Acordei com o seu perfume do meu lado. Sua inebriante voz batendo na minha cabeça a calma que eu devia ter.
"Foi só um sonho", você me disse.
Vesti o seu corpo no meu, num eterno abraço. Nossas mentes juntas, unidas ao acaso do destino.
E então, me despi de seu corpo. O seu perfume continuou em mim, senti a sua calma. A nossa calma.
Meu pesadelo cessou e eu pude dormir em paz.
O que tava em mim quietinho foi se movendo ao seu lado, como em um doce balanço.
Me enrolei no cobertor, te procurando. E por mais que o cigarro aceso mostrasse a presença de alguém no local, eu não te achei.
Seu perfume permanecia no meu corpo, o seu corpo permanecia ilustrado em mim como tatuagens direto na pele.
Por mais longe que você estivesse e por mais distante que fosse, o cheiro do seu café permanecia na minha casa. O seu cigarro, agora já apagado, mostrava o quanto eu já tava viciado em você.
Eu sinto a sua falta todos os dias. A todo instante sinto o seu perfume invisível colado em mim.