostumados.
Um universo no qual existem pessoas que querem o verdadeiro bem sem pensar no
futuro.
Um universo que deseja que o mundo nos
converta.
Um verdadeiro paralelo e um eixo que demonstre
a verdadeira sutileza das coisas.
Apenas declarei morte aos deuses para que eles
pudessem entender que a realeza das coisas são verdadeiras e que mais nada no
mundo poderá me destruir.
Tornei-me meu próprio deus.
Insônia
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
E nada
dele vir... Fiquei esperando a noite toda, sentado na cadeira. Um pouco de
vinho, algumas doses apenas para me alegrar.
Precisava dele. Tenho um monte de trabalho
para realizar.
Dez da noite e nada dele vir... Fico
impaciente, ligo a TV, vejo o que se passa. Bebo café, ouço músicas, escrevo um
pouco.
Onze da noite e nem sinal dele... Comecei a
ficar preocupado e tomei um calmante. Da janela posso ver algumas luzes se
apagando, pessoas dormindo.
Meia noite e a preocupação aumenta... Penso em
escrever algo, pego um livro e leio sem tirar o pensamento dele. Ele vem todas
as noites, por que dessa vez não veio?
Uma da manhã e já preparo chá... Estou deitado
na cama ouvindo música e aguardando a chegada dele. Ouço músicas calmas que me
levam para outro mundo.
Duas da manhã certamente ele não vem mais... A
companhia dele me faz falta. Está frio, pego uma blusa de lã antiga que tenho e
me visto com ela.
Três da manhã e vejo o mundo rodopiar... Minha
cabeça está cheia, dores intensas, meus olhos estão caídos e certamente não
estarei disposto a ir trabalhar.
Quatro da manhã e os peixes do aquário estão
com fome... O que eu fiz de errado para que eu não viesse? Começo a rever tudo
o que eu podia ter feito de errado e só podia ter sido aquele maldito café!
Cinco da manhã e já é hora de me arrumar... Bebi
bastante café e energético para me manter acordado e trabalhar firme, é difícil
viver sozinho e sem emprego.
Seis da manhã e o sono não veio...
Teoria do caos
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Deste
lado estou eu e aquele era você. Separados, eu acho, destruídos por conta de um
romance.
O que aconteceu?
O meu mundo desabou em prantos, desorganizou
os pensamentos. O meu universo se corroeu e estou morto, eu caí em lamentações
árduas e sem sentidos.
Nada mais é tão importante quanto era...
Estou desistindo da vida e o meu testamento nem
foi escrito.
Lembranças e momentos não podem ser revividos,
apenas pensados e lembrados.
Sensações e emoções não voltam no tempo e foi
esse o meu erro: querer voltar no tempo.
Se desse, voltaria no tempo a pé e buscaria pelos
girassóis azuis aos quais você me mandou.
Pegaria todos os ingredientes e com eles
formaria uma bela poção, mas não existe magia no lugar em que vivo.
Procurei em todos os lugares enquanto
caminhava sem rumo, bebendo meu café e ingerindo bolachas de água e sal.
Um pouco de vinho para transparecer as coisas,
me deixar vermelho e alegrar minha alma, esquentar o corpo e fazer-me dançar.
Rodopiar em busca do que é belo e vulgar.
Rodopiar em volta do mundo...
Acordei nos teus abraços te mostrando todos os
sonhos cristalinos que eu tive. Sonhos de cristal... Sonhos que se quebrariam
em segundos, até mesmo momentos, sonhos que você deveria ter tido.
Então, por favor, me dê um ou dois copos de
veneno.
Suplico-lhe, faça meu coração se entorpecer de
tantas drogas.
Me acorde no mais inesperado momento e diga-me
que foi tudo um sonho qualquer que eu tive enquanto morria desgastado pela dor
e insanidade que você pôde me proporcionar.
Um caos ou dois, de que mais importa?
Postado por
Victor Vaanbaske
às
06:12:00
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Mentiras póstumas
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Um dia
estávamos sentados em qualquer beco, em qualquer lugar. Fugindo de toda essa
realidade dura e fria. Queríamos apenas fugir para o nosso mundo...
Eu me perdi dentro de mim, encontrei meus
pensamentos vagos e mergulhei na minha funda e sombria mente. Não me encontrei.
Aquele beco escuro estava dando medo em qualquer um, mas a minha reflexão
jamais me deixaria abandonar meu corpo daquele jeito.
E com um sorriso você me deixou... Ali,
sozinho. Achou que eu estava bêbado demais para poder levantar, eu só estava
sério demais. Quieto demais... Eu só estava sendo eu demais.
Ofereceram-me uma droga qualquer e disseram
que eu poderia ocupar meu tempo usando-a e pagando por um preço barato...
Respondi qualquer coisa e fui ao encontro
daquele entorpecente. Deitado tranqüilo dentro de casa... Eu pude usar aquela
droga.
O meu coração acelerado por ter te perdido em
meio a tantas coisas ruins... O meu universo parado por instantes seguintes de
que eu jamais imaginaria que fosse acontecer.
Eu só quero fugir pra qualquer lugar hoje.
Fugir pra qualquer, beber qualquer coisa. Perder a mente e esvaziar o coração.
O coração... O meu coração que foi ferido tão
brutalmente que eu jamais imaginei que isso fosse acontecer.
O que você me disse? Piadas sem sentido,
conversas aleatórias e um pouco de sentimento vazio entre os dois... Um adeus
permanente dentro de mim. Um “oi” falso passando por sua boca.
Não tivemos um relacionamento. Foi uma farsa
aquilo...
Ansiedade
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Bate
no peito aquela saudade, aquela vontade...
Precisa apenas de uma parte da tua respiração,
precisa apenas de você ao meu lado.
A ansiedade que em mim fica é tão grande e tão
dolorosa que você nem percebe.
Não é aquela ansiedade passageira, é uma
verdadeira. Ela é real, tão real como você.
Se eu pudesse ficar somente ao teu lado nem
que fosse por apenas um dia. Se eu pudesse sentir o que você sente, sentir a
tua boca junto a minha, a tua preocupação batendo no peito e o teu abraço
quentinho... Fazendo questão de me apertar só pra me esquentar.
Se eu pudesse sentir o teu beijo, fica sempre
aquela vontade... A vontade que é provocada pela ansiedade.
E nesse frio de inverno e nesse tempo que me
deixa triste...
Tua distância, se eu sentisse, poderia mudar,
mas não vou.
Será que você sente a mesma ansiedade?
Perto da noite, longe de mim e meus
pensamentos vagam para o teu encontro.
Nossa história não mudou... Por onde você
estará andando? Por que não te tenho tão perto?
E tanto eu tenho pra dizer, se eu só pudesse te
olhar.
Queria tanto você ao meu lado em uma cama quente, em nossa cama...
Queria tanto você ao meu lado em uma cama quente, em nossa cama...
Quero poder te chamar apenas de meu, quero te
beijar o ano inteiro...
Quero só você.
Agonia
terça-feira, 9 de outubro de 2012
É mais
um daqueles estranhos momentos em que você sente como se tivesse perdido tudo,
mas logo se lembra que o nada e o vazio existencial eram o seu “tudo”.
Não é nada realmente nada normal perder nada.
Não se há nada para perder...
Mas é dentro do nada que encontramos todos os
sentimentos, é nesse vazio que realmente existe que encontramos nossos
verdadeiros valores. Mas que valores?
Sair de casa no meio da madrugada apenas para
pensar, olhar e observar toda a escuridão ao redor... Escuridão maldita.
É dentro da escuridão que podemos ver quem
somos mesmo. Quem sou?
Às vezes me sinto totalmente perdido dentro de
mim... Perdido nesse nevoeiro totalmente oculto... Um nevoeiro na escuridão.
Apenas queria sobreviver a algo que nem vá
existir, queria apenas sobreviver dentro de mim...
Pois é... Sou um forasteiro dentro de mim, nem
me conheço.
Perdi os sentimentos de alguém verdadeiro,
estraguei o mundo ao meu redor...
Sou um forasteiro perdido nesse labirinto de
sentimentos... Perdido e arrependido.
Pergunto-me sempre “por onde eu estou andando?”
Mas no fim a resposta é sempre a mesma: “não sei...”
Nessa noite fria estamos um distante do
outro... Perdi-me dentro de mim e essa maldita história nunca tem fim...
A história em que ambos se machucam até a
morte... Machucam-se sem misericórdia e sem arrependimento...
Minha morte será a tua salvação...
Logo eu daria meu futuro para você sobreviver?
Daria minha vida para que a sua continuasse?
Questionamentos
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Voando, caindo, destruindo. Às vezes penso em você.
Chorando por dentro, seriamente frio por fora
e apenas ouvindo canções aleatórias enquanto sussurram em meus ouvidos o motivo
de toda essa existência.
Apenas sozinho com um monte de gente, apenas
voando dentro de meus pensamentos.
O açúcar passa por todo o meu corpo enquanto
questiono-me o motivo disso tudo acontecer.
Qual a minha missão?
Por que as vozes ecoam em minha mente?
Cadê o mundo em que eu aprendi a viver?
Onde você está nesse momento?
Para onde voamos quando vamos nessa infinidade
de seres?
Aquele campo em que dormíamos desapareceu e eu
apenas voei para outro lugar.
Qualquer lugar perdido, esquecido.
Suas rezas já não me atingem, sua vida já não
faz tanto sentido quanto eu esperava.
Já não ando pelo mesmo lugar, nada era como eu
imaginava.
Sorrisos falsos.
Natureza morta.
Suicídio Mental
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Seu
cabelo está bagunçado, seus óculos estão sujos.
Nem está prestando atenção na aula, o seu
mundo está abstrato. As pessoas estão entediadas enquanto o mundo está
acabando.
Seus pensamentos viajam para outro universo,
pensa em algum jeito de se matar.
O veneno está em sua bolsa, ele quer tomar,
passará por sua garganta e o gosto amargo envolverá o teu corpo.
Começa a vomitar sangue, não há ninguém na
sala, escreve um simples “adeus” com o sangue na lousa.
Senta-se no chão, ainda vomitando, seu sangue
se espalha por toda a sua roupa preta, ele fica sujo. Os fones estão em seus
ouvidos, uma música triste está tocando, seus órgãos são destruídos.
Não chegou nem há vinte minutos e a dor já
está inimaginável, ninguém chega, foi o que ele planejou.
Quando alguém finalmente entra na sala, este
alguém grita.
O local está todo ensangüentado e ninguém
reparou em um texto de despedida que ele escreveu.
Neste texto foi depositado todo o seu tédio e
agonia.
Ele cavou seu próprio buraco.
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