Suicídio
Tempo Perdido
Eu já perdi o nosso tempo.
As suas lágrimas eram sagradas e tão belas do que qualquer outra coisa, lágrimas selvagens que fugiram desse triste olhar.
Veja o sol que ilumina essa manhã acinzentada, uma tempestade da cor de seus olhos castanhos.
Me abraça. Me abrace o mais forte possível. E me diga que vamos fugir disso tudo, que vamos nos distanciar.
Me abraça e me faça chorar com essas músicas que te fazem lembrar de mim.
O nosso tempo já está perdido?
Ainda somos tão jovens, mas tão velhos. Ainda podemos ser algo.
Ainda podemos ter algo?
Te esqueci
Amordaço em pedaços. Uma maravilha, uma eternidade. Mostrada em fragmentos de lealdade, falsidade. Oculto nas sombras, destruído pela própria moralidade.
Um beijo ou dois. O que aconteceu naquela noite? Aquelas verdades que você dizia enquanto bebia mais uma taça de vinho, mostrando a sua suavidade. O que aconteceu de verdade? Aquelas marcas de anseio, de vontade de devorar. Aquela criatura que surgiu de dentro da água, aquela desgraça trazida entre dois copos (ou mais) de cachaça barata.
Estamos mortos e só você não notou.
Eu não me importo e pela sua voz eu jamais vou implorar novamente. Pelos seus olhos esquecidos nas margens de meus pensamentos eu jamais vou te amar de novo.
Desculpa se te esqueci. Foi sem querer. Até porque eu prefiro açúcar no meu café do que adoçante.
Perfume do Invisível
Acordei com o seu perfume do meu lado. Sua inebriante voz batendo na minha cabeça a calma que eu devia ter.
Desejo e vontade
Meu olho tá pesado e a minha respiração tá fraca. Tenho vontade de vomitar.
Há paz?
A paz, a calma, a paciência.
Há paz? Há calma? Há paciência?
Eu quero a verdade da ilusão, quero a paz da alegria. O desejo do mundo rodopiando, a simplicidade vista num dia quente de verão ou num nublado dia de inverno, quero apenas ver os pássaros voando, as nuvens cobrindo minha cabeça, seus tons de cinza e seus tons de branco. Com o céu bem apagado ou bem azulado. Ou só sem nada. Apenas um véu vasto e cheio de diferenças e cores. Qualquer cor, tanto faz, só a paz de saber que há um céu para eu olhar.
Eu quero o silêncio da calma, quero o vazio sem sentido. A ansiedade do peito que batia direto no coração, sem ruído algum, sem nada, apenas o silêncio e minhas verdades.
Sem ninguém para me julgar, para me criticar. Sem nada para pensar, sem nada na cabeça. Uma simples meditação que faz com que eu fuja desse mundo. Um simples desejo.
E na calma, conquistarei a paciência da alma, a verdade de pensar e parar. De questionar e fingir estar tudo bem. Eu quero a verdade escancarada sem brigas, quero a paciência de uma criança.
Quero aprender a desenhar d enovo, soltar os primeiros passos. Ouvir a primeira risada, a verdadeira paciência de ensinar.
Acabou tudo. Não há paz, não há calma e nem paciência.
Para onde o mundo foi parar?
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Victor Vaanbaske
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Lágrimas de vidro
No hotel
Cálice!
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Victor Vaanbaske
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Mentiras
Imaturidade
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Victor Vaanbaske
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Doença
A doença se espalha rápido pelo corpo. Destrói a mente, corrói as células. Você sente ela, você entende ela.
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Victor Vaanbaske
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Amor & Sexo
Você era a fogueira e eu a sua fumaça. Eu não sei pedir pra você queimar devagar, mas eu sei muito bem onde as suas chamas devem chegar.















