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Cartas Distantes

terça-feira, 22 de outubro de 2013

E um dia eu cheguei a sonhar... Sonhei com nós, juntinhos, lado a lado. Pertinhos um do outro.
 E um dia eu cheguei a chorar... Chorei com todos os prantos e desânimos que se pode chorar.
E depois de provar do dissabor de já não ser mais rei, de já não ser mais seu... Depois de perder tudo o que eu tinha, o seu paladar, o seu cheiro junto ao meu...
 E tudo que era tão sólido e tão fofo e tão meigo se quebrou. As gavetas de cristais e as prateleiras de bibelôs.
 O mundo se foi junto do meu pecado e meus anjos já se caíram.
E que história é essa de vingança? Explique-se, homem. Desde quando nascemos pra isso? Desde quando aprendemos TUDO o que aprendemos pra nos revidar e nos vingar de pessoas? Cadê o nosso laboratório? Cadê o nosso mundo? Cadê os nossos sonhos? Onde estão nossos planos? Onde guardou tudo?
 Talvez você tenha se esquecido de tudo e de mim... Talvez tenhamos todos virados suas peças de xadrez que você brinca de vez em quando...
 O mundo se quebrou, o nosso laboratório fechou... Mas eu to aqui ainda. Sem rumo e sem destino, não estou perdido, estou achado. Mais achado do que nunca e não vou deixar vossa senhoria ferir outros da mesma maneira.
 Cadê nossos ideais? Você parou de lutar por tudo? Desistiu mesmo?
Claro que deve haver dados concretos, teoremas, aromas, enzimas e mais por aí... Mas o que você quer?- Eu te pergunto. Penso que pra começar já está bom demais!
 Não é mais uma escrita romântica, não é mais nenhuma indireta... É totalmente direto e, por favor, responda quando puder.

 Assinado: Eu.