Filho de Deus.

domingo, 17 de julho de 2011

Eu vejo a sombra de meu passado perseguindo meu presente. Eu vejo tal morte observando meu futuro. Eu sinto várias correntes passando pelo pescoço, sinto agulhas injetando drogas em minhas veias. Enquanto o álcool acaba com a minha lucidez, as drogas destroem e corroem todo o meu sangue. Talvez tenha sido a sede de vingança que acabou com meu coração... Seja que um dia que tenha tido um coração. Eis a minha vontade destruindo meu corpo, enquanto que cada ser humano pisa em meu pescoço... Eis novamente o Deus! Eis este que está novamente a me enforcar com a sua justiça, me cegar com suas cruzes e me cortar com suas espadas. Se sou seu filho eu mereço ter o mesmo destino que os demais. Quero possuir minha própria coroa de espinhos e preciso ter uma meretriz que venha a me amar. Uma meretriz que me banhe com seus cabelos e que me molhe com seu sangue. Se sou seu filho mereço ter o mesmo destino que os demais... Quero me embriagar fazendo meu próprio vinho, quero me estragar de quantos pães eu quiser... Quero que cada gota de meu sangue seja o vinho e cada pão seja a minha carne. Comam a carne mais podre e bebam o sangue mais sujo. Meus pecados são lavados com o suor de minha meretriz e que cada gota de meu sangue seja uma pessoa embriagada de álcool.

 Peço que você mate a vida, aproveite de sua meretriz, antes que ela te mate...



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