Cores por todos os lados, desbotadas para você.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


Está tudo tão perfeito... E um dia, talvez, você consiga entender o que eu sinto. Um dia eu fico feliz, mas ao mesmo tempo fico triste, em saber que você está compreendendo como eu sou por dentro... A minha depressão, a minha falta de vontade, tudo o que eu tenho. Talvez você possa ver, em mim, o que eu sou agora. Um louco, um doido, um pirado, que tem a vida em mãos. Que não sabe o que fazer, que vive sem destino, que pretende fazer tudo antes que tudo acabe.  Nada foi tão perfeito! E então você apareceu, simplesmente apareceu. Enquanto eu já não tinha mais aquela esperança, aquela vontade. Enquanto eu já estava à beira da loucura, deixando minha consciência comandar tudo e por fim dar um basta em minha vida. Eu te conheci. Sentado na frente de um computador, caído em lástimas, à procura de alguma coisa que me fizesse feliz. Não encontrei a coisa que eu procurava. As tintas borradas, as manchas marcadas, a destruição e apenas o simples fato de... De querer apagar tudo. Apagar as minhas memórias, me internar em um abismo qualquer, me deixar levar, me sobressaltar sobre todos os ares, fugir do meu universo... Pra onde eu iria? Pra qual mundo eu fugiria? Em qual universo eu me prenderia? Eis meu destino, novamente, tão incerto quanto meus pensamentos, tão verdadeiro quanto as minhas dúvidas.
 E ao invés de simplesmente apagar as cores borradas, as tristezas amargas, eu simplesmente vi a beleza que elas transmitiam... É da natureza das cores, e do ser humano, transmitir beleza quando quer, transmitir crueldade, transmitir amor apenas com um tom. É assim que você impediu uma morte, foi assim que você me deixou. Feliz, apenas por ver as verdadeiras cores borradas, as cores manchadas na tela.






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