Meu
coração estava guardado em uma caixa, uma caixa profunda. Ele estava imerso em
todo o ódio da humanidade, depositado em toda a minha angústia. Eu podia sentir
o ódio me corrompendo... Eu podia sentir cada gota da minha saliva se
esgotando, eu podia sentir meu suor vazando de todos os cantos de meu corpo...
Mas... Não podia ser tão real. Não podia ser algo que tal humanidade iria
preferir. Eis o que criei a mim. Sinta o pavor, o ódio e a misericórdia vazando
da humanidade. Enquanto que cada um depende de um vício, eu dependo do ódio...
Eis minha vida. Talvez doces palavras e secretas angústias que não teriam
prazer algum. Eu estou aqui novamente... Caído em toda a lama da humanidade,
deitado em todo o sangue derramado da Justiça. Eis seu Deus justo. É ele quem
revela a toda humanidade a justiça, é ele quem destrói e é ele quem mata.
Deixei de acreditar Nele.
O que sou eu...?
Quem sou eu...?
Talvez as
doces palavras de um homem pobre possam responder a todas as questões
depositadas pelo caos. Eis vosso caos...
É ele quem criou, é dele que dependemos.


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